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Poesia
não é esteira
poesia não
é esteira
antes desfiladeiro
onde desenrolo
perd-ida
das idas, a melhor
os tombos que me ferem
incham-me erodida
roxa
aberta
sôfrega
quero-a feroz
ingremente
sorvendo-me o sangue
dos ásperos sulcos
em perdição oferecida
na asa desfolhada
da palavra invadida
Aline Aimée Carneiro de Oliveira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
- 20/02/2008

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