A casa dos grandes pensadores
 
 
 

CARLOS ALBERTO MELO

 

O PAPA, VIDA, CASTIDADE E FAMÍLIA 

            A visita do Papa Bento XVI, ao Brasil, neste ano de 2007, trouxe para nós cristãos católicos, uma visão renovada dos ensinamentos de nossa Igreja. Por ser a figura máxima de nossa religião aqui na terra, o Sumo Pontífice, nos fez repensar sobre nossas atitudes; o seu sorriso e o encontro com os jovens nos revelaram um Bento XVI, que ainda não haviam nos mostrado. As colocações feitas por ele, que nada tiveram de nova, me fizeram lembrar uma frase do educador Thiago Lacerda que diz: “Eu não trago um caminho novo, o que trago de novo é o jeito de caminhar”.

            Três foram os itens principais dos pronunciamentos de nosso Papa, sobre os quais tecemos os comentários adiante:

I – Respeito à vida – está na Bíblia e nos ensinamentos diários da Igreja, matar é pecado, conforme o 5º Mandamento. Não existe nenhuma colocação nos ensinamentos de Cristo que nos diga: quando for para salvar a vida de outro, pode matar o seu próximo. Quem ama o próximo como Jesus nos amou, jamais vai permitir nenhum mal a qualquer ser com alma, a qual deverá voltar um dia para prestar contas ao Criador.

II – Castidade – é o sexto mandamento da Lei de Deus. Durante estes dias da visita do Papa, as televisões mostraram vários grupos de jovens que vivem como tantos outros, estudam, freqüentam festas, vão à praia, mas diferentemente da grande maioria, disseram que se mantêm castos e anote, nenhum deles vai morrer por causa disto, muito pelo contrário, estão menos passiveis de pegar doenças e possivelmente terão um casamento duradouro e conseqüentemente sem problemas neurológicos por conta de vidas desregradas. O único problema na castidade é que se for disseminada os empresários das indústrias de camisinhas deixarão de ter altos lucros.

III – A preservação da família – apesar da CNBB, ter se apressado em dizer que o Papa tinha se referido ao divórcio como chaga e não praga, não concordo com esta tradução, pois se entendermos como chaga poderemos inclusive comparar com as Chagas de Jesus, que faz parte de nossa salvação; por conta disto eu entendo que o divórcio é realmente uma praga (abundância de coisas desagradáveis – Dic.Aurélio),pois se alastra destruindo vidas culpadas e inocentes e vem acompanhado, na grande maioria, do desrespeito aos 6º, 9º e 8º Mandamentos, trazendo como conseqüência espiritual, além do pecado, a proibição pela Igreja de participação nos Sacramentos, sendo o mais sentido pelo católico, a Comunhão. No campo físico, a separação traz também, problemas financeiros, problemas psicológicos no casal e nos filhos com possíveis reflexos nos estudos e conseqüentemente na vida futura, bem como, a criação de nova família, sem as bênçãos da Igreja e provavelmente com os mesmos ou piores problemas.

            Entendo que a forma principal de seguir os itens acima com a conseqüente preservação da família é a ida à Igreja de toda família, mas numa mesma Missa, e, é também o trabalho pastoral e comunitário por todos os membros da família, onde se tome conhecimento e amenize-se o sofrimento de nossos irmãos menos afortunados, a fim de que numa determinada hora, em casa, possa ser desligado o televisor e trocado idéias das experiências sobre a vivência cristã de cada um, pois a destruição da família estará mais próxima quando cada um de seus membros vai para um lado, nas horas de ir à Casa de Deus. Não tenho uma fórmula pronta, tenho experiência agradável e desagradável, que tento passar para que cada um, use seu livre arbítrio e procure o melhor caminho para casa do Pai.

Outro item, que o Papa acentuou, porém com menor intensidade que os três acima, foi com respeito a necessidade de mudança nos meios de comunicação, principalmente na televisão, que tanto retrata e fala em crimes e traições, a fim de aumentar suas audiências, por conta disto considero a conscientização da realização de um número bem maior de programas e reportagens trazendo cunho educativo e religioso, uma utopia, quando sequer a Igreja consegue convencer seus pastores da necessidade de voltar a sala de aula para se reciclarem a fim de melhor competir com os comunicadores da imprensa e das outras igrejas. Cuidemos, pois primeiro de nossas famílias, o resto virá em acréscimo.

Carlos Alberto Melo
 
Publicação: www.paralerepensar.com.br  - 29/06/2007