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CLAUDE MONET

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CLAUDE MONET (1840-1926)

Nasceu em Paris, em 14 de novembro de 1840. Rapidamente seu talento foi revelado em Le Havre, lugar onde sua família foi morar.

Sua atitude perante a arte foi transformada quando viu a possibilidade de pintar ao ar livre. Sua coleção de pinturas japonesas também o ajudou para isso.

Em 1859 Monet voltou para Paris. Visitou o salão de artes muitas vezes e entrou para o ateliê suíço, onde Courbet havia trabalhado. Monet pôde apreciar muitos quadros de Courbet e Delacroix e se encontrar com os artistas desse período.

Teve que ir para a Argélia por causa do serviço militar. Seu pai o tirou de lá quando ficou seriamente doente. Voltando para Le Havre, sofreu influência de Johan Barthola Jongkind.

Voltou para Paris em 1862 e foi para a Escola de Belas Artes. Monet e seus colegas estudantes, Bazille, Renoir e Sisley formaram um grupo a parte. Em 1863 foram estudar pintura ao ar livre, na floresta de Fontainebleau em Chailly.

Em 1865 Monet passava dificuldades financeiras e Bazille dividiu com ele seu ateliê. Nessa época, seu nome se confundia com o de Edouard Manet, que já era consagrado e se irritou com a comparação. Monet que admirava Manet resolveu se afastar e voltou a pintar em Chailly. Courbet foi visita-lo e sugeriu algumas alterações em suas pinturas, depois de algum tempo, arrependeu-se das alterações que havia feito.

Em 1867 novamente enfrentou dificuldades financeiras. Bazille tentando ajuda-lo, comprou "Mulher no Jardim", mas isso não resolveu o problema. Monet se viu obrigado a voltar para Le Havre, nesse meio tempo nesce seu filho, Jean Monet em Paris.

No café Guerbois, em Paris, um lugar de encontro dos artistas, Monet se inspirou em estudar novas experiências. Ele e Renoir começaram a estudar os efeitos da luz na água, sua dedicação era tanta que acabou construiu um barco-estúdio para melhor aproveitamento de suas observações.

Monet foi o grande responsável pela primeira apresentação em grupo dos impressionistas em 1874. O nome impressionismo foi dado ao quadro de Monet "Impressão: nascer do sol". Em 1878 nasce seu segundo filho, Michel e no ano seguinte morre sua esposa, Camille.

Monet expôs com o grupo muitas vezes e trabalhou em vários lugares próximos de Paris. Casou-se novamente com a viuva de um amigo seu, Ernest Hoschedé e foram viver em Giverny, próximo ao rio Epte, em1883. Morreu no ano de 1926 neste mesmo local.

Em Giverny, a partir de 1890, ele começou a pintar em horas diferentes do dia, de acordo com a mudança da luz.

Monet se dedicou a observar e pintar as diversas intensidade da luz e das cores, seu estilo influenciou até mesmo os artistas do século XX.

FONTE: JORNAL A TARDE

MONET E A FOTOGRAFIA


A pintura e fotografia, enquanto formas de comunicação visual, são elementos básicos da integração humana. É uma mediação para que o indivíduo apreenda a realidade de forma única e particular, tornando-o capaz de estabelecer, manter e aumentar contatos com as outras pessoas.

Para verificar a relação existente entre o impressionismo de Monet e a fotografia, ambos inseridos no âmbito da comunicação visual, parti do princípio de que a comunicação visual é realizada através da percepção pessoal do artista e do fotógrafo sobre os mais diversos temas.

Escolhi Monet, dentre os diversos pintores, inclusive impressionistas, para ser objeto de comparação à fotografia. Monet pintava ao ar livre, de modo a lhe permitir uma captação mais próxima da realidade, das manifestações da luz sobre os objetos. O processo de trabalho de Monet assemelha-se ao processo fotográfico: a fotografia registra as manifestações da luz sobre os objetos. Como parecia impossível à Monet pintar duas vezes mesmo quadro, apesar de fazer várias tentativas, ocorre o mesmo com a tentativa de obter duas vezes a mesma fotografia.

Monet desenvolveu um trabalho intitulado de impressionista, buscando retratar, da forma mais fiel possível, a incidência da luz sobre as coisas, traduzindo, na pintura, seu próprio sentimento e visão ante a realidade. Salientam-se, pois, a luz e a cor natural, capturada em ambiente externo, de maneira que qualquer desvio no ângulo dos raios solares implica em uma mudança concomitante das cores e tons. Nesse contexto, apesar de retratar o mesmo cenário várias vezes, os resultados obtidos seriam sempre diferentes.

Fotografar é imortalizar um momento único, ao qual não se poderá mais voltar, senão através daquele registro. Nada mais que um simples clique, um momento, um único e eterno registro. Imagens que serão para sempre não a mera realidade apreendida, mas a que foi captada pelo olhar do fotógrafo. Mesmo tentando fazer um enquadramento igual ou conservando o mesmo ângulo, torna-se impossível tirar duas vezes a mesma fotografia, por que as condições de luz são mutáveis e variam de segundo a segundo.

São evidentes as semelhanças entre os dois processos de comunicação visual: a pintura impressionista de Monet e a fotografia. A luz é a fonte, o início de ambos trabalhos: Monet procurava ser fiel às suas nuances, à impressão que deixava nos objetos; fotografar é um processo que capta a configuração da luz; onde há luz, percebe-se a formação do objeto, onde não há, percebe-se a sombra.

Em suma, foi tomada como pressuposição a idéia de que as imagens reproduzidas, seja pela fotografia ou pela pintura, não são a mera realidade apreendida, mas uma configuração única, obtida segundo a visão de quem assim a configurou.

FONTE: JORNAL A TARDE