- Raridade
-
- Em meu mundo lúdico
- Era uma borboleta
- Mas a tua imagem usurpadora
- Entrou em meu universo único
- Cortando minhas asas coloridas
-
- Da absurda célula sonhadora
- Nasceu um prematuro encantamento
- Que reneguei
- Por ameaçar a branca flor
- Do meu espírito.
-
- Rejeitar-te-ei, a tua alma rude
- Por sermos estranhos seres,
- De corações diferentes
- E a tua culpa
- Sangrará em mim, silenciosa
- Por seres indigno da minha emoção.
-
- Cancelarei da minha memória a tua
imagem
- Embora insista a vir à tona
- Causando-me a alma doces hematomas
-
- Atos raros, farei
- Reprimirei a emoção e não terei
compaixão
- De um amor destruidor que deverá
morrer para que eu possa
- Respirar sem dor.
-
- Crucificado o sentimento me acusará
- No silencio fúnebre da palavra morta,
que não fora dita
- Onde a minha alma limpa, pedirá
clemência pelo ato
- Cometido.
-
- Decepcionada com a fragilidade
- Não permiti que o amor me destruísse.
- E por saber quão doloroso é o
recomeçar
- Meu coração aprendeu a não mais amar.
-
- A razão e a emoção são conflitantes
- Não se comunicam e não se compreendem
- E se mantêm distantes.
-
- Preferi matar um amor que estava
nascendo
- Que sentir meu coração despetalado
- Ao secar de arrependimento.
-
-
Fabiana Teixeira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br -
21/07/2008