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PERIPÉCIAS DA ALMA
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Vivo de
peripécias em minha alma,
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soltando
as rédeas dos sentimentos,
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que
correm em galope pela vida,
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ou
refreando duvidosa inquietos impulsos.
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Com um
esforço tenaz , indescritível,
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porque
sou assim , de uma larga soltura ...
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Desejo
tanto agradar meus desejos,
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e
daqueles que me atraem ou amo,
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que me
enrosco pelos caminhos.
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Me ponho
ética, cautelosa ou nem aí,
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poética,
quero mais é me distrair, enganar ...
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A
solidão, esta ambivalência de estar só,
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de
liberdade saboreada de se soltar.
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A vontade
extrema de me comandar,
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cada
passo sem depender de ninguém.
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Sem
precisar do amém de outro espelho,
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a não ser
o meu lúcido que aprendi a amar.
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Narcisismo fora, apenas respeito !
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Admiração
pelo que resultou meu andar,
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respeito
das sobras de todas as batalhas.
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Me
construí na peleia, de jogo limpo,
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sincericídio sem despeito, que jeito...
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Por mais
que eu tente, não sei ser diferente.
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Fátima
Pilla Muller - 5 de junho de 2009
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
- 05/06/2009
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