Agora o Lula tentará acordar para que os EEUU,
França, Israel, Rússia, e outros mais, enviem
seus urânios para a Turquia purificar...
Consolo: O Japão não receberá nenhuma
bomba atômica do Iran... e por isso, os
dirigentes iranianos não serão julgados em
Nuremberg... e nem levados para Guantánamo...
Fim de ano no Seminário, os
seminaristas éramos nomeados para algumas
profissões durante o ano seguinte.
Todos os anos indicavam-me para
desenhista. Os desenhistas escreviam faixas,
desenhavam programas de festas, alguns desenhos
ou pinturas na capela ou para as peças de
teatro.
Três os sacristãos: o primeiro era o
Luciano, Dalton o segundo – Luciano hoje é
pianista e maestro e o Dalton é Padre
Redentorista, tendo sido, inclusive, Provincial.
Comecei pelo terceiro, e segundo no ano
seguinte.
Fazia parte do pessoal que podia pegar
os animais para o museu de história natural do
Seminário. Os animais peçonhentos, venenosos,
não colocados no museu, eram mandados para o
Instituto Butantã em São Paulo. Principalmente
durante as férias na Casa de Campo, íamos
pegando as cobras e colocando em caixas enviadas
pelo Butantã e no final, em um pátio interno,
soltávamos as cobras e alguns sapos para elas
comerem. Os meninos mais novos debruçavam-se no
parapeito da varanda e se admiravam de eu estar
ali no meio daqueles bichos pavorosos para
alguns.
Falava-se que as caixas com as cobras
eram entregues na estação ferroviária da Central
do Brasil – hoje doada a uma multinacional - e
seguiam no primeiro trem que passasse.
No setor onde o Butantã guardava as
cobras – as embalsamadas – o fogo destruiu a
maior coleção científica de cobras do mundo,
iniciada há 120 anos. Cerca de 85 mil exemplares
eram guardados no prédio. O acervo de
aracnídeos, com 450 mil aranhas e escorpiões,
também se perdeu. Junto com os mais de 500 mil
espécimes de animais, o acervo digitalizado do
Instituto Butantã pode ter se perdido no
incêndio, que atingiu um galpão do centro de
pesquisas, na capital paulista, na manhã de
sábado último – 15/05/2010.
Durante pelo menos cinco anos, de 1953
a 1957, colegas e eu pegamos muitas cobras, que
enviadas ao Butantã, talvez tenham sido
embalsamadas, guardadas e talvez queimadas nesse
triste incêndio ou salvas pelos bombeiros e
cientistas. Neste caso, minha satisfação seria
enorme, mas se queimadas, a tristeza também
seria enorme – nos dois casos, a alegria e a
tristeza seriam não só minhas, mas de toda a
humanidade.