AMOR DE ELEVADOR
Aperto o botão das sensações...
Elevador de ego parindo intensas
emoções.
É minha rotina, sentir se quero
existir,
deste meu jeito tão apaixonado.
Uma caixa fria em contraste com
meu corpo,
sobe assim em mim, desconcertada.
Se te encontrar, não sei onde vou
parar
Nenhum andar há de segurar,
taquicardia, pupila dilatada, mãos
suadas.
Domo a respiração, aprisiono as
palavras.
Mergulho na tua misteriosa áurea,
tensa do que poderei encontrar.
Todas as paradas, param meu
coração,
e me pergunto em que andares
andas.
Indecifrável homem bruto de
afetos.
Este teu olhar que desejo
penetrar,
teus pensamentos roubar...
Em cada andar teu, existe um passo
meu.
Fátima Pilla Muller
fevereiro de 2010