A casa dos grandes pensadores
 
 

ALINE AIMÉE C. DE OLIVEIRA

Incomum, mas sincero amor

     Bem, tentei escrever alguma coisa bonita sobre mãe, mas não consegui. Tenho um relacionamento incomum com a minha mãe, talvez tenha sido por isso. Também não sou mãe, então, não tenho experiência suficiente para falar sobre o assunto.

     Minha mãe me ama muito, como uma boa mãe, e deu seu melhor para que eu tivesse tudo o que precisasse. Trabalhou até os nove meses de gravidez, pagou creches e escolas caras enquanto pôde, protegeu-me do perigo iminente, cercou-me de carinho, ternura e proteção.

     Só que eu cresci, e esse crescimento foi difícil pra nós duas. Cada dia que passava, nos descobríamos mais diferentes uma da outra: eu, calma; ela, nervosa; eu, passiva; ela, autoritária; eu, sonhadora; ela, prática; eu, otimista; ela, pessimista. Tivemos nossos arranca-rabos, momentos dramáticos, lágrimas, mas nada que obliterasse o amor entre nós. Tivemos de aprender a nos amar de um jeito só nosso. Muitas vezes, invertíamos papéis. Ela chorava, pedindo socorro, e eu dava colo, aconselhando-a. Foi uma longa jornada de conhecimento e respeito, que auxiliaram na formação do meu caráter, durante a qual aprendi a amar e auxiliar o próximo, a ser responsável e a caminhar - sempre - com as minhas próprias pernas.

      Mãe, sou feliz do jeito que sou e credito isso a você.  Agradeço por nossos momentos, duros ou felizes, mas especialmente os duros, pois, sem eles, não teria enxergado certas verdades tão profundamente, não teria aprendido a valorizar o melhor das pessoas e da vida, não teria aprendido a levantar confiante após cada queda.

      És para mim exemplo de força, ternura e perseverança. Você consegue, bondosa e honestamente, tudo o que desejas. Te amo e te admiro muito!

       Parabéns pelo seu dia. Parabéns pela vitória diária.

Aline Aimée Carneiro de Oliveira
 

Publicação: www.paralerepensar.com.br  14/05/2007