O PAPA, VIDA, CASTIDADE E FAMÍLIA
A
visita do Papa Bento XVI, ao Brasil, neste ano de 2007, trouxe
para nós cristãos católicos, uma visão renovada dos ensinamentos
de nossa Igreja. Por ser a figura máxima de nossa religião aqui
na terra, o Sumo Pontífice, nos fez repensar sobre nossas
atitudes; o seu sorriso e o encontro com os jovens nos revelaram
um Bento XVI, que ainda não haviam nos mostrado. As colocações
feitas por ele, que nada tiveram de nova, me fizeram lembrar uma
frase do educador Thiago Lacerda que diz: “Eu não trago um
caminho novo, o que trago de novo é o jeito de caminhar”.
Três
foram os itens principais dos pronunciamentos de nosso Papa,
sobre os quais tecemos os comentários adiante:
I – Respeito à
vida – está na Bíblia e nos ensinamentos diários da Igreja,
matar é pecado, conforme o 5º Mandamento. Não existe nenhuma
colocação nos ensinamentos de Cristo que nos diga: quando for
para salvar a vida de outro, pode matar o seu próximo. Quem ama
o próximo como Jesus nos amou, jamais vai permitir nenhum mal a
qualquer ser com alma, a qual deverá voltar um dia para prestar
contas ao Criador.
II – Castidade –
é o sexto mandamento da Lei de Deus. Durante estes dias da
visita do Papa, as televisões mostraram vários grupos de jovens
que vivem como tantos outros, estudam, freqüentam festas, vão à
praia, mas diferentemente da grande maioria, disseram que se
mantêm castos e anote, nenhum deles vai morrer por causa disto,
muito pelo contrário, estão menos passiveis de pegar doenças e
possivelmente terão um casamento duradouro e conseqüentemente
sem problemas neurológicos por conta de vidas desregradas. O
único problema na castidade é que se for disseminada os
empresários das indústrias de camisinhas deixarão de ter altos
lucros.
III – A
preservação da família – apesar da CNBB, ter se apressado em
dizer que o Papa tinha se referido ao divórcio como chaga e não
praga, não concordo com esta tradução, pois se entendermos como
chaga poderemos inclusive comparar com as Chagas de Jesus, que
faz parte de nossa salvação; por conta disto eu entendo que o
divórcio é realmente uma praga (abundância de coisas
desagradáveis – Dic.Aurélio),pois se alastra destruindo vidas
culpadas e inocentes e vem acompanhado, na grande maioria, do
desrespeito aos 6º, 9º e 8º Mandamentos, trazendo como
conseqüência espiritual, além do pecado, a proibição pela Igreja
de participação nos Sacramentos, sendo o mais sentido pelo
católico, a Comunhão. No campo físico, a separação traz também,
problemas financeiros, problemas psicológicos no casal e nos
filhos com possíveis reflexos nos estudos e conseqüentemente na
vida futura, bem como, a criação de nova família, sem as bênçãos
da Igreja e provavelmente com os mesmos ou piores problemas.
Entendo que a forma principal de seguir os itens acima com a
conseqüente preservação da família é a ida à Igreja de toda
família, mas numa mesma Missa, e, é também o trabalho pastoral e
comunitário por todos os membros da família, onde se tome
conhecimento e amenize-se o sofrimento de nossos irmãos menos
afortunados, a fim de que numa determinada hora, em casa, possa
ser desligado o televisor e trocado idéias das experiências
sobre a vivência cristã de cada um, pois a destruição da família
estará mais próxima quando cada um de seus membros vai para um
lado, nas horas de ir à Casa de Deus. Não tenho uma fórmula
pronta, tenho experiência agradável e desagradável, que tento
passar para que cada um, use seu livre arbítrio e procure o
melhor caminho para casa do Pai.
Outro item, que o Papa acentuou, porém com menor intensidade que
os três acima, foi com respeito a necessidade de mudança nos
meios de comunicação, principalmente na televisão, que tanto
retrata e fala em crimes e traições, a fim de aumentar suas
audiências, por conta disto considero a conscientização da
realização de um número bem maior de programas e reportagens
trazendo cunho educativo e religioso, uma utopia, quando sequer
a Igreja consegue convencer seus pastores da necessidade de
voltar a sala de aula para se reciclarem a fim de melhor
competir com os comunicadores da imprensa e das outras igrejas.
Cuidemos, pois primeiro de nossas famílias, o resto virá em
acréscimo.
- Carlos Alberto Melo
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Publicação:
www.paralerepensar.com.br
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29/06/2007