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Deixa comigo!
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Alguns parentes e amigos estávamos
na casa de um primo de onde se ouvia o
que se passava no interior da residência do
vizinho ao lado. Incrível: - quaisquer
conversa ou barulho, por menor que fosse,
eram percebidos e compreendidos.
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Nesse dia, houve uma tremenda briga
entre pais e o casal de filhos - presentes
mais um irmão e um amigo.
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Conversa vai, papo vem, alguém disse
que brigas eram comuns e que todo aquele
barulho era para o filho tomar dinheiro do
pai - desejava depenar a economia dos pais
para as farras e a compra de drogas para si,
para a irmã e para
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os amigos.
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Resolvemos achar uma saída para o
caso.
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Quanto ao amigo, os pais amigos de
todos, ninguém quis assumir a
responsabilidade de levar até eles o fato de
o filho estar entrando no submundo das
drogas.
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O telefonema
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Alguém afirmou que resolveria o
problema do rapaz. Poderíamos confiar que
solucionaria mais rápido do que
esperássemos. Anônima, e como ainda
inexistia o bina, telefonou para o delegado:
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- Senhor delegado, o Senhor me
daria alguns minutos, para lhe relatar um
grande problema de uma ótima família?
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- Às ordens, minha Senhora, diga.
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- Pois é, Senhor delegado, um casal
amigo, parente de um político influente na
região, está sendo agredido e espoliado por
um dos filhos. O pai trabalhou durante
trinta e cinco anos numa firma, até
aposentar-se, economizou para levar uma vida
mais tranqüila na terceira idade e agora o
filho o agride para lhe tomar o dinheiro.
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A pessoa explicou ao delegado o que
sabia, tintim por tintim, sobre o motivo da
violência do rapaz contra os pais.
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- Minha Senhora... deixa comigo.
Casos assim de família gosto de ajudar e de
solucionar. Daqui alguns dias torne a me
telefonar.
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O Delegado, cumprindo a promessa,
chamou um detetive e lhe ordenou:
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- Você conhece o filho de
fulano, parente do cicrano, um menino de uns
dezesseis anos?
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- Não me lembro, mas posso
procurá-lo.
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- Ele entrou para o mundo das
drogas, levando consigo a irmã, e tem
agredido o pai para tomar-lhe o dinheiro.
Siga-o. Aproxime-se e provoque-o de todas as
maneiras, para ele reagir. Reagindo, dê-lhe
uma surra e depois de bater bastante,
adverte-o:
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- Isso é para você criar vergonha
e deixar de agredir seu pai para tomar-lhe o
dinheiro. E tem mais: sei de tudo que se
passa dentro de sua casa e não são nem seus
pais ou irmãos que me informarão. Fique
bonzinho, trate bem seus pais, pare com as
drogas e ficará livre de mim.
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- Deixa comigo, Senhor Delegado.
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A recuperação
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O Detetive cumpriu à risca a
missão. Procurou, achou, seguiu e, na
primeira oportunidade, provocou o garoto,
que reagiu violentamente - tomou uma bela
surra.
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O Detetive soube, através do
telefonema da pessoa que tornou a falar com
o Delegado, que o menino melhorou, mas
tivera uma recaída. Saiu ao encalço do
garoto e desta vez deu-lhe surra dose dupla.
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Agora sim, houve a cura definitiva
do garoto e da irmã.
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Nota triste foi o falecimento,
pouco depois, do irmão quieto do casal, mas
sobrou um casal de filhos totalmente
recuperado das drogas.
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O triste
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Em um restaurante em Belo
Horizonte, encontrei-me com toda a família
do amigo dos meninos e que entrava, na
época, no mundo das drogas e sobre a
qual ninguém teve coragem de falar para os
pais. Cumprimentei-a e os pais falaram-me
que vieram visitar o filho em um hospital da
capital. Ele passava bem mal, devido a
superdosagens de drogas. Estava em estado de
coma.
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Alguns dias se passaram e o menino
faleceu.
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Coragem da pessoa que telefonou
para o delegado!... Covardia nossa?...
Benedito C. A. Franco
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
- 16/04/2010
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