ANTES DE DIVULGAR NOTÍCIAS VIA INTERNET CONFIRMEM
Prezados companheiros, que me enviaram e/ou leram um e-mail que
falava que Bruno Minervino, filho do Presidente do TJDF, Dr.
Edmundo Minervino, era um dos assassinos do índio Galdino: até
onde pesquisei a NOTÍCIA É FALSA. Os assassinos do índio e que
foram: presos, julgados e condenados são: Max Rogério Alves,
Antônio Novely Cardoso Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida e
Eron Chaves de Oliveira, e ainda o então menor de idade
G.N.A.J., primo de Eron. Conforme pesquisa em jornal digital (novomilenio),
realmente, o Bruno Minervino, odontólogo, fez um concurso para
técnico judiciário na área de segurança do TJDF, de onde o pai
era Presidente, concurso esse que tinha 12 vagas, ele passou em
65ª colocação, posteriormente ao concurso o número de vagas para
área de segurança subiu de 12 para 70, logo ele foi nomeado no
cargo para o qual fez o concurso, com um salário de R$ 1.300,00,
12 dias depois foi remanejado para um cargo de assessor, ficando
como dentista, com um salário de R$ 6.600,00; conforme o pai de
Bruno, Presidente do TJDF, “tudo foi feito dentro da
legalidade”. Se foi ético o povo e a história julgará.
Realmente, noticia como aquela (um assassino, em pouco menos de
quatro anos, mata de maneira torpe, se liberta, faz um concurso,
para um cargo e de imediato passa para outro com um salário seis
vezes maior) deixa indignada qualquer pessoa que respeita a vida
humana, trabalha sério e têm um mínimo de ética naquilo que
realiza. Essa indignação, acredito, foi o que levou tantas
pessoas repassarem a notícia, sem verificar sua veracidade.
Quanto ao Brasil, acredito que tem solução, a partir de nós,
como pais, avós, tios, enfim, formadores de opinião. Não
acredito que os pais dos jovens que realmente assassinaram o
índio Galdino, tenham, deliberadamente, dado uma educação para
eles, prevendo que um dia iriam matar de forma tão torpe, sequer
um animal e muito menos um ser humano, no caso do índio. Não
acredito, também, que o pai de um juiz o tenha direcionado,
propositadamente, para que no futuro ele viesse a permitir a
prática de atos, conhecido popularmente como “lei de Gerson”, e
que demonstram falta de ética. Longe de mim julgar a educação
dada por pessoas que não conheço, mas o que tenho presenciado,
infelizmente, numa boa parte das educações domésticas é: a
permissividade; a falta de “nãos”; o “passar a mão na cabeça”; a
falta do castigo; e peço licença para contrariar a “psicologia
atual”, a falta de uma boa “sova” na hora certa; aliados à
impunidade jurídica; e antes de tudo, a falta de religiosidade;
tudo isto tem gerado coisas como as relatadas no referido
e-mail.
Quando falo em religiosidade, não é apenas “assistir” a Missa
aos domingos, mas acima de tudo “participar” da missa com toda
família e se engajar em alguma pastoral que lhe permita estudar
e discutir a vida a partir dos Evangelhos, e, em grupo levantar
situações para ajudar o próximo. Desta forma, ao menos, com a
desgraça alheia nota-se o quanto se tem de agradecer a Deus pelo
que se possui e consequentemente passa-se a ter mais amor e
respeito pelos semelhantes. Bem sei que pertencer a um movimento
qualquer da igreja não exclui a pessoa de futuramente cometer um
ato amoral, antiético ou mesmo criminoso, mas a incidência, com
certeza, é bem menor do que no grupo que vive alheio a
verdadeira religiosidade. Entendo que a missão dos homens e
mulheres de bem que pretendem ter um Brasil melhor para seus
filhos é educá-los dentro dos princípios éticos e morais que
tanto se alardeia, mas acima de tudo orientá-los com exemplos,
esquecendo a “lei de Gerson” e outras semelhantes, em destaque,
atualmente, em nosso País, com isto o Brasil será mais bem
administrado por eles e para eles (nossos filhos e netos).
Carlos Alberto Melo