E
com razão! Essa poesia do grande poeta Maranhense nos leva a acreditar
que a linha do tempo está se fechando aos poucos, gradativamente,
trancando a cada dia os limites da vida, a cada minuto aferrolhando as
portas por onde todos, com certeza, passarão. As pessoas estão se
preparando (ou pelo menos deveriam), para algo, e muitas delas nem sabem
exatamente para que.Simplesmente
se deixam seduzir pela moderna revolução coca-cola. Há, pelos lados, e
vindos de várias direções, uma crescente insatisfação espiritual, uma
necessidade profunda de preencher vazios. É como se um vácuo interior
dentro de cada um de nós buscasse alguma coisa de muito importante, mas
que no fundo não sabemos explicar. O portal do mundo? Um planeta perdido?
Ou seria Deus? Faz alguns anos foi lançado no ar um dado de estática
desgraça com pontos marcados por trevas esmigalhadas. Ele permanece no
espaço aéreo até hoje. Seus sinais caem brumosos e se disseminampor diferentes partes do globo se transformando depois em igrejas.
Cada movimento brusco do vento, aparece, como surgidas do nada, novas
congregações. Centenas e centenas de denominações, milhares e milhares
de templos independentes e soberanos. Nessa desenfreada multiplicação de
seitas, elas tentam se impor: apresentam cartazes coloridos e propagandas
chamativas com letras impressas em garrafais. Sem exceção, todas vendem
um objeto raro: Jesus Cristo. Este mercado gritante e apelativo singrou
por sendas obscuras visando, pela crença religiosa, arrastar multidões
sedentas; seres que pretendem estar no lugar certo na virada inexorável
do final da vida. Os produtos – Fé, Jesus, Deus, Bíblia – crescem e
os investidores entram e caem em conflito constante em comoaplicar, atualmente sua boa e pura alma em título cujo valor
nominal, a (SALVAÇÃO) possa realmente ser paga.
Se
sairmos à procura, encontraremos, passos adiante, cidadãos que desejam
atrair todas as dioceses, comunidades de cristãos, autoridades eclesiásticas
e fieis para o enorme liquidificador montado na primeira esquina,
objetivando fazer deles uma vitamina só, única, poderosa: o ecumenismo.
Querem
uni-las numa imensa organização. Na teoria, vista a grosso modo, é um
lindo poema de amor, como o de Nauro Machado. Contudo, na prática, um
absurdo. Como “Strip-Tease”, o poema título de um dos livros de
Martha Medeiros. Na verdade, uma contradição. E por que contradição?A resposta é simples: existem diferenças teológicas. Em meio a
toda essa balbúrdia, surge a indagação: onde está Aquele que criou o céu
e a terra? Onde está o Altíssimo real? Cadê o Deus vivo? São tantas as
decepções e as falsas doutrinas querendo sugar o ser humano, que acaba
surtindo, em meio a confusão desordenada, o efeito contrário. E que
efeito seria esse? A nosso ver, o despontamento irrefreado dos ateus. Aliás,
um amontoado deles. Na verdade, não seria esse o objetivo principal
desses conglomerados de templos, ou seja, confundir e roubar a fé e a
alma das criaturas?Nessa altura dos acontecimentos, como separar o joio do
trigo? O grande caso, a combatente verdade é que as sinagogas, estão
mais na condição de oferta que necessariamente de procura. Mas esperem
um instante. Deus não é o sol, não é a pedra, o mar, o infinito azul
acima de nossas cabeças, a lua, como também não é o relâmpago e o
arco-íris? Deus, esse ser divinizado que todos procuram e buscam
incansavelmente é um Ser Vivo, que amou o mundo de tal maneira que
entregou seu único filho para morrer por nós e conseqüentemente nos
presenteou com a coisa mais bonita que pode ter sido criada até hoje, a
Redenção. A confiança em Jesus Cristo é um sentimento que deveria,
antes de qualquer coisa, ser puro e verdadeiro. Sem meios termos. Ou se
acredita Nele ou não se acredita. Não dá para permanecer sentado em
cima do muro. Enquanto isso, o dado continua espalhando sua semente. Uma
aqui, outra ali, mais outra acolá. A areia da ampulheta está se
esvaindo...se...esvaindo...um inevitável período de sombras difusas se
aproxima. Um período negro, obscuro, incerto, tenebroso, cruel,
destruidor, avassalador...
Para
que se prepara, afinal, os povosde
toda a face da terra? Para a Segunda vinda do Salvador? Para a terceira
guerra mundial? Para uma nova e mortífera bomba nos moldese contornos da atômica sobre Hiroschima? Para que se
prepararam, afinal, os povos e gentios? Para o enfrentamento de novas doenças?
Para a epidemia da AIDS, do câncer, do Ebola ou para a vinda, quem sabe,
do Anti-Cristo? E quem é, afinalo
Anti-Cristo?Onde vive? Onde
está? Por qual motivo, por favor, ou por quais motivos, se prepara essa
infindável multidão de imbecis? Que alguém nos esclareça...
Não
importa. Seja qual for a resposta, obviamentenão importa. Cada um de nós precisa ter dentro do coração a
substância espiritual certa, honesta, correta, clara, sem manchas, para
excluir, em definitivo, a sensação de ausência da alma combalida e
desgastada pelo dia-a-dia dos que, com falsa profecia, procuram enganar,
ludibriar e denegrir a boa fé que ainda perdura como uma tênue luz
prestes a se apagar. Não devemos esquecer jamais, do que está sinalizado
em Mateus 24.5: “Porque virãoem
meu nome dizendo: Eu sou o Cristo e enganarão a muitos”.