| BIOGRAFIA:
Fernando
Soares Campos nasceu a 16 de dezembro de 1949, em Santana do Ipanema/AL,
graças ao fervoroso romance vivido por João Soares Campos e Dneusa Bezerra
Campos.
Atualmente (fev/2005) é servidor público do Estado do Rio de Janeiro,
concursado, admitido em 1998, exercendo atividades voltadas para a
ressocialização de adolescentes em trânsito judicial, jovens em conflito com a
lei, e encontra-se lotado em órgão da Secretaria de Estado da Infância e da
Juventude/SEIJ-RJ.
Seus
primeiros estudos se realizaram em sua terra natal, no Grupo Escolar Padre
Francisco Correia e na escolinha de Dona Flora. Em 1967, ainda aos 17 anos,
embalado pelo seu espírito aventureiro, ingressou na Marinha de Guerra,
permanecendo nessa instituição até maio de 1973, tendo se especializado em
atividades submarinas, as quais exerceu durante 2 anos e 6 meses, período em
que esteve lotado num submarino de combate. Em sua Caderneta Registro na
Marinha do Brasil, consta que o ex-marinheiro Fernando Soares realizou um
total de 646 horas de mergulho a bordo do Submarino Bahia, o S-12,
participando de operações navais desde o Mar do Caribe até águas do Atlântico
Sul.
Profissional de formação
técnica de nível médio, trabalhou em empresas do ramo de proteção
anticorrosiva, colaborando para a manutenção de indústrias nacionais e
transnacionais de diversos ramos: químicas, petroquímicas, siderúrgicas,
metalúrgicas, estaleiros de manutenção e de construção naval, usina de geração
de energia nuclear (Angra I), redes de distribuição de gás, água,
eletricidade, etc. Algumas das empresas para as quais trabalhou: Tintas
International, empresa do Grupo International Paint, Inglaterra; SGS do
Brasil, membro do Grupo Societé Generale de Surveilance, Genebra-Suíça, líder
mundial em inspeções, testes, certificações ISO e treinamentos técnicos;
Sumaré Industria Química S. A. , São Paulo, produtora de revestimentos
anticorrosivos, representando esta, como assistente técnico, na região
Nordeste, sediado em sua filial Recife.
É um
autodidata, pesquisador sistemático. Nesta condição, demonstra interesse pela
língua portuguesa e se deleita com a literatura universal, preferindo
entretenimentos literários como, por exemplo, piadas de português, discursos
políticos, biografias de prostitutas, teses freudianas e libertinagens
correlatas.
Foi
colaborador (articulista) do jornal Folha de Pernambuco nos anos de 1988/89 (à
época, o segundo em tiragem no Nordeste). Seus artigos versavam sobre diversos
temas: educação, política, literatura, comunicação, administração pública,
corrupção, sexo e cultura inútil em geral.
Realizou,
em Recife, no ano de 1988, trabalho de pesquisa qualitativa sobre movimentos
migratórios internos, um projeto financiado pela Universidade de Amsterdam,
tendo como orientador o holandês Willem Assis, professor daquela instituição
de ensino superior. Também na capital pernambucana, entre 1988 e 1990,
coordenou um grupo de cultura popular dedicado às artes cênicas e danças
folclóricas. Nesse mesmo período, liderou um grupo de associações de bairro na
Zona Norte recifense, cujas atividades estavam voltadas para a reivindicação
de melhores condições de ensino nas escolas da região, melhoria das
infra-estruturas de abastecimento de água e luz, asfaltamento de ruas,
instalação de creches, postos médicos e outras obras de caráter social.
Participou
do Concurso Literário do Servidor Público do Estado do Rio de Janeiro —
Servidor das Letras — nos anos de 2001/02, tendo obtido indicação de menção
honrosa em ambas participações, concorrendo nas categorias conto e crônica.
Estes trabalhos foram publicados em livros editados pela FESP-RJ, os quais
reúnem os textos premiados nas duas versões do referido concurso. Conquistou a
primeira colocação no Concurso de Monografia patrocinado pelo Departamento
Geral de Ações Sócio-Educativas — DEGASE —, órgão da SEIJ-RJ, no ano de 2000.
Recentemente, Fernando Soares Campos foi convidado a participar de livro
organizado pela Profª. Maria Helena Zamora, doutora em Psicologia, da PUC/Rio.
O livro, intitulado “Para Além das Grades de Ferro — Adolescentes em Conflito
com a Lei e Alternativas de Atendimento”, é um projeto financiado pela editora
da PUC e encontra-se no prelo. Deste trabalho constarão dois textos deste
autor: um artigo (12 páginas) intitulado “Adolescentes Infratores Acautelados
— Uma Caricatura dos Sistemas Penitenciários” e um conto, intitulado “Vermelhôôô...”,
o qual retrata um drama envolvendo adolescentes infratores acautelados em
instituição correcional.
Participou
de aulas, como palestrante, na PUC/Rio, assim como proferiu palestra nesta
mesma Universidade, fazendo parte da composição de uma mesa na Semana da
Psicologia/2003, a convite dos organizadores do evento. Também convidado,
expôs seu ponto de vista a respeito das atuais condições de acautelamento de
adolescentes judicialmente questionados aos participantes da “I Jornada de
Estudos Transdisciplinares Criminologia e Subjetividade”, evento organizado
pela Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento da Universidade Cândido
Mendes/Rio, nos dias 23 e 24 de outubro de 2003.
Fernando
Soares tem como ídolo de sua juventude o amigo Zé Lima, de saudosa memória,
para ele, a inteligência mais expressiva que surgiu em sua terra natal.
Considera seu Moreninho, competente farmacêutico, o personagem mais simpático
de todas as épocas em Santana do Ipanema. Tem na imagem de Dona Hermínia,
devotada mãe santanense, o exemplo de todas as guerreiras mães de sua cidade.
Permanece grato aos empresários seu Domingos e Tibúrcio Soares pelos
empreendimentos sócio-culturais que foram os cinemas Glória e Alvorada, onde
acredita ter sido o berço de sua formação “intelectual”, sua primeira janela
para o mundo. Vê em Remi Bastos, poeta, compositor e cronista, o mais
importante banco de dados das memórias de Santana do Ipanema. Agradece àqueles
que ficaram em sua terra e cuidaram dela com carinho, promovendo o seu
progresso e preservando a dignidade do povo santanense; dentre estes destaca
José Malta Neto, amigo e competente empresário da área de informática
computadorizada, e seus irmãos, Francisco, Selma, Fábio, Sérgio e Simone.
Fernando
Soares hoje também é conhecido pelos seus conterrâneos como “O Cão do Segundo
Livro”, uma referência à obra de Felisberto de Carvalho, feita pelo seu amigo
João Neto Chagas, que, recordando suas peraltices de infância e juventude,
compara-o a um verdadeiro capeta.
Aos 54 anos
de idade, Fernando Soares Campos lançou seu primeiro livro: “Saudades do
Apocalipse”, uma coletânea de contos de sua autoria escritos ao longo dos
últimos quatro anos.
OBRA DO ESCRITOR:
-
Saudades de Apocalipse
Contos e um Esquete
2003
|