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- TE ESPERO
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- Te espero ainda,
- No momento presente,
- No instante parado,
- Na palavra impotente.
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- No passado quebrado,
- Na incerteza da
convivência,
- No crédito de amar,
- Com clamor penitência.
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- Nos rasgos do choro,
- Nas dores do vazio,
- Realçando carmim
pálido,
- Que louco destruiu.
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- Te espero no almoço,
- Te espero no banho,
- No deitar solitário,
- No meu sonho te
acompanho.
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- No caminho das nuvens,
- Te espero no céu,
- Me encontro nas
estrelas,
- Me encubro em teu véu.
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- Te espero nas calçadas,
- Nas ruas, nas vitrines,
- Nas lojas , nos bares,
- Nas noites sem mim.
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- Te espero em meu canto,
- Que mal posso cantar,
- Na voz que emudece,
- Que mal te pode chamar.
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- Te espero no campo,
- Nas favelas, nos
barracos,
- Nas mansões
ensolaradas,
- Nos bilhares, nos
tacos.
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- Te espero viajando,
- Nos Campinas em verão,
- Nos bancos de areia,
- Distraio a solidão.
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- Te espero nas festas,
- No ano novo e natal,
- Nos festejos das ruas,
- No alvoroçado carnaval.
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- Te espero no
restaurante,
- Onde sacio minha fome,
- Te vejo no hambúrguer,
- No guardanapo o teu
nome.
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- Te espero entre amigos,
- Onde aplaco a tristeza,
- Com as mulheres te
encontro,
- Entre a cachaça e a
cerveja.
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- Me queimo neste
inferno,
- E te espero ainda
assim,
- Te prendo em meus
braços,
- E não temo este fim.
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- Albertino Fernandes (
Pensa-me)
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