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PALMAS PRA MALUCO DANÇAR
(Crônica).
Quem tem voz não tem moral, quem tem moral não tem voz... Desde
1960, quando ainda tinha seis anos de idade, eu não via, mas
ouvia a voz dos políticos que ainda ouço; não via por que na
época eu não tinha um aparelho de televisão, mas ouvia no radio
sem muito entender, mas hoje eu entendo muito bem o que diziam.
Naquela época eles falavam em melhorar as condições de vida do
nosso país, falavam do que o país precisava para mudar as
condições de vida do povo brasileiro, naquela época esses mesmos
políticos já eram deputados, senadores, ministros... Depois
disso já ocuparam cargos de governadores; homens e mulheres, que
fizeram fortuna mamando nas "tetas", da economia nacional.
Hoje aquele garoto dos anos sessenta, que ouvia aqueles
discursos, ouve e vê as mesmas ladainhas... Somos obrigados a
desligar os nossos aparelhos de televisão ou rádios, se não
estivermos dispostos a ouvi-los, tal qual "era", há quarenta e
poucos anos atrás. Um fala mal do outro se esquecendo, que
também já teve o poder em suas mãos, e não consertou o que tinha
de errado.
Por outro lado, quem tem vontade de falar não tem o microfone
para dizer o que pensa para cobrar o que lhes fora prometido,
para lembrá-los, do que precisa ser feito.
Que moral tem essas pessoas para cobrar alguma coisa dos seus
colegas? Para prometer algo quando são chegadas as eleições...
Que moral tem essas pessoas para interromper as nossas
programações normais, para falar o que já estamos cansados de
ouvir... Dificilmente eu vou a um teatro para assistir a mesma
peça, muito menos com os mesmos atores; é o mesmo que adentrar
num circo para assistir o mesmo espetáculo, com os mesmos
palhaços todas as noites, nem mesmo loucos se prestariam a tão
ridículo papel.
Antonio Hugo.
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
- 29/11/2007
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