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- ARRUMAÇÃO
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- Quando arrumo
minha casa,
- organizo a bagunça
em mim.
- Reviro gavetas de
memórias,
- encontro
lembranças ensacadas,
- sentimentos
empoeirados.
- Descubro mágoas
mofadas,
- por entre cartões
e flores secas.
- Tristezas
abandonadas,
- presentes que
nunca dei e,
- um jeans lixado
por um amor acabado.
- Tudo aquilo que
não quero mais,
- me despeço com
calma,
- uma a uma vão
embora e grata, jogo fora.
- Em cada caixa, um
pedaço de minha alma,
- recortes de uma
vida vivida com magia,
- encanto de lenços
ao vento,
- pinceladas de
fantasia.
-
Vejo minha história contada em camisetas,
- estampam meus
protestos e ideais,
- entre dobras
e marcados desbotados,
- executados pelo
tempo e pela dor.
- Peças soltas de
afetos perdidos,
- esparramadas sem
pudor,
- não tem sentido,
foram banais.
- Nos cabides
estão penduradas ,
- dezenas de
esperanças,
- de todos os
tamanhos e cores.
- É com ela que vou
me vestir,
- e renovar os meus
amores.
Fátima
Pilla Muller
Publicação:
www.paralerepensar.com.br -
26/09/2005

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