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E ELES NEM DIVULGAM!!! SÓ PRA PODER GANHAR A MAIS O NOSSO
RICO DINHEIRINHO!!!!!!
No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi
multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa
pagar a multa.
É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a
infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar
xerox da carteira de motorista e a notificação da multa. Em
30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito.
Perde os pontos, mas não paga nada.
"Art. 267. Poderá ser imposta a penalidade de advertência
por escrito à infração de natureza leve ou média, passível
de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator,
na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a
autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender
esta providência como mais educativa." Código de Trânsito
Brasileiro"
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- Seria
muito mais fácil e prático o DETRAN enviar automaticamente
essa advertência! O Governo gosta de importunar e garfar
o povo!... e nós, o povo, o elegemos...
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Quando fui para o Seminário, Juvenato, de Congonhas, alguns
meses depois, tivemos uma aula de matemática - versava sobre
regra de três. Para demonstrá-la na prática, fomos para a
frente do Santuário do Senhor do Bom Jesus, para medirmos as
alturas das palmeiras lá existentes – quando o Padre Professor
nos disse que iríamos medir a altura das palmeiras, não
acreditei. Medimos o comprimento da sombra de um metro.
Medimos o comprimento da sombra da palmeira. Descobrimos então
as duas medidas das sombras, mais o metro, e com essas três
medidas montávamos uma regra de três: o resultado era a altura
da palmeira. Achei interessantíssimo!
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Nessa ocasião conheci as sessenta e quatro imagens
dos Passos, em cedro, pintadas pelo Athayde, e os doze
Profetas, em pedra sabão - todas as peças esculpidas pelo
Aleijadinho. Vários colegas riscavam seus nomes nos pedestais
das estátuas de pedra sabão – nunca o fiz, embora na época
dava-se pouca importância para a arte barroca. Dois ou três
anos depois, demoliram o antigo convento para construir o
atual situado atrás do Santuário, conservando somente a
admirável entrada esculpida em pedra sabão – hoje isso não
aconteceria. Ainda bem que, logo a seguir, começaram os
estudos pra valer das imensas e maravilhosas obras do
Aleijadinho.
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Infelizmente as estátuas de pedra sabão continuam
no tempo e suas intempéries. Nos países adiantados, as obras
de arte, que ficariam ao relento, são guardadas e colocadas
réplicas em seu lugar de origem. Outro dia fui a Congonhas e
vi os Profetas. Decepcionei-me, lembrando-me de quando admirei
a obra prima do Aleijadinho pela primeira vez. Até o Profeta
Daniel, a mais espetacular escultura do Aleijadinho, sofre as
conseqüências da burrice congonhense, ou governamental, em não
querer proteger obra tão importante, não só para nós
brasileiros – é um patrimônio da humanidade.
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Na década de 60 o MAM do Rio desejava levar as
estátuas dos Passos para uma exposição. O povo de Congonhas se
uniu e proibiu que as retirassem. Foram substituídas por obras
do maior artista uruguaio e dos maiores das Américas. Com a
responsabilidade característica de nossos dirigentes, o MAM
pegou fogo e o povo uruguaio perdeu seu tesouro e a humanidade
um de seus patrimônios – colocaram a culpa no Abreu...
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Mais uma vez o povo de Congonhas se una para
proteger o seu – o nosso! - patrimônio!... E que o Senhor Bom
Jesus nos proteja de nossos dirigentes... e nos abençoe!
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No Seminário, quando entrei, eu menino, em mil
novecentos e antigamente, usava-se caneta de tinteiro. Hoje em
dia, além das canetas esferográficas, os meninos escrevem mais
a lápis, ou usam a lapiseira.
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Em cada carteira, individual, havia um tinteiro. Quando a
tinta acabava, um colega enchia-o – normalmente ele executava
essa tarefa antes de a gente chegar à sala de estudos. Nas
salas de aula também havia tinteiro para cada aluno. A gente
menino, ao escrever, apertava muito a pena estragando-a
constantemente – era só pedir outra que o padre arrumava.
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As canetas de luxo eram as Parkers: a prateada, a P21, e a de
ouro, a P51. Acho até que havia a P71, a de ouro com diamante
nas pontas – duas – da pena ou algum incrustado em seu corpo.
Com uns doze anos, achei uma P21, pouco antes de ir para o
Seminário –sucesso entre os colegas.
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A cor normal da tinta era o azul, mas havia também
as tintas coloridas, sendo o vermelho e o preto as cores mais
comuns. Com o tipo de pena normal, de aço, nas aulas de
caligrafia, eu consegui escrever letras tão pequenas, que até
o Padre Marcos Gabiroba, que nunca me topou, admirou-se.
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Em Congonhas, em meados de setembro, anualmente, o
Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos – dura uma semana,
normalmente de 07 a 15.
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Durante essa festa, montam-se barraquinhas nas
principais ruas da cidade, principalmente a que leva ao
Santuário. Vende-se de tudo. Bugigangas são as preferidas dos
peregrinos - um verdadeiro paraguai.
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Todos os anos os padres, no final do Jubileu,
presenteavam-nos, os seminaristas, com um cruzeiro. Tínhamos
algumas horas para percorrer as barraquinhas e comprar algo.
Naquele ano o presente dobrou para dois cruzeiros. Éramos
divididos em duas turmas para sairmos à rua. Eu, muito
gripado, não me foi permitido sair. Ao chegar a primeira
turma, os colegas traziam algumas novidades, como a caneta
esferográfica e a meia de nylon – usávamos canetas tinteiro e
meias de algodão.
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Pedi a um colega para que comprasse para mim
canetas esferográficas azul - a que comprou - vermelha e
preta, para eu desenhar. A turma que me rodeava zombou de mim
chamando-me de bobo:
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- Cê num viu que dessas aí só inventaram
canetas azuis?
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- Se não achar, compre-me uma dessas meias
novas que a gente lava e seca logo!
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Só no ano seguinte consegui as canetas coloridas... e as meias
de nylon idem!
Benedito C. A. Franco
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
- 28/08/2009
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