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- Ciranda enamorada
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- Andava perdida,
- nos sem rumo da solidão,
- catando as folhas caídas
- da folia do último verão.
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- Restos de alegria alheia
- que jaziam esquecidos no chão
- preenchiam os anseios calados,
- pulsantes no meu coração.
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- Mas eis que rumoreja longe
- Um riso, faceiro folião.
- Felicidade sem dono
- Chamando minha atenção.
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- Desperto sobressaltada,
- Corro em sua direção.
- Trombo-lhe desajeitada
- E ele me ampara com a mão.
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- Despenco em seus olhos felizes,
- Perco-me em uma fração
- de tempo sem tempo marcado,
- mergulho nessa paixão.
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- Esqueço tudo que sofri,
- Levito se você sorri,
- Sou precisada de ti.
- Meu Deus, acho que morri!
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- Solidão sai em disparada,
- no teu riso danço, embalada
- em teus braços e sigo a toada
- dessa ciranda enamorada!
- Aline Aimée Carneiro de Oliveira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
- 02/05/2007


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