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Como Condor, nas alturas,
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aonde me levam meus sonhos,
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minha ânsia de liberdade
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- a planar, placidamente,
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bem alto, sobre as agruras,
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tristezas e desventuras,
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dissabores desta vida –
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eu deixo vagar a mente
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em êxtase, livre, pura,
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nas asas da fantasia,
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e sou Condor, tão somente...
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E à noite, repouso e crio,
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sobre a montanha encantada
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das experiências vividas,
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onde, bem alto, distante,
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da pequenez dos meus dias,
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eu construí o meu ninho
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- meu viveiro de poesias
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meu refúgio, minha paz,
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onde estão minhas vivências
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- boas ou más, tanto faz –
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pois cada vivência é um ovo,
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cada ovo, um novo tema
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que, no seu tempo, eclode,
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nascendo um novo poema.
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(D.A.Reservados – FBN/Ministério da Cultura)