AMAZÔNIA SOB ATAQUE BIOLÓGICO NORTE AMERICANO?
A Amazônia e tão grande que suporta tudo,
há séculos agüenta a cobiça do homem branco, o maior predador do
planeta.
Segundo o Informe do Programa das Nações
Unidas para a Fiscalização Internacional das Drogas (PNUFID),
existem 180 milhões de consumidores de drogas alucinógenas no
mundo, quase três por cento da população da terra, um mercado
faminto que obriga a produzir 650 toneladas ao ano.
Trezentas toneladas só para o mercado dos
EUA, cem para Europa e o resto para países “emergentes”, um
mercado muito lucrativo que movimenta mas dinheiro que o PBI de
alguns países em desenvolvimento.
Os principais produtores por ordem de
quantidade são: Colômbia, Bolívia, Peru, países da África e
Ásia, também drogas sintéticas produzidas em países
desenvolvidos da Europa.
Daí que o governo dos EUA adotou medidas
para controlar a produção, distribuição e consumo, isso
determinou a criação de normas jurídicas específicas, controle
de aduana, controle aéreo, de fronteiras e o pior, aplicação de
“herbicidas” nas terras de países produtores, com o
consentimento ou não das autoridades sul americanas, ao
melhor estilo Hollywood e dos super agentes da CIA.
Colômbia, Bolívia e Peru, compartem a
fronteira com o Brasil e também compartem a Amazônia, compartem
séculos de exploração é saqueio da natureza.
Os índios, herdeiros da terra, foram quase
exterminados e confinados as “reservas” indígenas, muitos são
camponeses que tiram seu sustento das folhas de coca e maconha.
Esses países são cenários a vários anos da
aplicação de “planos de ajuda” para controlar o cultivo e
coleta, uma guerra desigual entre defensores do meio ambiente e
o governo de turno apanhado pelas multinacionais de produtos
químicos.
GLIFOSATO
O produto “estrela” para o controle aéreo
dos plantios ilícitos, GLIFOSATO, segundo o governo dos EUA sua
toxicidade e menor que a que pode produzir a sal comum, a
aspirina, a cafeína, a nicotina ou a vitamina A.
Foram apresentados estudos a favor do
GLIFOSATO pelos toxicologos, Gary M. Williams, do Colégio Médico
de Nueva York; Robert Kroes, da Universidade Ritox, de Holanda,
e Ian C. Munro, de Cantox Health Sciences International, de
Canadá; você acreditaria?
A diretora da Rede de Ação de Plaguicidas
e Alternativas para América Latina (RAP), Gloria Nivia, declarou
que os norte americanos violam o Código de Conduta da FAO que
“proíbe comparar a seguridade de diferentes produtos”.
Enquanto médicos do Hospital La Hormiga (Putumayo,
Colômbia), testemunharam dezenas de casos de irritação dos
olhos, erupções da pele e doenças respiratórias, depois da
aplicação de 85.000 galões do “herbicida” GLIFOSATO sobre mas de
30.000 hectares do Departamento de Putumayo (jornal El
Colombiano/ Medellin, Fumigações 23 julho 2001).
Isto não é novo, da década dos 80 se
escutam fortes protestos pelo uso do GLIFOSATO nas fumigações de
plantios de coca e maconha no Departamento de Tolíma, Colômbia.
A Defensoria do Povo da Colômbia
sentenciou “As fumigações violam o direito a vida, a
integridade, a saúde e a seguridade alimentar”.
Segundo as investigações se usa na
fumigação um produto com GLIFOSATO chamado Roundup, a
formula contem polioxietilenoamina (POEA), composta em um
45% de GLIFOSATO, 1% de Cosmo Flux, 0,33% de Cosmo In
y 54% de água, com uma toxicidade aguda, três vezes superior a
do GLIFOSATO puro, a substancia produz danos gastrointestinais,
do sistema nervoso central, problemas respiratórios e destruição
dos glóbulos vermelhos.
A chave e a potenciação do produto com
“coadjuvantes” como o Cosmo Flux e Cosmo In, que
incrementam a ação biológica do agroquímico, até a própria
ICI Speciality Chemicals
desaprova o uso do Cosmo Flux.
Curiosamente foram encontradas no
aeroporto de Popayan (Cauca), canecas de Cosmo Flux
fornecidas pela empresa ESSO junto com o GLIFOSATO,
segundo testemunha o comandante da Policia, general Luis
Ernesto Gilibert, que confirmou a presencia desta substancia.
Assim mesmo, o experto Ricardo Vargas a
denunciado que na Colômbia se utiliza uma dose de GLIFOSATO de
13,5 litros por hectare, o que ultrapassa más de cinco vezes as
recomendações internacionais de 2,5 litros por hectare para
fumigações aéreas.
ALERTA
VERDE, ESPALHAM FUNGO LETAL
Considerações sobre a guerra bioquímica
contra os cultivos de drogas: o caso do Fusarium.
Memórias do Encontro Internacional sobre Uso de Armas Biológicas
na Guerra Contra as Drogas. Quito, 10 e 11 de Outubro de 2000.
No 1998 se adverte pelo Defensor do Povo
(Colômbia) sobre iminência da chegada do Tebuthiuron,
conhecido como agente “laranja” e que foi utilizado
amplamente na guerra do Vietnam, com tristes resultados
para a população (lembre do NAPALM).
O mesmo funcionário, comentou sobre os
estragos que faria o fungo Fusarium Oxysporum que estava
sendo proposto nos EUA para ser utilizado na Colômbia no lugar
do GLIFOSATO.
Um informe apresentado pelo Investigador
Independente Jeremy Bígwood afirma que o Fusarium foi
parte inicial do Plano Colômbia por rações econômicas.
AG/Bio, empresa formada para produzir essa
toxina, criada exclusivamente por David Sands, delirante
empresário, que pensava salvar ao mundo eliminando as plantações
produtoras de drogas e alem disso ganhar muito dinheiro, com o
aval de um General da Força Aérea dos EUA e alguns
congressistas, chegou ate falar com o Presidente colombiano
Pastrana, quem deu seu consentimento segundo consta.
O Plano Colômbia, um negocio muito
lucrativo ia passar pela Companhia AG/Bio.
«O Fusarium é um fungo fito
patogênico e cosmopolita que vive em zonas cálidas tropicais;
algumas de suas espécies naturais podem causar doenças no ser
humano.
Fusarium e uma micro toxina
desenvolvida como agente para a guerra química, devido a que as
trichothecenas isoladas tem a capacidade de matar uma
pessoa com uma dose de 4 a 5 miligramas
Se trata de um fungo com uma grande
variabilidade genética ligada as condições ambientais,
ecológicas, geográficas y da planta que o hospeda; significa que
ao introduzi-lo num eco sistema tão complexo como o amazônico
poderia atacar outros cultivos e plantas legais de consumo da
população, assim como a uma enorme variedade de plantas no
cultivadas presentes na selva, invadindo toda a Amazônia,
colocando em perigo a insubstituível fonte da biodiversidade,
patrimônio da humanidade».
CLINTON
DISSE “NÂO”
Os conselheiros do presidente Clinton, o
convenceram de que não era uma “boa idéia” utilizar micro
herbicida numa situação de guerra como na Colômbia, porque o
fato seria percebido como o uso de um agente da «guerra
biológica», que em algum momento poderia ser utilizado em contra
dos Estados Unidos por seus inimigos.
Na pratica, a CIA e a “iniciativa privada”
dos norte americanos haveriam testado o “produto” nas plantações
de coca no Alto Huallaga na fronteira peruana com Brasil, no que
foi conhecido como a «epidemia seca-seca».
A devastação provocada pela plaga de
fungos nos cultivos de coca é de autoria da DEA/EUA, campesinos
peruanos confirmam que aviões dessa agencia disseminaram fungos
sobre campos de coca, mas eles também matavam plantas de outros
cultivos alternativos semeados.
«Resultados das investigações de campo
amostram que o mesmo Fusarium que matava a coca matava
igualmente ao tomate, ao milho e ao abacate»
«Depois da epidemia, a terra no produzia
nada, os solos atuavam como si estiveram intoxicados».
Sergio Uribe, membro da Junta
Fiscalizadora contra as Drogas da Colômbia, revelou que «em
estas regiões se esta incubando uma geração de humanos mutantes
e retrasados mentais pelo uso indiscriminado e sem seguridade
industrial desses químicos».
A maioria destas substancias químicas são
proibidas pela EPA, Agencia para a Proteção do Meio Ambiente dos
EUA e o Banco Mundial, pode conferir
http://www.epa.gov .
Uma pergunta para os biólogos: esses
fungos continuam a se multiplicar sem controle?
CONCLUSÔES
1981 Colômbia tinha 25.000 hectares
plantadas de maconha e coca, em 2005 existem 150.000 hectares só
de coca. (fonte: Processamento digital e interpretação de
imagens LANDSAT e SPOT).
O império norte americano deve olhar para
seu povo, doente de drogas e opulência, dobrar o controle dos
usuários, dos banqueiros, magnates dos narcodólares, e deixar de
nos “ajudar”.
Uma solução seria que o governo dos EUA
pague 50.000 dólares por ano aos produtores de folhas, assim eles
não teriam que trabalhar, talvez o orçamento dos EUA pouparia
muito dinheiro.
Longe de ser uma apologia contra os norte
americanos, esta matéria procura demonstrar que o homem esta
brincando com a natureza e ela sempre prepara uma surpresa,
principio de ação-reação.
"A INTELIGENCIA HUMANA E LIMITADA, MAS
A ESTUPIDEZ NÃO TEM LIMITES"
Prof. Francisco Emilio Coutinho
Goux