OS MEIOS DE COMUNICAÇÕES - NOVELAS
Nossa Igreja fez, como todos os anos, uma Semana da Comunicação
com a Pastoral da Comunicação, da qual participo, fazendo
palestras e debates em várias comunidades, sobre a influência da
comunicação nos jovens e nas famílias. A vedete da vez tem sido
a mídia e em especial a televisão e mais especial ainda as
novelas da Rede Globo, como destruidora dos casamentos e
consequentemente das famílias. Como propostas, têm aparecido
sugestões difíceis de serem cumpridas ou até utópicas como: -
pedir que os anunciadores deixem de anunciar no horário desse
tipo de novela (estas novelas é que dão IBOPE); - desligar a
televisão na hora da novela (os pais colocam uma televisão em
cada dependência da casa e cada um se torna “dono”, logo só ele
vai desligar, e, onde fica a democracia); portanto, entendemos
que o caminho não é crítica às novelas e muito menos à mídia, a
qual em muitos casos é super educativa, informativa e
necessária.
Só para se ter uma idéia, algum tempo atrás, participava de uma
dessas reuniões, e uma senhora dessas “carolas”, falava mal e
chegava a insultar casais de segundo casamentos, e os motivos de
suas separações, dizendo-se baseada no Papa. Quase ao final da
reunião, quando não lembravam mais, em tom de brincadeira
perguntei, quem estava vendo a novela das oito na Globo, onde a
personagem Maria Luiza traía o esposo Antenor? De imediato a
senhora “dona da verdade” disse: ela faz muito bem, porque o
marido é um safado! Ante o olhar de todos, quando notou a
besteira que tinha dito, ela apenas completou: mas ali é novela.
Então aproveitei para dar minha sugestão que vai abaixo:
1º) Não vamos
divulgar o conteúdo que consideramos errado das novelas, parece
até propaganda da Globo, porque até quem não assiste fica
curioso para ver.
2º) Novela desse
tipo, que citei, ou cenas como a mencionada, de adultério, pode
ser vista, pela família, e nós ditos religiosos devemos fazer
comentários (na hora da propaganda para ninguém reclamar) da
seguinte forma: tornou-se uma pecadora tanto quanto o Antenor;
na Igreja vão ser vistos com outros olhos, nem comungar podem
mais; financeiramente vão ficar numa situação pior, porque vão
ter que dividir a fortuna e ainda gastar com advogados e o que é
pior, vão arranjar outras pessoas para dividir ainda mais o que
tem e possivelmente cometer os mesmos erros; ou seja:
comentários que mostrem o lado ruim daquele ato para que outras
pessoas, principalmente nossos jovens, não queiram copiá-lo e
nunca comentário como foi feito pela “dona da verdade” acima,
considerando que a atitude da mulher que trai é perfeita.
3º) A família,
dificilmente é destruída, quando vai junto à Igreja, professa
uma mesma fé, trabalha em pastorais ajudando os mais
necessitados e tem uma determinada hora em casa, para conversar
sobre suas atividades. Esta afirmativa provém de pesquisas que
tenho feito dentro das Igrejas que freqüento. Porque é quase
impossível o esfacelamento da família que escuta sempre de uma
mesma forma, falar sobre Jesus, e o jeito como ele pregava a
união da família. Claro que as exceções existem, mas são
exceções e como tal devem ser tratadas. Os protagonistas dessas
exceções devem receber o respeito de todos, sejam cléricos ou
leigos.
4º) Com respeito
aos jovens, fiquei abismado com um casal de namorados, jovens de
cerca de 20 anos, o qual freqüenta a Igreja, mas vai a barzinho,
a balada, etc, igual a qualquer jovem. Os dois dizem abertamente
que são castos e que vão esperar o casamento. Para muitos, ditos
cristãos, isso é exagero, mas seria ótimo que todos pensassem
como esses jovens. Há 40 anos atrás quando casei, a grande
maioria pensava desse jeito e ninguém morria por isto, hoje, se
a castidade tivesse continuado, seria prejudicial apenas para os
fabricantes de camisinhas.
- Carlos
Alberto Melo
-
Advogado
OAB/PE 11576.
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- Publicação:
www.paralerepensar.com.br
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29/08/2008