No mundo da lua!
Hoje, 29/08/2007, levantei-me às cinco e meia da manhã,
pensando em saborear mais um eclipse lunar. A lua estava tão
linda como raramente se vê. Apesar de, em minha sala,
inebriar-me com um maravilhoso por do sol todos os dias, àquela
hora deparei-me com uma lua querendo se esconder logo - acho que
foi para a gente não vê-la atrás de uma sombra empanando sua
majestosa cor d'oiro!... Daí a pouco começou a escurecer em uma
de suas beiradas e, em pouco tempo - que pena! - desapareceu
atrás da montanha...
Já pensaram na incrível semelhança entre o sistema
solar e o átomo? O átomo tem seus satélites - o sol tem seus
elétrons.
A Via Látea e outras Galáxias seriam moléculas de um grande
corpo, o que seria nada exagerado pela imensidão do universo.
Vejam: nosso imenso sistema solar é apenas um pontinho, um
átimo, na Via Láctea (via = caminho e lactea = de leite ou
leitosa - do latim).
No universo com infinitos satélites é bem provável a
existência de infinitos satélites semelhantes e iguais à nossa
querida e maltratada terra - a probabilidade é ínfima, mas o
ínfimo do infinito, para os nossos padrões, é grande demais. E
se há satélites semelhantes ao nosso, porque não haveria outras
humanidades iguais ou semelhantes à nossa... ou até mesmo
diferentes - quem sabe até cuja base da vida não seja
obrigatoriamente a água e o carbono, podendo com isso, por
exemplo, viver em altas ou baixíssimas temperaturas!
Já pensaram numa humanidade sem pecado original, sem Cristo na
cruz, sem Nossa Senhora... faltaria muito! Não seria tão bom -
uma lacuna. Mas talvez pudéssemos encontrar por lá um outro
Brasil :- sem "z", sem as multinacionais, sem os bancos, sem
deputados e sem senadores... com habitação, com educação e com
saúde para todos, o povo honesto e feliz - o paraíso!... A
Utopia!
Será que entre os elétrons há algum com alguma vida? Por
que não?
Será que entre os elétrons há algum com vida humana? Por
que não?... É uma questão de proporção!
E nosso mundo, ou o universo no qual vivemos, seria
um corpo, com suas células galácticas...
Esse nosso mundo - o mundo do Big Bem - seria tão
finito quanto pensamos ou seria quase infinito. E se for quase
infinito, depois desse quase infinito haverá quase infinitos
universos iguais ou semelhantes, ou mesmo diferentes do nosso.
Há trinta e poucos anos, apareceu a NET.
A primeira comunicação entre os humanos deve ter sido
através do gesto. Depois veio a fala. O grito. Os tambores e as
trombetas - os sons de uma batida.
Grandes colaboradoras, e incentivadoras, as comadres, as
fofoqueiras e as sogras, com o passar do tempo, entram na
comunicação ajudando e/ou infernizando a humanidade...
No império romano os correios eram bem adiantados - mais
ágeis que os de hoje na Itália, acredita? Pois é. Lá, levam-se
de quinze a vinte dias para se receber uma carta de uma cidade
para outra. No tempo dos césares, em três ou quatro dias uma
carta atravessava a Itália.
Os césares jamais imaginariam um avião a jato, ou quaisquer
das invenções de nosso mineiro, e muito menos o telégrafo ou o
telefone... E o celular? Diriam: Hoje até escravo tem celular,
isso é um absurdo!
E a Net no ano 3000? Será a comunicação total em nosso
universo. Até lá, esse negócio de velocidade da luz será a
velocidade de cavalos dos césares - a comunicação será
instantânea de uma galáctica à outra. Acabará esse negócio lento
dessas ondas vagarosas de só trezentos mil quilômetros por
segundo...
E a Net no ano 4000? Não será só a comunicação de uma
galáctica à outra, mas de um mundo a outro!
Esperemos pra ver... Esperemos?
Benedito C. A. Franco
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
- 30/05/2008
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