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CONFÚCIO - PENSAMENTOS FILOSÓFICOS

 

1 – Confúcio não pregava a extrema doutrina de pagar a arrogância com a humildade e a violência com amor. “Trata teu inimigo com justiça e teu amigo com bondade”, foi seu conselho mais prudente. Sê justo para com teu inimigo, mas não o irrites com teu amor. Seria apenas derramar mais óleo no fogo do seu ódio. Por um lado, é brutal vingar um insulto, por outro é tolo perdoá-lo. Julga-o com justiça e procede de acordo com o devido respeito à tua própria dignidade e aos direitos de teu inimigo. 

2 - Gostava de lidar com os fracassados e de lhes minorar as deficiências.

 – “A quem hei de associar-me se não aos sofredores?” Replicou certa vez a um discípulo que lhe censurou os hábitos democráticos. 

3 – Quando seus adeptos pediram que definisse todo o seu código de ética numa só palavra, respondeu: “Não será Reciprocidade essa palavra?” E explicando:  “Reciprocidade quer dizer, apenas, que o que não gostais que vos façam, não o fareis a outrem.” 

4 – Não era um extremista sentimental. Suas simpatias eram práticas e não ultrapassavam a natureza humana. “Não nos podemos retirar do mundo” disse “e associar-nos às aves, aos animais que não possuem afinidades conosco.” Não se interessava por animais nem por anjos, mais sim pelos homens. 

5 -  Diante de algum julgamento mostrava-se mais interessado em remover a causa do crime do que punir os criminosos. Nesse tempo, o país vivia infestado de pequenos ladrões e salteadores. Alguns cidadãos de elite consultaram-no sobre o que deviam fazer para reprimir esses abusos, e ele respondeu: ” O único meio de acabar com o furto é acabar com vossa própria avidez. Quando deixardes de ser ávidos, não tereis mais bens em excesso para serem furtados por ninguém.”

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SABEDORIA

 
Uma  vez perguntaram a Confúcio:
 
- O que mais o surpreende na humanidade?
Confúcio respondeu:
- Os homens perdem a saúde para juntar  dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperá-la. Por  pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro.
E concluiu:
- Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não  tivessem vivido...

(Confúcio - China: 551 AC - 479 AC)