A casa dos grandes pensadores
 
 
     

 

SOU ASSIM
 
Um coração silencioso a persistir...
Sou sorrisos livres no ar...
Sem nada declarar.
Sou um mar misterioso a divagar
Por isso não adianta querer me decifrar
Pois não saberás de mim,
O que pensar.
O que escrevo?
O que escrevo é tão meu que temo
E nem eu mesma compreendo,
Como queres tu,
Então compreender-me?
Sou escrava por querer do meu amanhecer.
E aqui na terra existirei
Exatamente como desejei...
Não adianta querer indagar o que sinto,
Sou uma interrogação no infinito.
As palavras que nascem exageradas em minha alma,
Não relatam apenas momentos que existiram...
Se não és sensível não adianta insistir...
È melhor calar e me ouvir.
São sensações que só entende,
Quem sente o mesmo sentir.

Fabiana Teixeira

Publicação: www.paralerepensar.com.br  - 08/07/2009