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Esses bilhões seremos nós
O
planeta chegará em 2050 a 9,3 bilhões de pessoas, um crescimento
de cinqüenta por cento sobre os 6,1 atuais. A projeção está no
anuário do Fundo de População das Nações Unidas que reúne
informações de cento e cinqüenta países, e será divulgado
oficialmente em setembro deste, no Rio de Janeiro, em parceria
com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O
Brasil, com uma taxa de natalidade de 1,63% ao ano, é povoado
por cento e setenta milhões de cabeças, segundo os dados do
Censo de 2000. O documento projeta um avolume global de 1, 3%. A
cada chegar de um novo janeiro, setenta e sete milhões de novas
pessoas passam a habitar a terra.
Seis
quadrantes responderão por metade desse incremento: Índia,
China, Paquistão, Nigéria, Bangladesh e Indonésia. Somente a
Índia será responsável por vinte e um por cento do aumento. As
nações em desenvolvimento vão liderar a expansão total. Em
sessenta anos, concentrarão oitenta e cinco por cento do grande
bolo terrestre. Os trinta e nove países com baixa fecundidade,
situados na Europa do Leste, perderão terreno. O mundo dos
contrastes revela o contraponto: os quarenta e nove povos
considerados mais atrasados terão quase triplicada a massa de
viventes. Pularão dos atuais seiscentos e sessenta e oito
milhões para 1,8 bilhões.
A fertilidade
do sexo feminino recua em todos os cantos pesquisados, o que
está afinado com uma tendência em todo o globo. Os números
astronômicos do Fundo de População das Nações Unidas
contabilizaram 2,3 filhos por mulher em 1999, comparados aos 2,7
de 1992. O Nordeste não ficou atrás e reduziu a diferença no
tamanho da prole cotejado ao Sudeste, a região mais rica.
Antes, as mães nordestinas costumavam dar à luz, uma criança a
mais. Esse ato maternal caiu pela metade.
O relatório,
indica, ainda que moças com nível de instrução restrito, (até
quatro anos de estudo), acalmaram, sobremaneira, a chamada
capacidade de criação: assim, de 3,6 filhos, em 1992, desceu
para 3,1 a dois anos. Os nascimentos caem, portanto, a toda
hora. O Dossiê, contudo, centra fogo cerrado sem dó nem piedade.
Diante desse
quadro, até 2045 e 2050, o Organismo Internacional estima que a
média nos países em franca desenvoltura seja de 2,17 filhos por
fêmea. As bandeiras mais ricas ostentam, hoje, 1,6 filhos, um
desempenho destoado da linha divisória de reposição e com uma
massa de idade avançada envelhecendo rapidamente.
Aparecido
Raimundo de Souza
Publicação:
www.paralerepensar.com.br

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