A casa dos grandes pensadores
 

 

APARECIDO RAIMUNDO DE SOUZA


Inoh Irracional
 
(*) Texto de Aparecido Raimundo de Souza
 
Musica: Joaquim Suspensório Duque Avenida
Letra: Seu Chico MalNãoEl da Silva 
 
OBS.:  As pequenas e quase invisíveis modificações que foram introduzidas na letra do Hino Nacional, foram autorizadas, por escrito, por seus autores. Do contrário, este humilde escritor não teria como nem porque trazê-las ao conhecimento do grande público. Esperemos, pois, que as pessoas gostem, alertando que o Autor do texto aceita outras opiniões, desde que estas não contrariem o bom senso da obra em sua originalidade.
 
Ouviram do Ipiranga as margens cheias de balas perdidas
De um povo de mãos atadas o brado estressante,
E o sol da Sacanagem, em raios amarelos
Brilhou no céu do inferno neste instante.
 
Se o penhor da desigualdade
Conseguimos conquistar com braços magros,
Em teu seio, ó Fragilidade
Desafia a nossa paciência até a morte!
Ó Pátria americanizada,
Esfomeada,
Salve! Salve-se quem puder!
 
Brasil, um sonho morto, um raio que os parta
De amor e de Fernandinhos Beira Mar a terra enlouquece,
Se em teu formoso céu tristonho e sujo,
A imagem da fome negra resplandece.
 
Gigante pela própria incerteza
És belo, és forte impávido Titanic,
E o teu futuro espelha tantas mortes infantis
 
Terra esfomeada
Entre outras mil,
És tu, Brasil, o Pátria despatriada!
Dos filhos deste solo és mãe inútil
Pátria esfomeada
Brasil.
 
Deitado eternamente em berço donde  nascem pilantras
Ao som do mar e a luz de um céu sem cores,
Fulguras, ó Brasil, florão de Busch
Iluminado ao sol do eterno FMI!
Do que a terra mais empobrecida
Teus risonhos lindos campos tem mais invasões do MST;
“Nossos bosques têm mais bandoleiros e espiões”
Nossa vida” no teu seio tantos horrores.
Ó Pátria falida,
Esfomeada,
Salve! Salve-se quem puder!
 
Brasil, das falcatruas eternas, seja  símbolo
Dos colarinhos brancos que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro José desta flâmula
- Mais corrupção no futuro e  viva os Lalaus que
atuaram no passado.
 
Mas, se ergue da justiça a clava da propina
Verás que um deputado teu não dorme sem uma puta,
Nem teme, quem te vigie a própria sobrevivência,
Terra pisoteada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria despatriada
Dos filhos deste solo é mãe inútil
Pátria esfomeada
Sacanearam tanto... que sumiu...

*Aparecido Raimundo de Souza é escritor

Publicação: www.paralerepensar.com.br  - 18/07/2007