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OFEGANTES ESTÃO
Um povo, um pó, uma cidade
Que em meio a gritos, aspira a liberdade;
Soldados às portas vem bater
Seus descansos sagrados vem interromper
Um apelo a tua mão vem padecer
Outro irmão aos seus olhos vem morrer
Juras a um livro chamado "alcorão"
Revela a paz existir com sangue ao chão
Ofegantes por um clamor
Cansados de murmúrios e gemidos
Olhares atentos na noite a brilhar
Contagem de mísseis, no céu cruzar
Crianças com armas a lidar
Homens obstinados a matar
O fanatismo sustenta o terror
Inocentes pagam interesses com a dor
Em sagrada escritura, são filhos do mesmo pai
Em veias o sangue da mesma cor
Diz o livro:"herdeiros do céu,
e nascidos do mesmo amor"
Um afegão ofegante pela paz
Apela para o mundo no compromisso de ajudar
Pois não quiseram eles, as torres derrubar
E os americanos não se preocupam do alvo errar
Na cidade de CABUL
A única musica que toca é CA- BUM!!!
Bombas ressoam como bumbo em desfile de samba
Pessoas dançando em cima de corpos jogados à lama
Os americanos não param de fabricar,
E fingem com a ONU os inocentes ajudar
distribuindo comida por uma boa imagem
e lançando bombas por arrogância, sacanagem.
Quem em vida ou em morte os separará
Qual será das vossas vidas a má sorte,
que as falas não deixam no coração tocar,
humilhado por mais um dia ver o sol a brilhar.
Fabiano Ferretti
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
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06/02/2007


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