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O lago
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- Ada tinha
o mesmo sonho todas às noites e eram como uma doce perseguição.
- Acordava
feliz e não comentava com ninguém a razão de sua felicidade,
pois não queria parecer estranha e achava que as pessoas não
iriam compreender.
- E depois,
o sonho era seu e não queria dividi-lo com ninguém.
- Sentia que
alguma coisa estava mudando dentro dela, mas não sabia explicar
o que estava acontecendo.
- Seus
amigos começaram sentir a sua ausência nos finais de semana,
achavam até que ela estaria de namoradinho novo e por isso fazia
tanto mistério. Os dias passavam e os sonhos continuavam e Ada
ficava intrigada, não entendia nada, mas sentia que algo iria
acontecer e que ela deveria estar pronta.
- Isso a
estava deixando atordoada, não trabalhava direito e se sentia
exausta. Não telefonava aos amigos, chegava em casa, jogava as
chaves no sofá, comia maçã e sempre abria a janela e ficava
observando lá fora. Gostava de observar as pessoas, sempre
observava uma velhinha que caminhava com seus gatos. Vez ou
outra a velhinha parava e remexia o lixo da vizinhança e quando
achava comida, alimentava os seus companheiros famintos.
- Ada sempre
se emocionava com a velhinha, acreditava que ela era um
verdadeiro anjo sobre a terra e sorria quando pensava assim.
- Certo dia
Ada acordou esquisita, pois o sonho dessa vez tinha sido
diferente e resolveu até escrever o que tinha sonhado.
- E depois
disso não sonhou mais, acordava muito triste todos os dias,
sentia falta dos sonhos
- Estava
começando a se preocupar com tudo o que estava acontecendo com
ela e resolveu por um fim nesse mistério. Pegou o papel em que
anotara o que tinha sonhado e saiu depressa.
- Ficou
horas dirigindo sem saber para onde o caminho iria lhe levar,
mas não
- Sentia
medo, e de repente parou o carro e sentiu-se muito feliz como
jamais se sentira na vida: lá estava o lago com que tanto
sonhara!
- Saiu do
carro encantada com que via, aproximou-se, fitou o lago por um
longo tempo e eles se amaram. O lago então abriu seus braços e
ela se entregou àquele amor pra sempre.
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Fabiana Teixeira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br -
16/10/2006

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