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Ficha Limpa: Foi trocada a
frase “pessoas que tenham sido
condenadas” por “pessoas que
forem condenadas”, isto é: se foram
condenados podem ser candidatos!
Futuramente não serão condenados porque
adquirem imunidade!
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Quer queira, quer não, ou quer
saiba ou não, você – nós – é um idiota,
pelo menos para os “nossos” sabidos
deputados e
os não menos sabichosos e nobres
senadores!...
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Nossa próxima campanha será
para derrubar a
Imunidade!...
Mais uma vergonha nacional!
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O elevador
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Deuzinha, minha irmã Celma, foi a
primeira fabricianense a cursar o
científico. Na comemoração do término,
houve
missa de ações de graças na capelinha de
Nossa Senhora Auxiliadora, no Hospital
Siderúrgica, com a presença de
autoridades do lugar, inclusive o
Prefeito, o Senhor Rufino.
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Na formatura de Bioquímica da Deuzinha,
também a primeira fabricianense a se
formar em um curso superior, só o papai
pode ir. Naquele tempo, a viagem
Fabriciano-BH era na maria-fumaça da
Vitória Minas – no tempo de chuva era
normal levar dois dias - e de BH a Ouro
Preto, realmente uma senhora viagem, com
um ônibus por dia, se perdesse, só no
dia seguinte - estrada de terra.
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Em Belo Horizonte, papai se hospedava no
Hotel Magalhães. José Maurício servia o
Exército e foi ao hotel visitar papai
para acompanhá-lo à Rodoviária. Com toda
sua boa vontade de sempre, pega as
malas, levando-as do quarto para o
elevador. Desceram. Na saída do
elevador, daqueles de grades sanfonadas,
o braço do José Maurício fica entre as
grades, quebrando. Foi aquela confusão!
Um deus nos acuda! E papai não poderia
deixar de pegar o único ônibus para Ouro
Preto, pois deixaria de assistir à
formatura. José Maurício, com o braço
quebrado, acompanhou papai até à
Rodoviária, não aceitando que ele o
levasse ao Pronto Socorro. Após a
partida, José Maurício foi se tratar. Só
mesmo o bondoso José Maurício para uma
atitude dessa!
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Os ossinhos
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Minha irmã, a Celma, bioquímica,
trabalhava no laboratório de análises
clínicas do Hospital Siderúrgica.
Acompanhei-a até a enfermaria infantil
para a coleta de sangue em uma menina de
uns oito anos – queimara os braços e a
queimadura numa das mãos fora de grau
máximo. A pele e a carne da mão
desapareceram e apareceram todos os
ossinhos da parte superior. Celma
cuidava da menina com o maior carinho.
Raquítica ao extremo, viera ela de uma
carvoaria – carvoaria era onde, nas
caieiras, se transformava a madeira em
carvão – o máximo da degradação dos
carvoeiros e suas famílias, assim como
de nossas maravilhosas e valiosas
florestas – pecados mortais da Belgo
Mineira e da Acesita.
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A Celma, observando a menina,
fez uma cara de espanto e preocupação:
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- O médico esteve por aqui?-
indagou à menininha.
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- Não...
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- E quem retirou os ossinhos de
sua mão?
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- Fui eu, uai!... Toda hora
doía... Aí caiu um... Aí eu tirei um, e
depois, quando deu... eu tirei os
outros, uai!
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- E cadê os ossinhos?
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- Tá no lixo, uai!
Benedito C. A. Franco
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
- 25/05/2010
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