A casa dos grandes pensadores
 
 
  ELVIRA CAMARINHA

 

 

 

VENTO SERTANEJO

O sertão nordestino cá chegou...
a Portugal, menino, no Minho,
em cordel entrou o doce sertão,
acolhi-o com muito carinho!
Visão, cheiro, tacto, sensação,
enriquecimento total do meu ser
que se estampa no calor do sertão...
fundem-se os dois, assim, a querer
serem dois em um: nordestminho:
coroa límpida, sem qualquer espinho!
Até a Tágide mais bela de Camões
se ergueu com sua "frauta"cintilante,
para selar a analogia/fusão do instante...
e tanger estes dois poéticos corações,
pelo vento sertanejo, calmo e sereno
tornando este verso mais pleno!
 
Elvira Camarinha
 
Publicação: www.paralerepensar.com.br  - 20/02/2005