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"O Poeta"
Caneta e lápis tomados à mão
Tornam-se minhas pernas
As folhas em branco meu chão
A tinta negra, o sangue de minhas artérias;
Palavras transcritas em perfeita harmonia
Pensamento fixo no beijo
Num olhar, desperta-se desejo
Alma vibrante como um canto, uma sinfonia;
Nos caminhos incertos
Que dera o amor desperto
Porém revela-se a dor admirável
O coração se declama insaciável
Entre tentativas, pedras e pauladas
O coração torna-se alvo de flechadas.
Garanto-lhes dor maior não existir
Do que não ter em mãos o puro sorrir;
Expor poesias à humanidade
Espelhando seu coração à sua alma,
É buscar constantemente o amor sonhado
É a necessidade de não andar solitário;
Ao amanhecer dos dias, estou à janela
Do coração, a admirar a flor mais bela
Mas o sol com tamanha luz
À cobre, envolve e a seduz;
Não tenho para com ela chances
Devo contentar-me apenas com romances
Assim lhes digo, quem sabe, o poeta ser
Homem simples, humilde, com sonhos a tecer.
Fabiano Ferretti
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
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06/02/2007


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