QUEM NÃO ME CONHECE...
Talvez não reconheça
jamais.
Abri mão de quase
tudo...
De tudo que me fazia
infeliz.
Gente chata,
deprimida,
aquelas sangue suga
de energia.
Tipo mal amada,
enrustida, desvairada,
de idéias mofadas e
mãos de pouco uso.
Me fartei dos
ingratos e seca pimenteira.
Estou convencida de
que acordo com o sol,
por uma simples e
desnuda sensação,
eu amo a vida
apaixonadamente.
Decidida, não
permitirei intrusos sem noção,
cansei de lutar por
ideais estéreis e dementes,
minha vida foi
construída na peleja com honestidade.
Iluminada pela mais
pura paixão.
Tesão de acordar com
o desejo de amar,
abraçar docemente
aqueles que me acolhem.
Distribuir em cada
gesto um punhado de ternura,
beijar com doçura o
rosto com o cheiro da alegria,
do encontro esperado
que vaga nos sonhos.
Garimpo momentos
lúdicos, com balanço de mar,
que deixem saudade, e
o gosto de retornar.
Não mais me importa o
que os outros pensam,
cansei da perfeição e
de agradar quem não me agrada.
exijo apenas respeito
, se possível, admiração.
Peço licença para
passar com a minha sabedoria,
é tão consistente,
tipo geleira milenar a flutuar sem rumo.
Uma deliciosa e
sólida maturidade que é meu seguro,
para toda e qualquer
loucura que eu queira cometer.
Quero dizer bobagens
sem perder a razão,
desconcertar os
inabaláveis, impor a dissonância,
criar o impasse para
que renasça a lucidez.
Dar risadas soltas
até cansar de ser feliz.
Porque a felicidade
também dói , quando se vai.
Vou continuar
insistente, contestadora , teimosa,
com um jeito gringo
de argumentar até cansar,
acreditando piamente
na viável felicidade amorosa.
Sim, eu creio, mais
do que nunca que ela existe.
Apesar de todos os
esforços do meu mundo interno,
em buscar provas em
contrário, não há poço sem fundo.
Creio que o inferno é
aqui, mas eu estou do lado de fora.
Sou grata por esta
felicidade que não me abandona,
por todas as carícias
que ganho incondicionalmente,
que abastecem meu ser
de uma energia mágica e vital.
Persistirei nas
flores, nos poemas e mimos, tudo muito zen...
Penero o que eu ainda
quero prá mim...
O que sobra, jogo
fora sem culpa, sem pena alguma, é fim.
Ainda levarei o café
na cama, esperarei perfumada de desejo,
escolherei as músicas
mais lindas para dançarmos pelo ar.
Reconstruirei do
nada, recriando a vida como sempre fiz,
a cada separação,
farei uma nova volta, ainda mais linda.
No âmago do meu ser,
sempre haverá um motivo, uma festa,
mesmo que sutil,
terei a comemoração incansável da vida.
Fátima Pilla Muller
07/maio / 2009
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Publicação:
www.paralerepensar.com.br
- 08/05/2009