A casa dos grandes pensadores

 

BENEDITO CELSO A. FRANCO

 
         Que covardia os bancos dos países desenvolvidos fazem com o povo grego e o povo português... o brasileiro, infelizmente, já se acostumou com tamanha covardia!
         Se a Alemanha pagasse a dívida que tem com a Grécia, isso não teria acontecido – a Alemanha deve 150 bilhões de dólares à Grécia! Dívida de guerra...
 
         “A” deve a “B”; “B” deve a “C” e “C” deve a “A”.
         “A”, “B” e “C” são devedores.
         Se trocassem as dívidas: “A” assumiria a dívida de “B”; “B” pegaria a dívida de “C” e “C” a de “A”, não haveria devedor.
         Porquê os países não fazem o mesmo?
 
               
 
Os Grandes
 
         * Morando no Rio, tinha bastante oportunidade de ver os grandes do mundo passando por lá.
         Residia no bairro do Catete, Rua Santo Amaro, em frente à Beneficência Portuguesa. Bastava descer um pouco e estava nos jardins ao lado do Monumento dos Pracinhas. Logo após a esquina da rua, está a Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro. Os grandes passavam ou iam até lá.
         Em frente à Cúria havia uma banca de jornal, onde, às 5h 30m recebia um sorriso, um cumprimento e, às vezes, algumas palavras do extraordinário Don Helder Câmara - como eu, comprava o jornal constantemente.
 
·        Eisenhower vi bem de perto, não mais que cinco metros, recebendo um aceno de mão do general-presidente dos Estados Unidos.
         Para a visita, numerosos seguranças dos Estados Unidos e uma banda de música de uma de suas forças armadas.
         Hoje o aeroporto internacional do Rio de Janeiro é o Galeão. Na época usava-se mais o Aeroporto Santos Dumont, no centro, em frente ao Pão de Açúcar.
         A banda dos soldados americanos, partindo do Rio em um avião de mais de cem passageiros, assim que decolou, bateu de frente no Pão de Açúcar, falecendo todos.
 
         * No jardim, ao lado da Cinelândia e bem perto de casa, havia um restaurante de estudantes, o Calabouço, onde conheci e dei-lhe um como vai, muito prazer, apertando-lhe a mão, o recém-ditador de Cuba, Fidel Castro.
         Um amigo me falou que não deveria mais lavar as mãos - fã do Fidel.
 
         * Para ver o De Gaulle, Presidente da França, fiquei bem perto do Monumento dos Pracinhas, Rio de Janeiro, encostado ao cordão de isolamento. O Presidente, quebrando o protocolo, cumprimentou a muitos, inclusive cheguei a receber um aperto de mão do enorme general - enorme na altura e no nariz.
         Nessa visita falou que o Brasil não é um país sério! Tinha e tem razão! Até hoje nada mudou, aliás, mudou sim, mas para pior – acabou-se o político que ama a Pátria.
         Na época, a segurança quase nenhuma, aproximar-se desse pessoal não era difícil - o povo ainda gostava dos políticos.
 
                   Benedito Franco
 
         Faleceu o ex presidente Itamar... Tantos políticos poderiam ter ido em seu lugar... Seria uma boa limpeza para o Brasil...
Benedito C. A. Franco

Publicação: www.paralerepensar.com.br  - 05/07/2011