A casa dos grandes pensadores
 
 
 

CARLOS ALBERTO MELO

 

ÉTICA

ANTES DE DIVULGAR NOTÍCIAS VIA INTERNET CONFIRMEM

Prezados companheiros, que me enviaram e/ou leram um e-mail que falava que Bruno Minervino, filho do Presidente do TJDF, Dr. Edmundo Minervino, era um dos assassinos do índio Galdino: até onde pesquisei a NOTÍCIA É FALSA. Os assassinos do índio e que foram: presos, julgados e condenados são: Max Rogério Alves, Antônio Novely Cardoso Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida e Eron Chaves de Oliveira, e ainda o então menor de idade G.N.A.J., primo de Eron. Conforme pesquisa em jornal digital (novomilenio), realmente, o Bruno Minervino, odontólogo, fez um concurso para técnico judiciário na área de segurança do TJDF, de onde o pai era Presidente, concurso esse que tinha 12 vagas, ele passou em 65ª colocação, posteriormente ao concurso o número de vagas para área de segurança subiu de 12 para 70, logo ele foi nomeado no cargo para o qual fez o concurso, com um salário de R$ 1.300,00, 12 dias depois foi remanejado para um cargo de assessor, ficando como dentista, com um salário de R$ 6.600,00; conforme o pai de Bruno, Presidente do TJDF, “tudo foi feito dentro da legalidade”. Se foi ético o povo e a história julgará.

Realmente, noticia como aquela (um assassino, em pouco menos de quatro anos, mata de maneira torpe, se liberta, faz um concurso, para um cargo e de imediato passa para outro com um salário seis vezes maior) deixa indignada qualquer pessoa que respeita a vida humana, trabalha sério e têm um mínimo de ética naquilo que realiza. Essa indignação, acredito, foi o que levou tantas pessoas repassarem a notícia, sem verificar sua veracidade. 

Quanto ao Brasil, acredito que tem solução, a partir de nós, como pais, avós, tios, enfim, formadores de opinião. Não acredito que os pais dos jovens que realmente assassinaram o índio Galdino, tenham, deliberadamente, dado uma educação para eles, prevendo que um dia iriam matar de forma tão torpe, sequer um animal e muito menos um ser humano, no caso do índio. Não acredito, também, que o pai de um juiz o tenha direcionado, propositadamente, para que no futuro ele viesse a permitir a prática de atos, conhecido popularmente como “lei de Gerson”, e que demonstram falta de ética. Longe de mim julgar a educação dada por pessoas que não conheço, mas o que tenho presenciado, infelizmente, numa boa parte das educações domésticas é: a permissividade; a falta de “nãos”; o “passar a mão na cabeça”; a falta do castigo; e peço licença para contrariar a “psicologia atual”, a falta de uma boa “sova” na hora certa; aliados à impunidade jurídica; e antes de tudo, a falta de religiosidade; tudo isto tem gerado coisas como as relatadas no referido e-mail.

Quando falo em religiosidade, não é apenas “assistir” a Missa aos domingos, mas acima de tudo “participar” da missa com toda família e se engajar em alguma pastoral que lhe permita estudar e discutir a vida a partir dos Evangelhos, e, em grupo levantar situações para ajudar o próximo. Desta forma, ao menos, com a desgraça alheia nota-se o quanto se tem de agradecer a Deus pelo que se possui e consequentemente passa-se a ter mais amor e respeito pelos semelhantes. Bem sei que pertencer a um movimento qualquer da igreja não exclui a pessoa de futuramente cometer um ato amoral, antiético ou mesmo criminoso, mas a incidência, com certeza, é bem menor do que no grupo que vive alheio a verdadeira religiosidade. Entendo que a missão dos homens e mulheres de bem que pretendem ter um Brasil melhor para seus filhos é educá-los dentro dos princípios éticos e morais que tanto se alardeia, mas acima de tudo orientá-los com exemplos, esquecendo a “lei de Gerson” e outras semelhantes, em destaque, atualmente, em nosso País, com isto o Brasil será mais bem administrado por eles e para eles (nossos filhos e netos).

Carlos Alberto Melo
 

Publicação: www.paralerepensar.com.br  - 27/08/2007