PAPO
DE BUTECO
Pois é... meu caro parceiro, ex amigo e
companheiro,
vamos travar agora, não mais uma batalha, menos
ainda uma "dr".
Sabes bem o quanto abomino esta conversa de
discutir,
certo ou errado, afinal já passamos de sermos
quadrados.
Quero falar-te assim, olho no olho, talvez
segurando a tua mão,
vai depender do teu sorriso na chegada e da
taquicardia.
Quem diria... Meu velho e cansado coração ainda
salta,
para ele tua voz permanece uma fascinante canção.
Em outros tempos , hipnótica me levava ao teu
desejo,
como um mágico competente brincavas de me amar.
Nas asas da paixão eu me lançava a flutuar sem
medo.
Pois é... A voz se calou, a competência acabou,
eu caí, tu caistes, nós caímos sem saber aonde.
Nem por onde estávamos, se quer sabemos.
Cá prá nós, será que importa ?
Que porta ? É melhor a gente nem beber...
No fundo eu precisava saber, te tocar e te ver,
afinal tu me deves uma desilusão...
Te falei que não ficaria barato,
aliás isto não tem preço, tem praga rogada.
Será que nossas pragas se encontraram ?
Sinto um cheiro forte de solidão pelo ar...
um arrepio de frio... assim como nós.
Vamos ficar por aqui, é mais seguro,
te juro, sensatez faz bem para a pele.
Trouxe algumas coisas que tinhas esquecido,
tuas dúvidas, delírios, e uma caixa de felicidade.
Podes levar tranquilo que a minha está guardada .
Eu só queria de verdade, dar-te um abraço de
despedida.
Saúde !
Fátima Pilla
Muller