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Aguardamos todos ansiosos pela chegada do Natal. Tempo das
festas, dos enfeites, dos presentes e da comilança, é tudo o
que nos vem à mente nesta época do ano.
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Que pena! O motivo, a essência da
comemoração, perdeu-se no ceticismo do comércio, na
frivolidade das relações humanas. O bem-aventurado filho de
Deus, trazido ao mundo para espalhar a Boa Obra, nascido na
simplicidade da manjedoura, não é mais o centro das atenções!
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Curioso pensar que nos outros trezentos
e sessenta e tantos dias do ano não temos vergonha de recorrer
a Ele de joelhos e voz embargada, a pedir por nossas misérias
e descompromissos, entoando lamúrias sob o crivo de nossa
filiação celestial. Na hora de comemorarmos a bênção da vinda
Dele a esse celeiro de provações, simplesmente esquecemos e
fazemos às honras a Papai Noel, o Bom Velhinho distribuidor de
presentes.
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Nessas horas, ninguém se recorda quais
presentes foram realmente essenciais em nossa vida. Saúde,
moradia, amigos, família, trabalho,... quem será que esteve
por trás de tudo isso, a nos prover cada uma dessas dádivas?
Sim, é gostoso abrir presentes, desfazer os laços,
contemplá-los por horas a fio; mas, o que importa de fato é a
surpresa em recebê-los e ter alguém que seja capaz de
ofertá-los com a alma transbordante de amor.
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Há pouco mais de dois mil anos atrás, a
humanidade recebeu um grande presente, alguém imbuído de
semear todas as sementes de felicidade sobre a Terra. Mesmo
naquela época houve quem não reconhecesse ou aceitasse de
coração puro e alma leve a vinda desse messias; mas, nem por
isso Ele deixou de cumprir um só dia da sua profissão de fé e,
ainda hoje, ouve resignado os clamores e as súplicas dos
herdeiros da ingratidão e auxilia no âmbito das possibilidades
e dos merecimentos de cada um.
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Por isso, neste Natal cheguemos à festa
prontos a cumprimentar e festejar o aniversariante,
ofertando-lhe graças em orações, alegrias em cânticos,
celebrações fraternas entre nossos irmãos. A comemoração pode
ser simples, sem luxo ou ostentação, sem troca de presentes ou
lembrancinhas, sem fartura e desperdício, mas deve ser pródiga
de valores humanos, de uma felicidade infinita capaz de
iluminar o mundo, de ressoar os sinos e sinalizar no céu, com
uma estrela, a presença Daquele que não precisou de muito para
ser simplesmente tudo. Para Ele incenso, ouro e mirra valerão
menos se neste Natal você oferecer seu coração. O reino Dele
não é deste mundo, nem cabe na conta do vil metal, mas é onde
queiramos ou não repousa nosso íntimo e se orienta nossa mente
para o sucesso da grande missão – a Vida.
Alessandra Leles Rocha
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