
- RISO
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- Caçoas de mim e sei,
enfim não lembras,
- Que minhas lágrimas
aplacaram
- A sede das flores que
me jogastes,
- E são água da cânfora
onde bebes.
-
- Me escusas, após saber
meus segredos,
- A mansidão do meu ser
solitário,
- E me foges desgastando
a ilusão,
- O carinho que exalava
encantado.
-
- Me escondes a face, tua
áurea
- Em mim permanece assim,
- E ao constante adeus
esqueces,
- Do eu amante discreto,
árido, sequioso, enfim.
-
- Tuas lembranças, tão
simples desejos
- Não deram tempo ao fim
do adeus,
- E sem tempo, luxúria ou
distância,
- Sei sim, os amores
apenas são meus.
Albertino Fernandes
(Pensa-me)
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