A casa dos grandes pensadores
 
 
 

FABIANA TEIXEIRA

 

 

 

 
 
 
 
TEMPO DE FLORES
 
A moça sentada na relva
O céu azul fitava
Bela como um lírio,
Em seu doce vestido florido.
Em suas mãos
Uma carta, tão esperada.
No seu coração
A emoção pairava
Um amor distante
Enviara-lhe belas palavras
Porém a despedida
Cruel e descabida
Foi inesperada,
Não pôde evitar as lágrimas.
O céu adormecendo
No róseo da saudade
E solidão
Fizeram os lábios
Sinceros da moça
Tremerem como acordes
Do violão
A noite se fazia fria
Fria como uma espera vã.
A moça
Triste Relembrou
A bela face
Do seu amor.
Um amor distante que findou
Jamais regressará
A carta
Foi como brasa,
Caindo no mar,
E a moça desconsolada
Baixinho, se pois a chorar.
Sem crer
No que o destino lhe reservou
A noite serenava
Eram gotas de dor
A moça
Em uma mão segurava a carta
Na outra mão segurava uma flor
Olhando o céu turvo
De lágrimas
Beijou a carta
E sorriu para sua dor.
Pediu a Deus
Tempo de flores
E um novo amor.
 
Fabiana Teixeira

Publicação: www.paralerepensar.com.br  - 09/02/2006