A casa dos grandes pensadores
 
 

BENEDITO CELSO A. FRANCO

Idiomas

 

        Quando minhas filhas estudavam no ginásio, para que se interessassem por algum outro idioma, escrevi  sobre alguns que eu estudei e também sobre alguns outros que pesquisei – sem a intenção de me aprofundar em nenhum deles.

       Como minhas filhas iniciavam a juventude, procurei deixar o mais claro e simples possível para quem nada entende da língua demonstrada.

      Na realidade, ao mostrar-lhes curiosidades sobre idiomas, é para que possam tirar algum proveito, tendo alguma idéia de como se expressa em outra língua – caso não a conheça - assim como a maneira de se comunicar do povo que fala ou falava a língua.

      Logicamente aceito sugestões – e correções! - e poderei escrever algo mais sobre cada idioma ou  outro mais. Comecemos pelo português:

 

 Português

 

     - Quem lê Vieira, sabe português.

     - Quem lê muito Vieira, sabe muito português.

     - Quem lê tudo de Vieira, sabe tudo de português.

     - Já pensaram em quem lê tudo de Vieira e de Camões?

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     - Lendo Vieira, Pe Antonio Vieira, vê-se o antagonismo consigo mesmo. Diz ser contra os trocadilhos, jogos de palavras, longas frases e longas citações, principalmente em outras línguas, etc, etc.... como usa e abusa disso...magistralmente!

      Vieira é meu autor predileto.

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     - As palavras lâmpada e mãe são as únicas sem rimas na poesia (os portugueses costumam rimar mãe com bem, pronunciam "bãe", "tambãe" !

     - Na palavra "muito" acrescentamos uma letra ao lê-la - ¨muinto¨.

     - Qualquer é a única palavra que forma o plural no meio - quaisquer.

     - A palavra saudade só existe em nossa língua. Saudade é presente, é passado e é futuro.

     - Amar e gostar, ser e estar, ter e haver são verbos de palavras iguais em quase todas as línguas.

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      Quando falar ou escrever:

     - Homem deve sempre usar termos masculinos.

     - Mulher deve usar palavras femininas.

     - Crianças e mocinhas podem usar termos diminutivos.

     - Que, não e palavras negativas devem ser evitados ao máximo.

     - Duas, quatro, seis, número par de negações, em outras línguas, é afirmação: Não vou não = eu vou.

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- Palavras de nossa língua podem ser de origem latina, vernácula ou estrangeira. A maioria é do latim vulgar, introduzida na Lusitânia pelos romanos, duzentos anos antes de Cristo. Encontramos palavras oriundas de: línguas africanas, tupi, celta, espanhol, italiano, grego, hebraico, árabe, russo, chinês, japonês, turco...        

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     - Bene e eu (= bem, bom) são idênticos... prefixos latino e grego!!!

 

Benedito C.A. Franco

 

Publicação: www.paralerepensar.com.br  12/12/2007