- Diminuíram-se os volumes de
todos os iogurtes!... e os preços foram aumentados! Recorrer a
quem?... Ah!... o pessoal está na Dinamarca...
- Nunca comprei
uma Coca-cola para minhas filhas e a uso somente quando como
algo pesado ou suspeito – desmancha tudo! Já desentupiu pia
com ela?... Imagine o que faz no estômago de uma criança...
- E a
margarina, que nem bactéria come?... É puro plástico! Duas
coisas que bactéria não come: mel, por ser bom demais, e
margarina, por ser ruim demais!
-
-
-
Graças a Deus!
(I parte)
-
-
Em casa - onze filhos - todos bem comportados.
Mamãe muito severa - teria que ser mesmo. Já pensou, onze
meninos fazendo e desfazendo?
-
- Mamãe! Me dá dinheiro pra mim comprar um
picolé?
-
- Dou, mas vai lavar as vasilhas da pia.
-
- Mamãe, tem duas empregadas lavando as
vasilhas...
-
- Tem problema não. Coloque elas sentadas, para
elas verem se está lavando direito. Até bom para elas
descansarem um pouco.
-
Ou:
-
- Mamãe! Me deixa jogar futebol?
-
- Deixo, mas vai na prateleira de sapatos e
engraxa todos.
-
- Engraxei ontem, mamãe!
-
- Engraxe de novo e vai para o futebol.
-
Nunca negava. Dava sempre um jeito para nos
satisfazer.
-
Mas, se desistíssemos, teríamos de fazer assim
mesmo o que ela mandava - sem o prêmio.
-
Gostaria muito de pregar alguns pregos nas
paredes. Nem o papai, e muito menos a mamãe, deixavam. Quanta
arte onze meninos pregando pregos nas paredes! Não sobrariam
pregos e, muito menos, paredes. Teríamos de ir para as
casas dos vizinhos pregar - não ficaria bem. Hoje prego pregos
por toda parte e nunca proibi as filhas de o fazer - já o
fiz com juros e correção monetária! Grande consolo...
-
Irmãos
-
A mais nova dos irmãos, a Rose (Princesa, para
nós), hoje médica, muito certinha, de gênio forte e decidido.
Papai gostava dela ajudando na loja.
-
O mais novo que eu, o José Maurício, eu moreno e
ele loiro de cabelos compridos e cacheados, hoje falecido,
muito carinhoso e simpático. Ele e eu sempre juntos - o preto
e o branco!
-
A menos nova das mulheres - nunca são as mais
velhas! – a Deuzinha, sempre ajudando e amparando os irmãos.
Dava banho de bacia em quase todos.
-
Mas...
-
...De lascar!
-
Havia um mau elemento na turma: o
Geraldinho. Terrível! De lascar!... como dizia papai.
Atormentava a todos. Por onde passava, dava um beliscão numa
menina, puxava os cabelos de outras, trupicava aqui e
ali, batia uma porta, jogava alguma coisa no chão. Sempre com
um trejeito, gracejo ou piada. Tinha compensações também:
muito engraçado, cômico mesmo. Quando estávamos reunidos,
tinha algo a nos fazer rir. Gostávamos e ríamos dele também
(até hoje!).
-
Mas não deixava de ser terrível!
-
O Paulo, várias vezes prefeito de Fabriciano - e
nosso primo, filho de uma prima-primeira de Vovó Olinda -
tinha um comércio em frente à nossa casa - um pequeno
mercado. Mamãe propôs-lhe pagar para ele colocar o Geraldinho
em sua venda - ele aceitou!
-
- Graças a Deus o Paulo aceitou!
- disse aliviada a mamãe – algumas horas livres do
Geraldinho... Alívio para todos!
-
O menino mudou! Mudou na loja, porque em casa,
durante algum tempo, continuava o mesmo! Começou a se mostrar
caprichoso no que exercitava: bom vendedor e bom arrumador.
-
Depois de algum polimento por parte do Paulo e
dele mesmo, trabalhou na Loja Vieira, de armarinhos e fazendas
(tecidos), onde mostrou todo o talento de decorador, expondo e
exibindo os tecidos de maneira muito original. Um esmero e uma
dedicação únicos. O Vieira, o dono da loja, e a família
vibravam com ele.
-
Com as mesmas qualidades, trabalhou na loja do
José Avelino, infernizando a vida da Marilda, de Jampruca,
hoje esposa de nosso primo Guido da Tia Dedê.
-
Nos estudos ia muito bem, no Colégio Salesiano de
Acesita...
-
Sem que ninguém imaginasse, embora tenha tido dois
irmãos seminaristas - Pedrinho, no Caraça, e eu em Congonhas –
o Geraldinho resolveu ir para o seminário dos Padres
Salesianos em Pará de Minas...
Benedito C. A. Franco
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
- 06/10/2009
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