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LEITURA FÁCIL
(Crônica).
O desenhista arquitetônico tem por obrigação, fazer os seus
desenhos com a mensagem clara, para que facilmente seja
entendida por uma pessoa que não tenha o grau de estudo
compatível com o seu; ou seja, o pedreiro, se o arquiteto usar
de palavras sofisticadas para descrever cada item, o pedreiro
seria obrigado trabalhar com um dicionário para auxiliá-lo.
Por outro lado o desenhista publicitário tem por obrigação,
mostrar imagens fascinantes, que encante quem as ver.
Assim é o cidadão que visita uma bienal de artes, ele vê na obra
de Michael Ângelo uma imagem nítida de uma pessoa, mas ao
visitar as obras da Tarsila do Amaral, ele vê imagens com
formatos um tanto fictícios, eu diria até destorcidas da
realidade.
Não que uma seja melhor que a outra, porém a imagem nítida ao
entendimento geral, qualquer pessoa poderá entendê-la, ao passo
que a outra só será entendida por pessoas ligadas a arte, e na
maioria das vezes o visitante finge que achou uma maravilha,
quando não entendeu nada.
Uma poesia, por exemplo... Não se ler com os olhos, mas sim com
a alma, com o espírito, com a imaginação.
Em comparação a estas quatro questões citadas, eu coloco os meus
próprios textos, onde o leitor lê, e os entende claramente; mas
isso não quer dizer, que os meus textos sejam melhores, que os
sofisticados que usam palavras difíceis. Ao comentarem os meus
textos, as pessoas fazem questão de relatar, que os meus textos
são simples, ou singelos... Outros dizem que são explicativos...
Então eu explico.
Eu os escrevo para crianças, para pessoas que amam a arte
poética, não para críticos de arte.
Antonio Hugo.
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
- 26/09/2007
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