- FAMÍLIA E
DOMICÍLIO
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047 – A casa
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Papai, quando bem novo, era o gerente geral do Armazém dos
Mafras em Ana Matos, lugarejo no município de Antônio Dias. Um
de seus auxiliares era o Durval.
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Sô Durval mudou-se para Fabriciano, montando um
bar; antes casou-se com a irmã de papai, tia Sinhá; este bar
funcionava vinte e quatro horas por dia e só se fechava na
Sexta-feira Santa.
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Acabando o Armazém dos Mafras, papai foi trabalhar
para o cunhado.. Depois de algum tempo, comprou a casa em
frente ao bar, onde iniciou suas atividades numa venda
própria. Nesta venda tinha de tudo: arroz, feijão, fumo,
mortadela, toucinho, tecidos, seda chinesa e chitas, assim
como chapéus, pregos e ferradura, etc.,etc.; com o tempo virou
um armazém: Armazém do Zé Franco.
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A casa era composta da residência, com
sala-quarto-cozinha, um terço do imóvel, com a latrina do lado
de fora da casa. Os dois terços restantes compunham a loja e o
depósito. A casa onde nasci.
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Mais tarde papai comprou um terreno afastado do
comércio – uns 200 metros! – onde construiu a casa onde morou
até o falecimento do casal – a nossa casa!.
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043 - Nossos vizinhos
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Do lado direito de nossa casa moravam o Sô Herculano e seus
filhos Ramon, Janete, Maria... E mais Dona Alice do Sô
Betinho, e logo depois o farmacêutico Sô Galo, pai do Emílio
Galo.
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Do lado esquerdo, o Zé Carvalhais e a Nazica. Depois vinha
Dona Quecinha do Joaquim Vieira, com seus nove filhos e muitos
deles afilhados do pessoal lá de casa. Joaquim Clemente e sua
imensa família – alguns continuam por lá até hoje. Lembro-me
do Senhor Joaquim Clemente em frente à sua casa, ao lado do
irmão Zé, dando broncas referindo-se ao novo namorado de uma
de suas filhas:- Home que não usa currião na calça
não é home! (currião é o mesmo que correia ou cinto).
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Na frente, os pais da bela Juracy, Sô Zé Lopes e Dona Rosa. Zé
de Melo, João Bragança e Dona Rosa com seus filhos, nossos
irmãos.
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Depois do Sô Zé Lopes mudar, apareceu a Dona Rosa, uma
italiana que fazia macarrão em casa e, virava e mexia, enviava
um bocado pra mamãe – Uma delícia! Em São Paulo, quando
passeava o passeio predileto de paulista, ir ao aeroporto
ver avião, via um senhor escuríssimo dando sinais para os
aviões estacionar – um cunhado da Dona Rosa. A esposa, uma
italiana branquíssima, e ele um preto brilhante. Estive em sua
casa e os dois formavam um casal admirável.
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Na mesma casa em frente ainda moraram o Abel e seus lindos
meninos – lindas eram suas cunhadas também. Ao lado do Abel,
estava o Paulo com sua vendinha – ele era dono de tudo aquilo
em frente à nossa casa – anos depois, o Paulo foi Prefeito de
Fabriciano por várias vezes.
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Do lado esquerdo de nossa casa ainda morou Dona Nina – teve
ela três dentições, acreditam? – Dona Nina era sogra do Paulo
e mãe do Efigênio da Olga e da Tica – Naná mulher do prefeito
Paulo.
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044 - Tios e avós
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Tia Zina e Zé Avelino foram os tios mais presentes em nossas
vidas. Mas não podemos nos esquecer da Tia Dedê e Tio Totonio,
sempre presentes em nossas infâncias.
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Tia Zelica e Tio Davi moraram em Fabriciano e Acesita, onde
Tia Edmar e o Zózimo moravam – suas presenças constantes muito
nos alegravam.
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A alegria chegava quando chegava Tio Otávio, com suas
brincadeiras, e a meiguice da Tia Litinha – como gostávamos
desses dois!
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Tio Jojô e Tio Neide eram assíduos freqüentadores de nossa
casa – muito atenciosos!
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Pedrinho e Tia Vivi presentes quando podiam.
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Esses os parentes de mamãe e estes os de papai:
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Tia Etelvina e Tio Antônio sempre moraram em Fabriciano –
quanta consideração com os sobrinhos!
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Tia Bita e Tio Vital moravam longe, em Ferros, mas iam muito a
Fabriciano. E quem não gostava dos dois?... E os doces, secos
e em calda, da Tia Bita? Huuum!... Dá saudades!
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Os irmãos de papai, o Leandro não conheci, porém tive algum
contato com a Tia Sinhá, casada com o Sô Durval – lembro-me
vagamente dela, afinal, quando nasci, moravam em frente à
nossa casa.
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Vovô Pedro, Vovó Mariquinha e Vovó Olinda eram realmente
presenças queridíssimas para os netos! E não nos esqueçamos de
nossa terceira avó, a segunda esposa de Vovô Pedro, a nossa
querida Dona Margarida – um doce de pessoa!
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Viram como fomos felizes com nossos tios e avós?... Pena que a
nós nos restam somente o Zé Avelino e Tia Zina, Tio Davi e o
Zózimo.
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Tem como escolher o melhor? Todos ótimos! Presenças que foram,
eram e são presentes!
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Éramos onze irmãos, dez dos quais casados – e um
padre. Portanto, minhas filhas têm dezenove tios de minha
parte.
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Na casa da mãe das meninas são doze os irmãos – e
todos casados. Donde se conclui que são vinte e dois os tios
de minhas filhas.
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Fazendo as contas: minhas filhas possuem 41 tios!
Benedito C. A. Franco
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
- 13/07/2009
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