A casa dos grandes pensadores
 
 

BENEDITO CELSO A. FRANCO

 
RIO DE JANEIRO
 
           Carlos Drummond
 
No Rio, diariamente, quando chegava do trabalho, logo após o Angelus, na Rádio Cultura, escutava ávido a leitura, feita pelo Paulo Autran, de uma crônica do Carlos Drumonnd de Andrade. Delícia de crônica e delícia de interpretação – realmente uma representação do texto pelo maior de nossos artistas e que nos deixou saudosos: o Paulo Autran!
A firma onde eu trabalhava tinha o escritório central em frente ao Ministério da Educação, um prédio símbolo da arquitetura moderna no Brasil e onde o Carlos Drumonnd trabalhava, e, inúmeras vezes, via-o caminhar, atravessando todo o jardim em baixo do prédio, transpondo as altas colunas, em direção ao elevador - com aqueles passos miúdos e característicos. Lamento não ter ido a seu encalço para conversar com nosso poeta maior e pedir-lhe um autógrafo.
         Por cinco mirreis, como diria meu Tio Totônio, na loja de livros usados, em Lafaiete, comprei o ensaio de Emanuel de Morais: Drummond Rima Itabira Mundo – um estudo sobre toda, ou quase toda, a obra e o estilo de Drumonnd. Deu para conhecer um pouco mais do conterrâneo – afinal de contas a região de Fabriciano, minha terra, pertencia a Itabira quando nosso Poeta Maior nasceu!
 
         “Precisamos louvar o Brasil.
         Não é só um país sem igual.
         Nossas revoluções são bem maiores
         Do que quaisquer outras; nossos erros também”.
 
 
050 – UDN e PSD
 
Gostava de ouvir, pelo rádio, os debates na Câmara Federal no Rio de Janeiro. De cara fiquei fã dos discursos do Carlos Lacerda, Baleeiro, Afonso Arinos...
Dois Partidos dominavam a política brasileira: a UDN – União Democrática Nacional - e o PSD – Partido Social Democrático - os dois de direita. UDN e PSD eram Partidos da elite – de democráticos possuíam um pouco - e nada de nacional. Se pudessem, entregariam o Brasil para os Estados Unidos. Seriam os PFL, PSDB e PMDB de hoje ou a Arena no tempo da ditadura.
O PFL de hoje é tão antinacionalista que até mudou de nome pra ver se consegue embromar o povo por mais algum tempo. Partido Democrata é seu nome – nunca um nome tão expressivo expressou tão pouco!
Reparem que os partidos de direita possuem seus emblemas vermelho, azul e branco. – as cores dos patrões.
O Partido Comunista fora eliminado, embora houvesse uma certa tolerância com a esquerda, representada pelo PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, fundado por Getúlio Vargas e Jango Goulart.
 
Quando Carlos Lacerda governava o Estado da Guanabara, hoje Cidade do Rio de Janeiro, eu tendia a apoiar a UDN, mais os políticos do que o Partido – Carlos Lacerda e a Sandra Cavalcante, por exemplo. Um Diretório da UDN situava-se na Rua do Catete, bem perto de onde eu morava. Filiei-me à UDN.
Uma senhora do Diretório era tão fanática pelo Carlos Lacerda que seu fanatismo desanimou-me de frequentar as reuniões e acabei esquecendo o Partido e a política. Concluí que de direita eu nada tinha – tendia para o centro-esquerda.
De uma maneira geral, no futebol admiro o jogador – à italiana – e na política, quando possível (e pouco possível!), o político. Nossos Partidos são pouco dignos de crédito – pior que eles, só seus políticos, aliás... os políticos, muitas vezes, nem sabem a qual dos Partidos eles próprios pertencem...
 
Benedito Franco
 
 Você, sua Família ou amigos podem ser doadores de órgão ou de medula... Procurem saber como...
 
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Veja também: www.paralerepensar.com.br/beneditofranco.htm 
 
Caros Amigos, como não possuo banda-larga, peço-lhes não me enviar emails com mensagens longas. Grato antecipadamente. BFranco
Benedito C. A. Franco

Publicação: www.paralerepensar.com.br  - 26/01/2010