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| EXTRATOS
DA BÍBLIA SAGRADA |
Antes de entrarmos verdadeiramente nesta página
de citações Bíblicas, gostaria de dar um pequeno enfoque sobre
minha visão dos textos que aqui foram colocados.
De início, eu diria para aqueles que me
visitam, que não tentei aqui, filosofar ou tampouco imputar teorias e
dogmas éticos de seitas religiosas, ou muito menos carregar intenções
transformista ou recuperadora de conceitos.
Por mais das vias, sei-o eu: todos carregamos
nossas preferências e filosofias incutidas na alma, e a busca dos
conceitos é mera intenção natural. E, por isso mesmo, é que somos
tão díspares neste universo de criação e belezas incomuns.
Despertado pela sutileza dos textos, é que me
animei a escolher alguns deles, e colocá-los para apreciação
daqueles que visitam nosso site.
São realmente de uma beleza e uma harmonia
fora do comum. A profundidade dos pensamentos é de um imensurável e
raro lirismo. São belos e ímpares.
Mas não tenho eu, um simples mortal, que
estar aqui falando do lirismo do Cântico
dos Cânticos de Salomão ou da harmonia e profundidade de
Eclesiastes, quando o
importante mesmos é sentir na alma a leveza e a luminosidade desses cânticos.
E assim, lhe desejo uma boa leitura, com belos
e harmoniosos pensamentos.
Albertino Fernandes
Índice
CÂNTICO
DOS CÂNTICOS [1]
- 1 O cântico dos cânticos, que é de Salomão.
- 2 Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor
é o seu amor do que o vinho.
- 3 Suave é o cheiro dos teus perfumes; como perfume
derramado é o teu nome; por isso as donzelas te amam.
- 4 Leva-me tu; correremos após ti. O rei me introduziu
nas suas recâmaras; em ti nos alegraremos e nos regozijaremos;
faremos menção do teu amor mais do que do vinho; com razão te
amam.
- 5 Eu sou morena, mas formosa, ó filhas de Jerusalém,
como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão.
- 6 Não repareis em eu ser morena, porque o sol
crestou-me a tez; os filhos de minha mãe indignaram-se contra
mim, e me puseram por guarda de vinhas; a minha vinha, porém, não
guardei.
- 7 Dize-me, ó tu, a quem ama a minha alma: Onde
apascentas o teu rebanho, onde o fazes deitar pelo meio-dia; pois,
por que razão seria eu como a que anda errante pelos rebanhos de
teus companheiros?
- 8 Se não o sabes, ó tu, a mais formosa entre as
mulheres, vai seguindo as pisadas das ovelhas, e apascenta os teus
cabritos junto às tendas dos pastores.
- 9 A uma égua dos carros de Faraó eu te comparo, ó
amada minha.
- 10 Formosas são as tuas faces entre as tuas tranças, e
formoso o teu pescoço com os colares.
- 11 Nós te faremos umas tranças de ouro, marchetadas de
pontinhos de prata.
- 12 Enquanto o rei se assentava à sua mesa, dava o meu
nardo o seu cheiro.
- 13 O meu amado é para mim como um saquitel de mirra,
que repousa entre os meus seios.
- 14 O meu amado é para mim como um ramalhete de hena nas
vinhas de En-Gedi.
- 15 Eis que és formosa, ó amada minha, eis que és
formosa; os teus olhos são como pombas.
- 16 Eis que és formoso, ó amado meu, como amável és
também; o nosso leito é viçoso.
- 17 As traves da nossa casa são de cedro, e os caibros
de cipreste.
- Índice
-
- CâNTICO
DOS CâNTICOS [2]
1 Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.
2 Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amada
entre as filhas.
3 Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o
meu amado entre os filhos; com grande gozo sentei-me à sua
sombra; e o seu fruto era doce ao meu paladar.
4 Levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte sobre
mim era o amor.
5 Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs,
porque desfaleço de amor.
6 A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a
sua mão direita me abrace.
7 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e
cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o amor, até que
ele o queira.
8 A voz do meu amado! eis que vem aí, saltando sobre os
montes, pulando sobre os outeiros.
9 O meu amado é semelhante ao gamo, ou ao filho do veado;
eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, lançando
os olhos pelas grades.
10 Fala o meu amado e me diz: Levanta-te, amada minha,
formosa minha, e vem.
11 Pois eis que já passou o inverno; a chuva cessou, e se
foi;
12 aparecem as flores na terra; já chegou o tempo de
cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra.
13 A figueira começa a dar os seus primeiros figos; as
vides estão em flor e exalam o seu aroma. Levanta-te, amada
minha, formosa minha, e vem.
14 Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no
oculto das ladeiras, mostra-me o teu semblante faze-me ouvir a tua
voz; porque a tua voz é doce, e o teu semblante formoso.
15 Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às
vinhas; pois as nossas vinhas estão em flor.
16 O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu
rebanho entre os lírios.
17 Antes que refresque o dia, e fujam as sombras, volta,
amado meu, e faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados
sobre os montes de Beter.
- Índice
-
- CâNTICO
DOS CâNTICOS [3]
1 De noite, em meu leito, busquei aquele a quem ama
a minha alma; busquei-o, porém não o achei.
2 Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e
pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma. Busquei-o,
porém não o achei.
3 Encontraram-me os guardas que rondavam pela cidade; eu
lhes perguntei: Vistes, porventura, aquele a quem ama a minha
alma?
4 Apenas me tinha apartado deles, quando achei aquele a
quem ama a minha alma; detive-o, e não o deixei ir embora, até
que o introduzi na casa de minha mãe, na câmara daquela que me
concebeu:
5 Conjuro-vos, ó filhos de Jerusalém, pelas gazelas e
cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o amor, até
que ele o queira.
6 Que é isso que sobe do deserto, como colunas de fumaça,
perfumado de mirra, de incenso, e de toda sorte de pós aromáticos
do mercador?
7 Eis que é a liteira de Salomão; estão ao redor dela
sessenta valentes, dos valentes de Israel,
8 todos armados de espadas, destros na guerra, cada um com
a sua espada a cinta, por causa dos temores noturnos.
9 O rei Salomão fez para si um palanquim de madeira do Líbano.
10 Fez-lhe as colunas de prata, o estrado de ouro, o
assento de púrpura, o interior carinhosamente revestido pelas
filhas de Jerusalém.
11 Saí, ó filhas de Sião, e contemplai o rei Salomão
com a coroa de que sua mãe o coroou no dia do seu desposório, no
dia do júbilo do seu coração.
Índice
-
- CâNTICO
DOS CâNTICOS [4]
1 Como és formosa, amada minha, eis que és
formosa! os teus olhos são como pombas por detrás do teu véu; o
teu cabelo é como o rebanho de cabras que descem pelas colinas de
Gileade.
2 Os teus dentes são como o rebanho das ovelhas
tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais cada uma tem gêmeos,
e nenhuma delas é desfilhada.
3 Os teus lábios são como um fio de escarlate, e a tua
boca e formosa; as tuas faces são como as metades de uma romã
por detrás do teu véu.
4 O teu pescoço é como a torre de Davi, edificada para
sala de armas; no qual pendem mil broquéis, todos escudos de
guerreiros valentes.
5 Os teus seios são como dois filhos gêmeos da gazela,
que se apascentam entre os lírios.
6 Antes que refresque o dia e fujam as sombras, irei ao
monte da mirra e ao outeiro do incenso.
7 Tu és toda formosa, amada minha, e em ti não há
mancha.
8 Vem comigo do Líbano, noiva minha, vem comigo do Líbano.
Olha desde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermom,
desde os covis dos leões, desde os montes dos leopardos.
9 Enlevaste-me o coração, minha irmã, noiva minha;
enlevaste-me o coração com um dos teus olhares, com um dos
colares do teu pescoço.
10 Quão doce é o teu amor, minha irmã, noiva minha!
quanto melhor é o teu amor do que o vinho! e o aroma dos teus ungüentos
do que o de toda sorte de especiarias!
11 Os teus lábios destilam o mel, noiva minha; mel e
leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos
é como o cheiro do Líbano.
12 Jardim fechado é minha irmã, minha noiva, sim, jardim
fechado, fonte selada.
13 Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos
excelentes; a hena juntamente com nardo,
14 o nardo, e o açafrão, o cálamo, e o cinamomo, com
toda sorte de árvores de incenso; a mirra e o aloés, com todas
as principais especiarias.
15 És fonte de jardim, poço de águas vivas, correntes
que manam do Líbano!
16 Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra
no meu jardim, espalha os seus aromas. Entre o meu amado no seu
jardim, e coma os seus frutos excelentes!
- Índice
-
- CâNTICO
DOS CâNTICOS [5]
1 Venho ao meu jardim, minha irmã, noiva minha,
para colher a minha mirra com o meu bálsamo, para comer o meu
favo com o meu mel, e beber o meu vinho com o meu leite. Comei,
amigos, bebei abundantemente, ó amados.
2 Eu dormia, mas o meu coração velava. Eis a voz do meu
amado! Está batendo: Abre-me, minha irmã, amada minha, pomba
minha, minha imaculada; porque a minha cabeça está cheia de
orvalho, os meus cabelos das gotas da noite.
3 Já despi a minha túnica; como a tornarei a vestir? já
lavei os meus pés; como os tornarei a sujar?
4 O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta, e o
meu coração estremeceu por amor dele.
5 Eu me levantei para abrir ao meu amado; e as minhas mãos
destilavam mirra, e os meus dedos gotejavam mirra sobre as
aldravas da fechadura.
6 Eu abri ao meu amado, mas ele já se tinha retirado e
ido embora. A minha alma tinha desfalecido quando ele falara.
Busquei-o, mas não o pude encontrar; chamei-o, porém ele não me
respondeu.
7 Encontraram-me os guardas que rondavam pela cidade;
espancaram-me, feriram-me; tiraram-me o manto os guardas dos
muros.
8 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, se encontrardes o
meu amado, que lhe digais que estou enferma de amor.
9 Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a
mais formosa entre as mulheres? Que é o teu amado mais do que
outro amado, para que assim nos conjures?
10 O meu amado é cândido e rubicundo, o primeiro entre
dez mil.
11 A sua cabeça é como o ouro mais refinado, os seus
cabelos são crespos, pretos como o corvo.
12 Os seus olhos são como pombas junto às correntes das
águas, lavados em leite, postos em engaste.
13 As suas faces são como um canteiro de bálsamo, os
montões de ervas aromáticas; e os seus lábios são como lírios
que gotejam mirra.
14 Os seus braços são como cilindros de ouro,
guarnecidos de crisólitas; e o seu corpo é como obra de marfim,
coberta de safiras.
15 As suas pernas como colunas de mármore, colocadas
sobre bases de ouro refinado; o seu semblante como o Líbano,
excelente como os cedros.
16 O seu falar é muitíssimo suave; sim, ele é
totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó
filhas de Jerusalém.
- Índice
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- CâNTICO
DOS CâNTICOS [6]
1 Para onde foi o teu amado, ó tu, a mais formosa
entre as mulheres? para onde se retirou o teu amado, a fim de que
o busquemos juntamente contigo?
2 O meu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros de bálsamo,
para apascentar o rebanho nos jardins e para colher os lírios.
3 Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele apascenta
o rebanho entre os lírios.
4 Formosa és, amada minha, como Tirza, aprazível como
Jerusalém, imponente como um exército com bandeiras.
5 Desvia de mim os teus olhos, porque eles me perturbam. O
teu cabelo é como o rebanho de cabras que descem pelas colinas de
Gileade.
6 0s teus dentes são como o rebanho de ovelhas que sobem
do lavadouro, e das quais cada uma tem gêmeos, e nenhuma delas é
desfilhada.
7 As tuas faces são como as metades de uma romã, por
detrás do teu véu.
8 Há sessenta rainhas, oitenta concubinas, e virgens sem
número.
9 Mas uma só é a minha pomba, a minha imaculada; ela e a
única de sua mãe, a escolhida da que a deu à luz. As filhas
viram-na e lhe chamaram bem-aventurada; viram-na as rainhas e as
concubinas, e louvaram-na.
10 Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa
como a lua, brilhante como o sol, imponente como um exército com
bandeiras?
11 Desci ao jardim das nogueiras, para ver os renovos do
vale, para ver se floresciam as vides e se as romanzeiras estavam
em flor.
12 Antes de eu o sentir, pôs-me a minha alma nos carros
do meu nobre povo.
13 Volta, volta, ó Sulamita; volta, volta, para que nós
te vejamos. Por que quereis olhar para a Sulamita como para a dança
de Maanaim?
- Índice
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- CâNTICO
DOS CâNTICOS [7]
1 Quão formosos são os teus pés nas sandálias,
ó filha de príncipe! Os contornos das tuas coxas são como jóias,
obra das mãos de artista.
2 O teu umbigo como uma taça redonda, a que não falta
bebida; o teu ventre como montão de trigo, cercado de lírios.
3 Os teus seios são como dois filhos gêmeos da gazela.
4 O teu pescoço como a torre de marfim; os teus olhos
como as piscinas de Hesbom, junto à porta de Bate-Rabim; o teu
nariz é como torre do Líbano, que olha para Damasco.
5 A tua cabeça sobre ti é como o monte Carmelo, e os
cabelos da tua cabeça como a púrpura; o rei está preso pelas
tuas tranças.
6 Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias!
7 Essa tua estatura é semelhante à palmeira, e os teus
seios aos cachos de uvas.
8 Disse eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos;
então sejam os teus seios como os cachos da vide, e o cheiro do
teu fôlego como o das maçãs,
9 e os teus beijos como o bom vinho para o meu amado, que
se bebe suavemente, e se escoa pelos lábios e dentes.
10 Eu sou do meu amado, e o seu amor é por mim.
11 Vem, ó amado meu, saiamos ao campo, passemos as noites
nas aldeias.
12 Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se
florescem as vides, se estão abertas as suas flores, e se as
romanzeiras já estão em flor; ali te darei o meu amor.
13 As mandrágoras exalam perfume, e às nossas portas há
toda sorte de excelentes frutos, novos e velhos; eu os guardei
para ti, ó meu amado.
- Índice
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- CâNTICO
DOS CâNTICOS [8]
1 Ah! quem me dera que foras como meu irmão, que
mamou os seios de minha mãe! quando eu te encontrasse lá fora,
eu te beijaria; e não me desprezariam!
2 Eu te levaria e te introduziria na casa de minha mãe, e
tu me instruirias; eu te daria a beber vinho aromático, o mosto
das minhas romãs.
3 A sua mão esquerda estaria debaixo da minha cabeça, e
a sua direita me abraçaria.
4 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que não acordeis
nem desperteis o amor, até que ele o queira.
5 Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu
amado? Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com
dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz.
6 Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre
o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúme é
cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira
labareda do Senhor.
7 As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios
afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo
amor, seria de todo desprezado.
8 Temos uma irmã pequena, que ainda não tem seios; que
faremos por nossa irmã, no dia em que ela for pedida em
casamento?
9 Se ela for um muro, edificaremos sobre ela uma
torrezinha de prata; e, se ela for uma porta, cerca-la-emos com tábuas
de cedro.
10 Eu era um muro, e os meus seios eram como as suas
torres; então eu era aos seus olhos como aquela que acha paz.
11 Teve Salomão uma vinha em Baal-Hamom; arrendou essa
vinha a uns guardas; e cada um lhe devia trazer pelo seu fruto mil
peças de prata.
12 A minha vinha que me pertence está diante de mim; tu,
ó Salomão, terás as mil peças de prata, e os que guardam o
fruto terão duzentas.
13 Tu, que habitas nos jardins, os companheiros estão
atentos para ouvir a tua voz; faze-me, pois, também ouvi-la:
14 Vem depressa, amado meu, e faze-te semelhante ao gamo
ou ao filho da gazela sobre os montes dos aromas.
- Índice
-
- CORINTIOS
[1]
1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmão
Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto, com todos os
santos que estão em toda a Acaia:
2 Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor
Jesus Cristo.
3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai
das misericórdias e Deus de toda a consolação,
4 que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também
possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela
consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.
5 Porque, como as aflições de Cristo transbordam para conosco,
assim também por meio de Cristo transborda a nossa consolação.
6 Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação;
ou, se somos consolados, para vossa consolação é a qual se
opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também
padecemos;
7 e a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como
sois participantes das aflições, assim o sereis também da
consolação.
8 Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que
nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira oprimidos
acima das nossas forças, de modo tal que até da vida
desesperamos;
9 portanto já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para
que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os
mortos;
10 o qual nos livrou de tão horrível morte, e livrará; em quem
esperamos que também ainda nos livrará,
11 ajudando-nos também vós com orações por nós, para que,
pela mercê que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também
sejam dadas graças a nosso respeito.
12 Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência,
de que em santidade e sinceridade de Deus, não em sabedoria
carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e mormente
em relação a vós.
13 Pois outra coisa não vos escrevemos, senão as que ledes, ou
mesmo reconheceis; e espero que também até o fim as
reconhecereis;
14 como também já em parte nos reconhecestes, que somos a vossa
glória, assim vós sereis a nossa no dia do Senhor Jesus.
15 E nesta confiança quis primeiro ir ter convosco, para que
recebêsseis um segundo benefício;
- 16 e por vós passar à Macedônia, e da Macedônia voltar a
vós, e ser por vosso intermédio encaminhado à Judéia.
17 Ora, deliberando isto, usei porventura de leviandade? ou o que
delibero, faço-o segundo a carne, para que haja comigo o sim, sim
e o não?
18 Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra a vós não é sim e
não,
19 porque o Filho de Deus, Cristo Jesus, que entre vós foi
pregado por nós, isto é, por mim, Silvano e Timóteo, não foi
sim e não; mas nele houve sim.
20 Pois, tantas quantas forem as promessas de Deus, nele está o
sim; portanto é por ele o amém, para glória de Deus por nosso
intermédio.
21 Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é
Deus,
22 o qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em
nossos corações.
23 Ora, tomo a Deus por testemunha sobre a minha alma de que é
para vos poupar que não fui mais a Corinto;
24 não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas somos
cooperadores de vosso gozo; pois pela fé estais firmados.
Índice
-
- ECLESIASTES
[1]
-
- 1 Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.
- 2 Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de
vaidades, tudo é vaidade.
- 3 Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, com
que se afadiga debaixo do sol?
- 4 Uma geração vai-se, e outra geração vem, mas a
terra permanece para sempre.
- 5 O sol nasce, e o sol se põe, e corre de volta ao seu
lugar donde nasce.
- 6 O vento vai para o sul, e faz o seu giro vai para o
norte; volve-se e revolve-se na sua carreira, e retoma os seus
circuitos.
- 7 Todos os ribeiros vão para o mar, e contudo o mar não
se enche; ao lugar para onde os rios correm, para ali continuam a
correr.
- 8 Todas as coisas estão cheias de cansaço; ninguém o
pode exprimir: os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se
enchem de ouvir.
- 9 O que tem sido, isso é o que há de ser; e o que se
tem feito, isso se tornará a fazer; nada há que seja novo
debaixo do sol.
- 10 Há alguma coisa de que se possa dizer: Você, isto
é novo? ela já existiu nos séculos que foram antes de nós.
- 11 Já não há lembrança das gerações passadas; nem
das gerações futuras haverá lembrança entre os que virão
depois delas.
- 12 Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém.
- 13 E apliquei o meu coração a inquirir e a investigar
com sabedoria a respeito de tudo quanto se faz debaixo do céu;
essa enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens para nela
se exercitarem.
- 14 Atentei para todas as obras que se e fazem debaixo do
sol; e eis que tudo era vaidade e desejo vão.
- 15 O que é torto não se pode endireitar; o que falta não
se pode enumerar.
- 16 Falei comigo mesmo, dizendo: Eis que eu me
engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes
de mim em Jerusalém; na verdade, tenho tido larga experiência da
sabedoria e do conhecimento.
- 17 E apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a
conhecer os desvarios e as loucuras; e vim a saber que também
isso era desejo vão.
- 18 Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que
aumenta o conhecimento aumenta a tristeza.
- Índice
-
- PROVÉRBIOS
[1]
-
- 1 Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel:
- 2 Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se
entenderem as palavras de inteligência;
- 3 para se instruir em sábio procedimento, em retidão,
justiça e eqüidade;
- 4 para se dar aos simples prudência, e aos jovens
conhecimento e bom siso.
- 5 Ouça também, o sábio e cresça em ciência, e o
entendido adquira habilidade,
- 6 para entender provérbios e parábolas, as palavras
dos sábios, e seus enigmas.
- 7 O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; mas
os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução.
- 8 Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não
deixes o ensino de tua mãe.
- 9 Porque eles serão uma grinalda de graça para a tua
cabeça, e colares para o teu pescoço.
- 10 Filho meu, se os pecadores te quiserem seduzir, não
consintas.
- 11 Se disserem: Vem conosco; embosquemo-nos para
derramar sangue; espreitemos sem razão o inocente;
- 12 traguemo-los vivos, como o Seol, e inteiros como os
que descem à cova;
- 13 acharemos toda sorte de bens preciosos; encheremos as
nossas casas de despojos;
- 14 lançarás a tua sorte entre nós; teremos todos uma
só bolsa;
- 15 filho meu, não andes no caminho com eles; guarda da
sua vereda o teu pé,
- 16 porque os seus pés correm para o mal, e eles se
apressam a derramar sangue.
- 17 Pois debalde se estende a rede à vista de qualquer
ave.
- 18 Mas estes se põem em emboscadas contra o seu próprio
sangue, e as suas próprias vidas espreitam.
- 19 Tais são as veredas de todo aquele que se entrega à
cobiça; ela tira a vida dos que a possuem.
- 20 A suprema sabedoria altissonantemente clama nas ruas;
nas praças levanta a sua voz.
- 21 Do alto dos muros clama; às entradas das portas e na
cidade profere as suas palavras:
- 22 Até quando, ó estúpidos, amareis a estupidez? e até
quando se deleitarão no escárnio os escarnecedores, e odiarão
os insensatos o conhecimento?
- 23 Convertei-vos pela minha repreensão; eis que
derramarei sobre vós o meu; espírito e vos farei saber as minhas
palavras.
- 24 Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi
a minha mão, e não houve quem desse atenção;
- 25 antes desprezastes todo o meu conselho, e não
fizestes caso da minha repreensão;
- 26 também eu me rirei no dia da vossa calamidade;
zombarei, quando sobrevier o vosso terror,
- 27 quando o terror vos sobrevier como tempestade, e a
vossa calamidade passar como redemoinho, e quando vos sobrevierem
aperto e angústia.
- 28 Então a mim clamarão, mas eu não responderei;
diligentemente me buscarão, mas não me acharão.
- 29 Porquanto aborreceram o conhecimento, e não
preferiram o temor do Senhor;
- 30 não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a
minha repreensão;
- 31 portanto comerão do fruto do seu caminho e se fartarão
dos seus próprios conselhos.
- 32 Porque o desvio dos néscios os matará, e a
prosperidade dos loucos os destruirá.
- 33 Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e
estará tranqüilo, sem receio do mal.
- Índice
-
- SALMOS [1]
-
- 1 Bem-aventurado o homem que não anda segundo o
conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem
se assenta na roda dos escarnecedores;
- 2 antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei
medita de dia e noite.
- 3 Pois será como a árvore plantada junto às correntes
de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja
folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará.
- 4 Não são assim os ímpios, mas são semelhantes à
moinha que o vento espalha.
- 5 Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem
os pecadores na congregação dos justos;
- 6 porque o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o
caminho dos ímpios conduz à ruína.
- Índice
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- SALMOS [2]
-
- 1 Por que se amotinam as nações, e os povos tramam em
vão?
- 2 Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos
conspiram contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:
- 3 Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas
cordas.
- 4 Aquele que está sentado nos céus se rirá; o Senhor
zombará deles.
- 5 Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os
confundirá, dizendo:
- 6 Eu tenho estabelecido o meu Rei sobre Sião, meu santo
monte.
- 7 Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu
Filho, hoje te gerei.
- 8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as
extremidades da terra por possessão.
- 9 Tu os quebrarás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás
como a um vaso de oleiro.
- 10 Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos
instruir, juízes da terra.
- 11 Servi ao Senhor com temor, e regozijai-vos com
tremor.
- 12 Beijai o Filho, para que não se ire, e pereçais no
caminho; porque em breve se inflamará a sua ira. Bem-aventurados
todos aqueles que nele confiam.
- Índice
- SALMOS [3]
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- 1 Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários!
Muitos se levantam contra mim.
- 2 Muitos são os que dizem de mim: Não há socorro para
ele em Deus.
- 3 Mas tu, Senhor, és um escudo ao redor de mim, a minha
glória, e aquele que exulta a minha cabeça.
- 4 Com a minha voz clamo ao Senhor, e ele do seu santo
monte me responde.
- 5 Eu me deito e durmo; acordo, pois o Senhor me
sustenta.
- 6 Não tenho medo dos dez milhares de pessoas que se
puseram contra mim ao meu redor.
- 7 Levanta-te, Senhor! salva-me, Deus meu! pois tu feres
no queixo todos os meus inimigos; quebras os dentes aos ímpios.
- 8 A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a
tua bênção.
- Índice
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- SALMOS [4]
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- 1 Responde-me quando eu clamar, ó Deus da minha justiça!
Na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a
minha oração.
- 2 Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória
em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?
- 3 Sabei que o Senhor separou para si aquele que é
piedoso; o Senhor me ouve quando eu clamo a ele.
- 4 Irai-vos e não pequeis; consultai com o vosso coração
em vosso leito, e calai-vos.
- 5 Oferecei sacrifícios de justiça, e confiai no
Senhor.
- 6 Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? Levanta,
Senhor, sobre nós a luz do teu rosto.
- 7 Puseste no meu coração mais alegria do que a deles
no tempo em que se lhes multiplicam o trigo e o vinho.
- 8 Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor,
me fazes habitar em segurança.
- Índice
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- SALMOS [5]
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- 1 Dá ouvidos às minhas palavras, ó Senhor; atende aos
meus gemidos.
- 2 Atende à voz do meu clamor, Rei meu e Deus meu, pois
é a ti que oro.
- 3 Pela manhã ouves a minha voz, ó Senhor; pela manhã
te apresento a minha oração, e vigio.
- 4 Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade,
nem contigo habitará o mal.
- 5 Os arrogantes não subsistirão diante dos teus olhos;
detestas a todos os que praticam a maldade.
- 6 Destróis aqueles que proferem a mentira; ao sanguinário
e ao fraudulento o Senhor abomina.
- 7 Mas eu, pela grandeza da tua benignidade, entrarei em
tua casa; e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo.
- 8 Guia-me, Senhor, na tua justiça, por causa dos meus
inimigos; aplana diante de mim o teu caminho.
- 9 Porque não há fidelidade na boca deles; as suas
entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro
aberto; lisonjeiam com a sua língua.
- 10 Declara-os culpados, ó Deus; que caiam por seus próprios
conselhos; lança-os fora por causa da multidão de suas
transgressões, pois se revoltaram contra ti.
- 11 Mas alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem
eternamente, porquanto tu os defendes; sim, gloriem-se em ti os
que amam o teu nome.
- 12 Pois tu, Senhor, abençoas o justo; tu o circundas do
teu favor como de um escudo.
- Índice
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- SALMOS [6]
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- 1 Senhor, não me repreendas na tua ira, nem me
castigues no teu furor.
- 2 Tem compaixão de mim, Senhor, porque sou fraco;
sara-me, Senhor, porque os meus ossos estão perturbados.
- 3 Também a minha alma está muito perturbada; mas tu,
Senhor, até quando?...
- 4 Volta-te, Senhor, livra a minha alma; salva-me por tua
misericórdia.
- 5 Pois na morte não há lembrança de ti; no Seol quem
te louvará?
- 6 Estou cansado do meu gemido; toda noite faço nadar em
lágrimas a minha cama, inundo com elas o meu leito.
- 7 Os meus olhos estão consumidos pela mágoa, e
enfraquecem por causa de todos os meus inimigos.
- 8 Apartai-vos de mim todos os que praticais a
iniqüidade; porque o Senhor já ouviu a voz do meu pranto.
- 9 O Senhor já ouviu a minha súplica, o Senhor aceita a
minha oração.
- 10 Serão envergonhados e grandemente perturbados todos
os meus inimigos; tornarão atrás e subitamente serão
envergonhados.
- Índice
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- SALMOS [7]
-
- 1 Senhor, Deus meu, confio, salva-me de todo o que me
persegue, e livra-me;
- 2 para que ele não me arrebate, qual leão, despedaçando-me,
sem que haja quem acuda.
- 3 Senhor, Deus meu, se eu fiz isto, se há perversidade
nas minhas mãos,
- 4 se paguei com o mal àquele que tinha paz comigo, ou
se despojei o meu inimigo sem causa.
- 5 persiga-me o inimigo e alcance-me; calque aos pés a
minha vida no chão, e deite no pó a minha glória.
- 6 Ergue-te, Senhor, na tua ira; levanta-te contra o
furor dos meus inimigos; desperta-te, meu Deus, pois tens ordenado
o juízo.
- 7 Reúna-se ao redor de ti a assembléia dos povos, e
por cima dela remonta-te ao alto.
- 8 O Senhor julga os povos; julga-me, Senhor, de acordo
com a minha justiça e conforme a integridade que há em mim.
- 9 Cesse a maldade dos ímpios, mas estabeleça-se o
justo; pois tu, ó justo Deus, provas o coração e os rins.
- 10 O meu escudo está em Deus, que salva os retos de
coração.
- 11 Deus é um juiz justo, um Deus que sente indignação
todos os dias.
- 12 Se o homem não se arrepender, Deus afiará a sua
espada; armado e teso está o seu arco;
- 13 já preparou armas mortíferas, fazendo suas setas
inflamadas.
- 14 Eis que o mau está com dores de perversidade;
concedeu a malvadez, e dará à luz a falsidade.
- 15 Abre uma cova, aprofundando-a, e cai na cova que fez.
- 16 A sua malvadez recairá sobre a sua cabeça, e a sua
violência descerá sobre o seu crânio.
- 17 Eu louvarei ao Senhor segundo a sua justiça, e
cantarei louvores ao nome do Senhor, o Altíssimo.
- Índice
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- SALMOS [8]
-
- 1 Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome
em toda a terra, tu que puseste a tua glória dos céus!
- 2 Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste
força, por causa dos teus adversários para fazeres calar o
inimigo e vingador.
- 3 Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a
lua e as estrelas que estabeleceste,
- 4 que é o homem, para que te lembres dele? e o filho do
homem, para que o visites?
- 5 Contudo, pouco abaixo de Deus o fizeste; de glória e
de honra o coroaste.
- 6 Deste-lhe domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo
puseste debaixo de seus pés:
- 7 todas as ovelhas e bois, assim como os animais do
campo,
- 8 as aves do céu, e os peixes do mar, tudo o que passa
pelas veredas dos mares.
- 9 Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome
em toda a terra!
- Índice
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- SALMOS [9]
-
- 1 Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração;
contarei todas as tuas maravilhas.
- 2 Em ti me alegrarei e exultarei; cantarei louvores ao
teu nome, ó Altíssimo;
- 3 porquanto os meus inimigos retrocedem, caem e perecem
diante de ti.
- 4 Sustentaste o meu direito e a minha causa; tu te
assentaste no tribunal, julgando justamente.
- 5 Repreendeste as nações, destruíste os ímpios;
apagaste o seu nome para sempre e eternamente.
- 6 Os inimigos consumidos estão; perpétuas são as suas
ruínas.
- 7 Mas o Senhor está entronizado para sempre; preparou o
seu trono para exercer o juízo.
- 8 Ele mesmo julga o mundo com justiça; julga os povos
com eqüidade.
- 9 O Senhor é também um alto refúgio para o oprimido,
um alto refúgio em tempos de angústia.
- 10 Em ti confiam os que conhecem o teu nome; porque tu,
Senhor, não abandonas aqueles que te buscam.
- 11 Cantai louvores ao Senhor, que habita em Sião;
anunciai entre os povos os seus feitos.
- 12 Pois ele, o vingador do sangue, se lembra deles; não
se esquece do clamor dos aflitos.
- 13 Tem misericórdia de mim, Senhor; olha a aflição
que sofro daqueles que me odeiam, tu que me levantas das portas da
morte.
- 14 para que eu conte todos os teus louvores nas portas
da filha de Sião e me alegre na tua salvação.
- 15 Afundaram-se as nações na cova que abriram; na rede
que ocultaram ficou preso o seu pé.
- 16 O Senhor deu-se a conhecer, executou o juízo; enlaçado
ficou o ímpio nos seus próprios feitos.
- 17 Os ímpios irão para o Seol, sim, todas as nações
que se esquecem de Deus.
- 18 Pois o necessitado não será esquecido para sempre,
nem a esperança dos pobres será frustrada perpetuamente.
- 19 Levanta-te, Senhor! Não prevaleça o homem; sejam
julgadas as nações na tua presença!
- 20 Senhor, incute-lhes temor! Que as nações saibam que
não passam de meros homens!
- Índice
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- SALMOS
[10]
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- 1 Por que te conservas ao longe, Senhor? Por que te
escondes em tempos de angústia?
- 2 Os ímpios, na sua arrogância, perseguem furiosamente
o pobre; sejam eles apanhados nas ciladas que maquinaram.
- 3 Pois o ímpio gloria-se do desejo do seu coração, e
o que é dado à rapina despreza e maldiz o Senhor.
- 4 Por causa do seu orgulho, o ímpio não o busca; todos
os seus pensamentos são: Não há Deus.
- 5 Os seus caminhos são sempre prósperos; os teus juízos
estão acima dele, fora da sua vista; quanto a todos os seus
adversários, ele os trata com desprezo.
- 6 Diz em seu coração: Não serei abalado; nunca me
verei na adversidade.
- 7 A sua boca está cheia de imprecações, de enganos e
de opressão; debaixo da sua língua há malícia e iniqüidade.
- 8 Põe-se de emboscada nas aldeias; nos lugares ocultos
mata o inocente; os seus olhos estão de espreita ao desamparado.
- 9 Qual leão no seu covil, está ele de emboscada num
lugar oculto; está de emboscada para apanhar o pobre; apanha-o,
colhendo-o na sua rede.
- 10 Abaixa-se, curva-se; assim os desamparados lhe caem
nas fortes garras.
- 11 Diz ele em seu coração: Deus se esqueceu; cobriu o
seu rosto; nunca verá isto.
- 12 Levanta-te, Senhor; ó Deus, levanta a tua mão; não
te esqueças dos necessitados.
- 13 Por que blasfema de Deus o ímpio, dizendo no seu
coração: Tu não inquirirás?
- 14 Tu o viste, porque atentas para o trabalho e enfado,
para o tomares na tua mão; a ti o desamparado se entrega; tu és
o amparo do órfão.
- 15 Quebra tu o braço do ímpio e malvado; esquadrinha a
sua maldade, até que a descubras de todo.
- 16 O Senhor é Rei sempre e eternamente; da sua terra
perecerão as nações.
- 17 Tu, Senhor, ouvirás os desejos dos mansos; confortarás
o seu coração; inclinarás o teu ouvido,
- 18 para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim
de que o homem, que é da terra, não mais inspire terror.
- Índice
-
- SALMOS
[11]
-
- 1 No Senhor confio. Como, pois, me dizeis: Foge para o
monte, como um pássaro?
- 2 Pois eis que os ímpios armam o arco, põem a sua
flecha na corda, para atirarem, às ocultas, aos retos de coração.
- 3 Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer
o justo?
- 4 O Senhor está no seu santo templo, o trono do Senhor
está nos céus; os seus olhos contemplam, as suas pálpebras
provam os filhos dos homens.
- 5 O Senhor prova o justo e o ímpio; a sua alma odeia ao
que ama a violência.
- 6 Sobre os ímpios fará chover brasas de fogo e
enxofre; um vento abrasador será a porção do seu copo.
- 7 Porque o Senhor é justo; ele ama a justiça; os
retos, pois, verão o seu rosto.
- Índice
-
- SALMOS
[16]
-
- 1 Guarda-me, ó Deus, porque em ti me refugio.
- 2 Digo ao Senhor: Tu és o meu Senhor; além de ti não
tenho outro bem.
- 3 Quanto aos santos que estão na terra, eles são os
ilustres nos quais está todo o meu prazer.
- 4 Aqueles que escolhem a outros deuses terão as suas
dores multiplicadas; eu não oferecerei as suas libações de
sangue, nem tomarei os seus nomes nos meus lábios.
- 5 Tu, Senhor, és a porção da minha herança e do meu
cálice; tu és o sustentáculo do meu quinhão.
- 6 As sortes me caíram em lugares deliciosos; sim,
coube-me uma formosa herança.
- 7 Bendigo ao Senhor que me aconselha; até os meus rins
me ensinam de noite.
- 8 Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim;
porquanto ele está à minha mão direita, não serei abalado.
- 9 Porquanto está alegre o meu coração e se regozija a
minha alma; também a minha carne habitará em segurança.
- 10 Pois não deixarás a minha alma no Seol, nem
permitirás que o teu Santo veja corrupção.
- 11 Tu me farás conhecer a vereda da vida; na tua presença
há plenitude de alegria; à tua mão direita há delícias
perpetuamente.
- Índice
-
- SALMOS [22]
1 Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? por que estás afastado de me auxiliar, e das palavras do meu bramido?
2 Deus meu, eu clamo de dia, porém tu não me ouves; também de noite, mas não acho sossego.
3 Contudo tu és santo, entronizado sobre os louvores de Israel.
4 Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste.
5 A ti clamaram, e foram salvos; em ti confiaram, e não foram confundidos.
6 Mas eu sou verme, e não homem; opróbrio dos homens e desprezado do povo.
7 Todos os que me vêem zombam de mim, arreganham os beiços e meneiam a cabeça, dizendo:
8 Confiou no Senhor; que ele o livre; que ele o salve, pois que nele tem prazer.
9 Mas tu és o que me tiraste da madre; o que me preservaste, estando eu ainda aos seios de minha mãe.
10 Nos teus braços fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe.
11 Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem acuda.
12 Muitos touros me cercam; fortes touros de Basã me rodeiam.
13 Abrem contra mim sua boca, como um leão que despedaça e que ruge.
14 Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas.
15 A minha força secou-se como um caco e a língua se me pega ao paladar; tu me puseste no pó da morte.
16 Pois cães me rodeiam; um ajuntamento de malfeitores me cerca; transpassaram-me as mãos e os pés.
17 Posso contar todos os meus ossos. Eles me olham e ficam a mirar-me.
18 Repartem entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançam sortes.
19 Mas tu, Senhor, não te alongues de mim; força minha, apressa-te em socorrer-me.
20 Livra-me da espada, e a minha vida do poder do cão.
21 Salva-me da boca do leão, sim, livra-me dos chifres do boi selvagem.
22 Então anunciarei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação.
23 Vós, que temeis ao Senhor, louvai-o; todos vós, filhos de Jacó, glorificai-o; temei-o todos vós, descendência de Israel.
24 Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem dele escondeu o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu.
25 De ti vem o meu louvor na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem.
26 Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao Senhor os que o buscam. Que o vosso coração viva eternamente!
27 Todos os limites da terra se lembrarão e se converterão ao Senhor, e diante dele adorarão todas as famílias das nações.
28 Porque o domínio é do Senhor, e ele reina sobre as nações.
29 Todos os grandes da terra comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele, os que não podem reter a sua vida.
30 A posteridade o servirá; falar-se-á do Senhor à geração vindoura.
31 Chegarão e anunciarão a justiça dele; a um povo que há de nascer contarão o que ele fez.
- Índice
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- SALMOS [23]
1 O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
2 Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas.
3 Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.
4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
5 Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda.
6 Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias.
Índice
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- SALMOS [38]
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- 1 Senhor, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no
teu furor.
- 2 Porque as tuas flechas se cravaram em mim, e sobre mim a
tua mão pesou.
- 3 Não há coisa sã na minha carne, por causa da tua cólera;
nem há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado.
- 4 Pois já as minhas iniqüidades submergem a minha cabeça;
como carga pesada excedem as minhas forças.
- 5 As minhas chagas se tornam fétidas e purulentas, por causa
da minha loucura.
- 6 Estou encurvado, estou muito abatido, ando lamentando o dia
todo.
- 7 Pois os meus lombos estão cheios de ardor, e não há
coisa sã na minha carne.
- 8 Estou gasto e muito esmagado; dou rugidos por causa do
desassossego do meu coração.
- 9 Senhor, diante de ti está todo o meu desejo, e o meu
suspirar não te é oculto.
- 10 O meu coração está agitado; a minha força me falta;
quanto à luz dos meus olhos, até essa me deixou.
- 11 Os meus amigos e os meus companheiros afastaram-se da
minha chaga; e os meus parentes se põem à distância.
- 12 Também os que buscam a minha vida me armam laços, e os
que procuram o meu mal dizem coisas perniciosas,
- 13 Mas eu, como um surdo, não ouço; e sou qual um mudo que
não abre a boca.
- 14 Assim eu sou como homem que não ouve, e em cuja boca há
com que replicar.
- 15 Mas por ti, Senhor, espero; tu, Senhor meu Deus, responderás.
- 16 Rogo, pois: Ouve-me, para que eles não se regozijem sobre
mim e não se engrandeçam contra mim quando resvala o meu pé.
- 17 Pois estou prestes a tropeçar; a minha dor está sempre
comigo.
- 18 Confesso a minha iniqüidade; entristeço-me por causa do
meu pecado.
- 19 Mas os meus inimigos são cheios de vida e são fortes, e
muitos são os que sem causa me odeiam.
- 20 Os que tornam o mal pelo bem são meus adversários,
porque eu sigo o que é bom.
- 21 Não me desampares, ó Senhor; Deus meu, não te alongues
de mim.
- 22 Apressa-te em meu auxílio, Senhor, minha salvação.
- Índice
-
- SALMOS
[41]
-
- 1 Bem-aventurado é aquele que considera o pobre; o
Senhor o livrará no dia do mal.
- 2 O Senhor o guardará, e o conservará em vida; será
abençoado na terra; tu, Senhor não o entregarás à vontade dos
seus inimigos.
- 3 O Senhor o sustentará no leito da enfermidade; tu lhe
amaciarás a cama na sua doença.
- 4 Disse eu da minha parte: Senhor, compadece-te de mim,
sara a minha alma, pois pequei contra ti.
- 5 Os meus inimigos falam mal de mim, dizendo: Quando
morrerá ele, e perecerá o seu nome?
- 6 E, se algum deles vem ver-me, diz falsidades; no seu
coração amontoa a maldade; e quando ele sai, é disso que fala.
- 7 Todos os que me odeiam cochicham entre si contra mim;
contra mim maquinam o mal, dizendo:
- 8 Alguma coisa ruim se lhe apega; e agora que está
deitado, não se levantará mais.
- 9 Até o meu próprio amigo íntimo em quem eu tanto
confiava, e que comia do meu pão, levantou contra mim o seu
calcanhar.
- 10 Mas tu, Senhor, compadece-te de mim e levanta-me,
para que eu lhes retribua.
- 11 Por isso conheço eu que te deleitas em mim, por não
triunfar de mim o meu inimigo
- 12 Quanto a mim, tu me sustentas na minha integridade, e
me colocas diante da tua face para sempre.
- 13 Bendito seja o Senhor Deus de Israel de eternidade a
eternidade. Amém e amém.
- Índice
-
- SALMOS [68]
-
- 1 Levanta-se Deus! Sejam dispersos os seus inimigos; fujam de
diante dele os que o odeiam!
- 2 Como é impelida a fumaça, assim tu os impeles; como a
cera se derrete diante do fogo, assim pereçam os ímpios diante
de Deus.
- 3 Mas alegrem-se os justos, e se regozijem na presença de
Deus, e se encham de júbilo.
- 4 Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele
que cavalga sobre as nuvens, pois o seu nome é Já; exultai
diante dele.
- 5 Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus na sua santa
morada.
- 6 Deus faz que o solitário viva em família; liberta os
presos e os faz prosperar; mas os rebeldes habitam em terra árida.
- 7 ç Deus! quando saías à frente do teu povo, quando
caminhavas pelo deserto,
- 8 a terra se abalava e os céus gotejavam perante a face de
Deus; o próprio Sinai tremeu na presença de Deus, do Deus de
Israel.
- 9 Tu, ó Deus, mandaste copiosa chuva; restauraste a tua
herança, quando estava cansada.
- 10 Nela habitava o teu rebanho; da tua bondade, ó Deus,
proveste o pobre.
- 11 O Senhor proclama a palavra; grande é a companhia dos que
anunciam as boas-novas.
- 12 Reis de exércitos fogem, sim, fogem; as mulheres em casa
repartem os despojos.
- 13 Deitados entre redis, sois como as asas da pomba cobertas
de prata, com as suas penas de ouro amarelo.
- 14 Quando o Todo-Poderoso ali dispersou os reis, caiu neve em
Zalmom.
- 15 Monte grandíssimo é o monte de Basã; monte de cimos
numerosos é o monte de Basã!
- 16 Por que estás, ó monte de cimos numerosos, olhando com
inveja o monte que Deus desejou para sua habitação? Na verdade o
Senhor habitará nele eternamente.
- 17 Os carros de Deus são miríades, milhares de milhares. O
Senhor está no meio deles, como em Sinai no santuário.
- 18 Tu subiste ao alto, levando os teus cativos; recebeste
dons dentre os homens, e até dentre os rebeldes, para que o
Senhor Deus habitasse entre eles.
- 19 Bendito seja o Senhor, que diariamente leva a nossa carga,
o Deus que é a nossa salvação.
- 20 Deus é para nós um Deus de libertação; a Jeová, o
Senhor, pertence o livramento da morte.
- 21 Mas Deus esmagará a cabeça de seus inimigos, o crânio
cabeludo daquele que prossegue em suas culpas.
- 22 Disse o Senhor: Eu os farei voltar de Basã; fa-los-ei
voltar das profundezas do mar;
- 23 para que mergulhes o teu pé em sangue, e para que a língua
dos teus cães tenha dos inimigos o seu quinhão.
- 24 Viu-se, ó Deus, a tua entrada, a entrada do meu Deus, meu
Rei, no santuário.
- 25 Iam na frente os cantores, atrás os tocadores de
instrumentos, no meio as donzelas que tocavam adufes.
- 26 Bendizei a Deus nas congregações, ao Senhor, vós que
sois da fonte de Israel.
- 27 Ali está Benjamim, o menor deles, na frente; os chefes de
Judá com o seu ajuntamento; os chefes de Judá com o seu
ajuntamento; os chefes de Zebulom e os chefes de Naftali.
- 28 Ordena, ó Deus, a tua força; confirma, ó Deus, o que já
fizeste por nós.
- 29 Por amor do teu templo em Jerusalém, os reis te trarão
presentes.
- 30 Repreende as feras dos caniçais, a multidão dos touros,
com os bezerros dos povos. Calca aos pés as suas peças de prata;
dissipa os povos que se deleitam na guerra.
- 31 Venham embaixadores do Egito; estenda a Etiópia
ansiosamente as mãos para Deus.
- 32 Reinos da terra, cantai a Deus, cantai louvores ao Senhor,
- 33 àquele que vai montado sobre os céus dos céus, que são
desde a antigüidade; eis que faz ouvir a sua voz, voz veemente.
- 34 Atribuí a Deus força; sobre Israel está a sua excelência,
e a sua força nos firmamento.
- 35 ç Deus, tu és tremendo desde o teu santuário; o Deus de
Israel, ele dá força e poder ao seu povo. Bendito seja Deus!
- Índice
-
- SALMOS
[69]
-
- 1 Salva-me, ó Deus, pois as águas me sobem até o
pescoço.
- 2 Atolei-me em profundo lamaçal, onde não se pode
firmar o pé; entrei na profundeza das águas, onde a corrente me
submerge.
- 3 Estou cansado de clamar; secou-se-me a garganta; os
meus olhos desfalecem de esperar por meu Deus.
- 4 Aqueles que me odeiam sem causa são mais do que os
cabelos da minha cabeça; poderosos são aqueles que procuram
destruir-me, que me atacam com mentiras; por isso tenho de
restituir o que não extorqui.
- 5 Tu, ó Deus, bem conheces a minha estultícia, e as
minhas culpas não são ocultas.
- 6 Não sejam envergonhados por minha causa aqueles que
esperam em ti, ó Senhor Deus dos exércitos; não sejam
confundidos por minha causa aqueles que te buscam, ó Deus de
Israel.
- 7 Porque por amor de ti tenho suportado afrontas; a
confusão me cobriu o rosto.
- 8 Tornei-me como um estranho para os meus irmãos, e um
desconhecido para os filhos de minha mãe.
- 9 Pois o zelo da tua casa me devorou, e as afrontas dos
que te afrontam caíram sobre mim.
- 10 Quando chorei e castiguei com jejum a minha alma,
isto se me tornou em afrontas.
- 11 Quando me vesti de cilício, fiz-me para eles um provérbio.
- 12 Aqueles que se sentem à porta falam de mim; e sou
objeto das cantigas dos bêbedos.
- 13 Eu, porém, faço a minha oração a ti, ó Senhor,
em tempo aceitável; ouve-me, ó Deus, segundo a grandeza da tua
benignidade, segundo a fidelidade da tua salvação.
- 14 Tira-me do lamaçal, e não me deixes afundar; seja
eu salvo dos meus inimigos, e das profundezas das águas.
- 15 Não me submerja a corrente das águas e não me
trague o abismo, nem cerre a cova a sua boca sobre mim.
- 16 Ouve-me, Senhor, pois grande é a tua benignidade;
volta-te para mim segundo a tua muitíssima compaixão.
- 17 Não escondas o teu rosto do teu servo; ouve-me
depressa, pois estou angustiado.
- 18 Aproxima-te da minha alma, e redime-a; resgata-me por
causa dos meus inimigos.
- 19 Tu conheces o meu opróbrio, a minha vergonha, e a
minha ignomínia; diante de ti estão todos os meus adversários.
- 20 Afrontas quebrantaram-me o coração, e estou
debilitado. Esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não
houve nenhum; e por consoladores, mas não os achei.
- 21 Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram
a beber vinagre.
- 22 Torne-se a sua mesa diante deles em laço, e
sejam-lhes as suas ofertas pacíficas uma armadilha.
- 23 Obscureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam, e
faze com que os seus lombos tremam constantemente.
- 24 Derrama sobre eles a tua indignação, e apanhe-os o
ardor da tua ira.
- 25 Fique desolada a sua habitação, e não haja quem
habite nas suas tendas.
- 26 Pois perseguem a quem afligiste, e aumentam a dor
daqueles a quem feriste.
- 27 Acrescenta iniqüidade à iniqüidade deles, e não
encontrem eles absolvição na tua justiça.
- 28 Sejam riscados do livro da vida, e não sejam
inscritos com os justos.
- 29 Eu, porém, estou aflito e triste; a tua salvação,
ó Deus, me ponha num alto retiro.
- 30 Louvarei o nome de Deus com um cântico, e engrandecê-lo-ei
com ação de graças.
- 31 Isto será mais agradável ao Senhor do que um boi,
ou um novilho que tem pontas e unhas.
- 32 Vejam isto os mansos, e se alegrem; vós que buscais
a Deus reviva o vosso coração.
- 33 Porque o Senhor ouve os necessitados, e não despreza
os seus, embora sejam prisioneiros.
- 34 Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo quanto
neles se move.
- 35 Porque Deus salvará a Sião, e edificará as cidades
de Judá, e ali habitarão os seus servos e a possuirão.
- 36 E herda-la-á a descendência de seus servos, e os
que amam o seu nome habitarão nela.
- Índice
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- HABACUQUE [1]
- 1 O oráculo que o profeta Habacuque viu.
- 2 Até quando Senhor, clamarei eu, e tu não escutarás? ou
gritarei a ti: Violência! e não salvarás?
- 3 Por que razão me fazes ver a iniqüidade, e a opressão?
Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há também
contendas, e o litígio é suscitado.
- 4 Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se
manifesta; porque o ímpio cerca o justo, de sorte que a justiça
é pervertida.
- 5 Vede entre as nações, e olhai; maravilhai-vos e
admirai-vos; porque realizo em vossos dias uma obra, que vós não
acreditareis, quando vos for contada.
- 6 Pois eis que suscito os caldeus, essa nação feroz e
impetuosa, que marcha sobre a largura da terra para se apoderar de
moradas que não são suas.
- 7 Ela é terrível e espantosa; dela mesma sai o seu juízo e
a sua dignidade.
- 8 Os seis cavalos são mais ligeiros do que os leopardos, se
mais ferozes do que os lobos a tarde; os seus cavaleiros
espalham-se por toda a parte; sim, os seus cavaleiros vêm de
longe; voam como a águia que se apressa a devorar.
- 9 Eles todos vêm com violência; a sua vanguarda irrompe
como o vento oriental; eles ajuntam cativos como areia.
- 10 Escarnecem dos reis, e dos príncipes fazem zombaria; eles
se riem de todas as fortalezas; porque, amontoando terra, as
tomam.
- 11 Então passam impetuosamente, como um vento, e seguem, mas
eles são culpados, esses cujo próprio poder e o seu deus.
- 12 Não és tu desde a eternidade, ó Senhor meu Deus, meu
santo? Nós não morreremos. Senhor, para juízo puseste este
povo; e tu, ó Rocha, o estabeleceste para correção.
- 13 Tu que és tão puro de olhos que não podes ver o mal, e
que não podes contemplar a perversidade, por que olhas pára os
que procedem aleivosamente, e te calas enquanto o ímpio devora
aquele que e mais justo do que ele.
- 14 E farias os homens como os peixes do mar, como os répteis,
que não têm quem os governe,
- 15 Ele a todos levanta com o anzol, apanha-os com a sua rede;
e os ajunta na sua rede varredoura; por isso ele se alegra e se
regozija.
- 16 Por isso sacrifica à sua rede, e queima incenso à sua
varredoura; porque por elas enriquece a sua porção, e abundante
a sua comida.
- 17 Porventura por isso continuara esvaziando a sua rede e
matando sem piedade os povos?
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