A casa dos grandes pensadores

 

BENEDITO CELSO A. FRANCO

 
        
Os Grandes (III)
 
Em Lafaiete, MG, estava em minha casa, na Praça Nossa Senhora do Carmo, quando o Lula, segunda vez candidato à Presidência da República, passou em frente. Eu na sacada e ele, como todo político em campanha, deu uma saudação com um aceno de mãos.
 
         * Tempos atrás, minha loja muito movimentada, saí com os empregados para entrega de mercadoria, deixando apenas duas moças.
         O prefeito de Lafaiete, Sr Vicente Faria, apareceu querendo algumas telhas de amianto, 2,44 x 0,50 m. Chegando, o Exmo Senhor Prefeito acabara de colocar no carro umas dez telhas. Quis pagar-lhe o serviço. Não aceitou (rs).
 
         Estava em minha casa, na Praça Nossa Senhora do Carmo, quando o Lula, segunda vez candidato à Presidência da República, passou em frente. Eu na sacada e ele, como todo político em campanha, deu uma saudação com um aceno de mãos.
 
         * Três sobrinhos meus são oficiais do Exército - Coronéis.
         Nas Agulhas Negras, Escola Superior do Exército em Resende, RJ, na cerimônia de formatura de dois deles, o Vicente e o Elcinho, o Presidente Sarney presente. Levei a Tatiana, e vendo o Presidente bem perto, fiz questão de tirar uma foto dela aparecendo ele no fundo. Percebeu, dando um sorriso, abanou a cabeça.
 
         * Morava no Sion, em Belo Horizonte, quando da visita do Papa, João Paulo II.
         O Papa celebraria Missa Solene na grande praça, situada no final da principal avenida da cidade - a Avenida Afonso Pena.
         Acordei tarde para me colocar em um bom lugar na praça e assim poder ver melhor o Papa e as cerimônias. Ao motorista do táxi e pedi para me levar o mais perto possível. Passando por caminhos nunca dantes navegados por mim, deixou-me bem próximo - hoje Praça do Papa. Usei a tática de um passo a mais e, paulatinamente, fui chegando mais e mais perto do altar, até onde realmente desejava ficar. Quando o Papa chegou, estava embaixo de suas barbas.
         O Governador de Minas era o Sr. Francelino Pereira. Dizem que, com a mesma intensidade que aplaudiam o Papa, faziam-no em vaias ao governador, que vinha em um carro atrás do papa-móvel. Governadores de Minas não mineiros sempre foram um desastre para o Estado - os últimos quase sempre...
         O povo aplaudia o Papa gritando Rei! Rei! O Papa é nosso rei!, num coro uníssono acompanhado de palmas e mais palmas - lembrando a torcida do Galo - Clube Atlético Mineiro - quando aplaudia o Reinaldo.
 
         * A Hilda, esposa do José Morais, primeiro sobrinho de papai, morava em Roma, onde o marido era Vice-Cônsul.
         Com o passaporte diplomático tinha facilidade de entrar em locais proibidos para simples mortais. Aproveitando-se disso, a Hilda, muito religiosa, comparecia a todos os lugares onde o Papa se apresentava.
         Um dia a Hilda comprou um lindo terço de prata e, indo a uma aparição do Papa, pedir-lhe-ia para benzer. Qual não foi a surpresa quando o Papa passando, aproximando-se, disse-lhe:
         - Ah! Onde vou encontro essa brasileira...
         Ao que ela, levantando as mãos com o terço:
         - Santidade, comprei este terço para um meu primo do Brasil e pediria à Sua Santidade que o benzesse.
         Tomando-o em suas mãos, o Papa deu-lhe a benção e ao terço.
         Guardo em minha casa a preciosidade - eu... o primo.
         O Papa soube que existo!
 
                   Benedito Franco
 
         O maior câncer da atualidade são os bancos: depenaram a Grécia e Portugal, agora comem a Itália... Até quando os povos desses países aguentarão e suportarão sem se rebelarem... (brasileiro é carneirinho!...).
Benedito C. A. Franco

Publicação: www.paralerepensar.com.br  - 15/07/2011