A casa dos grandes pensadores
 
 
 

FRANCISCO EMILIO COUTINHO GOUX

 

 

 

 

AMAZÔNIA SOB ATAQUE BIOLÓGICO NORTE AMERICANO?

A Amazônia e tão grande que suporta tudo, há séculos agüenta a cobiça do homem branco, o maior predador do planeta.

Segundo o Informe do Programa das Nações Unidas para a Fiscalização Internacional das Drogas (PNUFID), existem 180 milhões de consumidores de drogas alucinógenas no mundo, quase três por cento da população da terra, um mercado faminto que obriga a produzir 650 toneladas ao ano.

Trezentas toneladas só para o mercado dos EUA, cem para Europa e o resto para países “emergentes”, um mercado muito lucrativo que movimenta mas dinheiro que o PBI de alguns países em desenvolvimento.

Os principais produtores por ordem de quantidade são: Colômbia, Bolívia, Peru, países da África e Ásia, também drogas sintéticas produzidas em países desenvolvidos da Europa.

Daí que o governo dos EUA adotou medidas para controlar a produção, distribuição e consumo, isso determinou a criação de normas jurídicas específicas, controle de aduana, controle aéreo, de fronteiras e o pior, aplicação de “herbicidas” nas terras de países produtores, com o consentimento ou não das autoridades sul americanas, ao melhor estilo Hollywood e dos super agentes da CIA.

Colômbia, Bolívia e Peru, compartem a fronteira com o Brasil e também compartem a  Amazônia, compartem séculos de exploração é saqueio da natureza.

Os índios, herdeiros da terra, foram quase exterminados e confinados as “reservas” indígenas, muitos são camponeses que tiram seu sustento das folhas de coca e maconha.

Esses países são cenários a vários anos da aplicação de “planos de ajuda” para controlar o cultivo e coleta, uma guerra desigual entre defensores do meio ambiente e o governo de turno apanhado pelas multinacionais de produtos químicos.

GLIFOSATO

O produto “estrela” para o controle aéreo dos plantios ilícitos, GLIFOSATO, segundo o governo dos EUA sua toxicidade e menor que a que pode produzir a sal comum, a aspirina, a cafeína, a nicotina ou a vitamina A.

Foram apresentados estudos a favor do GLIFOSATO pelos toxicologos, Gary M. Williams, do Colégio Médico de Nueva York; Robert Kroes, da Universidade Ritox, de Holanda, e Ian C. Munro, de Cantox Health Sciences International, de Canadá; você acreditaria?

A diretora da Rede de Ação de Plaguicidas e Alternativas para América Latina (RAP), Gloria Nivia, declarou que os norte americanos violam o Código de Conduta da FAO que “proíbe comparar a seguridade de diferentes produtos”.

Enquanto médicos do Hospital La Hormiga (Putumayo, Colômbia), testemunharam dezenas de casos de irritação dos olhos, erupções da pele e doenças respiratórias, depois da aplicação de 85.000 galões do “herbicida” GLIFOSATO sobre mas de 30.000 hectares do Departamento de Putumayo (jornal El Colombiano/ Medellin, Fumigações 23 julho 2001).

Isto não é novo, da década dos 80 se escutam fortes protestos pelo uso do GLIFOSATO nas fumigações de plantios de coca e maconha no Departamento de Tolíma, Colômbia.

A Defensoria do Povo da Colômbia sentenciou “As fumigações violam o direito a vida, a integridade, a saúde e a seguridade alimentar”.

Segundo as investigações se usa na fumigação um produto com GLIFOSATO chamado Roundup, a formula contem polioxietilenoamina (POEA), composta em um 45% de GLIFOSATO, 1% de Cosmo Flux, 0,33% de Cosmo In y 54% de água, com uma toxicidade aguda, três vezes superior a do GLIFOSATO puro, a substancia produz danos gastrointestinais, do sistema nervoso central, problemas respiratórios e destruição dos glóbulos vermelhos.

A chave e a potenciação do produto com “coadjuvantes” como o Cosmo Flux e Cosmo In, que incrementam a ação biológica do agroquímico, até a própria ICI Speciality Chemicals

desaprova o uso do Cosmo Flux.

Curiosamente foram encontradas no aeroporto de Popayan (Cauca), canecas de Cosmo Flux fornecidas pela empresa ESSO junto com o GLIFOSATO, segundo testemunha o comandante da Policia, general Luis Ernesto Gilibert, que confirmou a presencia desta substancia.

Assim mesmo, o experto Ricardo Vargas a denunciado que na Colômbia se utiliza uma dose de GLIFOSATO de 13,5 litros por hectare, o que ultrapassa más de cinco vezes as recomendações internacionais de 2,5 litros por hectare para fumigações aéreas.

ALERTA VERDE, ESPALHAM FUNGO LETAL

Considerações sobre a guerra bioquímica contra os cultivos de drogas: o caso do Fusarium. Memórias do Encontro Internacional sobre Uso de Armas Biológicas na Guerra Contra as Drogas. Quito, 10 e 11 de Outubro de 2000.

No 1998 se adverte pelo Defensor do  Povo (Colômbia) sobre iminência da chegada do Tebuthiuron, conhecido como agente “laranja” e que foi utilizado amplamente na guerra do Vietnam, com tristes resultados para a população (lembre do NAPALM).

O mesmo funcionário, comentou sobre os estragos que faria o fungo Fusarium Oxysporum que estava sendo proposto nos EUA para ser utilizado na Colômbia no lugar do GLIFOSATO.

Um informe apresentado pelo Investigador Independente Jeremy Bígwood afirma que o Fusarium foi parte inicial do Plano Colômbia por rações econômicas.

AG/Bio, empresa formada para produzir essa toxina, criada exclusivamente por David Sands, delirante empresário, que pensava salvar ao mundo eliminando as plantações produtoras de drogas e alem disso ganhar muito dinheiro, com o aval de um General da Força Aérea dos EUA e alguns congressistas, chegou ate falar com o Presidente colombiano Pastrana, quem deu seu consentimento segundo consta.

O Plano Colômbia, um negocio muito lucrativo ia passar pela Companhia AG/Bio.

«O Fusarium é um fungo fito patogênico e cosmopolita que vive em zonas cálidas tropicais; algumas de suas espécies naturais podem causar doenças no ser humano.

Fusarium e uma micro toxina desenvolvida como agente para a guerra química, devido a que as trichothecenas isoladas tem a capacidade de matar uma pessoa com uma dose de 4 a 5 miligramas

Se trata de um fungo com uma grande variabilidade genética ligada as condições ambientais, ecológicas, geográficas y da planta que o hospeda; significa que ao introduzi-lo  num eco sistema tão complexo como o amazônico poderia atacar outros cultivos e plantas legais de consumo da população, assim como a uma enorme variedade de plantas no cultivadas presentes na selva, invadindo toda a Amazônia, colocando em perigo a insubstituível fonte da biodiversidade, patrimônio da humanidade».

CLINTON DISSE “NÂO”

Os conselheiros do presidente Clinton, o convenceram de que não era uma “boa idéia” utilizar  micro herbicida numa situação de guerra como na Colômbia, porque o fato seria percebido como o uso de um agente da «guerra biológica», que em algum momento poderia ser utilizado em contra dos Estados Unidos por seus inimigos.

Na pratica, a CIA e a “iniciativa privada” dos norte americanos haveriam testado o “produto” nas plantações de coca no Alto Huallaga na fronteira peruana com Brasil, no que foi conhecido como a «epidemia seca-seca».

A devastação provocada pela plaga de fungos nos cultivos de coca é de autoria da DEA/EUA, campesinos peruanos confirmam que aviões dessa agencia disseminaram fungos sobre campos de coca, mas eles  também matavam plantas de outros cultivos alternativos semeados.

«Resultados das investigações de campo amostram que o mesmo Fusarium que matava a coca matava igualmente ao tomate, ao milho e ao abacate»

«Depois da epidemia, a terra no produzia nada, os solos atuavam como si estiveram intoxicados».

Sergio Uribe, membro da Junta Fiscalizadora contra as Drogas da Colômbia, revelou que «em estas regiões se esta incubando uma geração de humanos mutantes e retrasados mentais pelo uso indiscriminado e sem seguridade industrial desses químicos».

A maioria destas substancias químicas são proibidas pela EPA, Agencia para a Proteção do Meio Ambiente dos EUA e o  Banco Mundial, pode conferir http://www.epa.gov .

Uma pergunta para os biólogos: esses fungos continuam a se multiplicar sem controle?

 

CONCLUSÔES

1981 Colômbia tinha 25.000 hectares plantadas de maconha e coca, em 2005 existem 150.000 hectares só de coca. (fonte: Processamento digital e interpretação de imagens LANDSAT e SPOT).

O império norte americano deve olhar para seu povo, doente de drogas e opulência, dobrar o controle dos usuários, dos banqueiros, magnates dos narcodólares, e deixar de nos “ajudar”.

Uma solução seria que o governo dos EUA pague 50.000 dólares por ano aos produtores de folhas, assim eles não teriam que trabalhar, talvez o orçamento dos EUA pouparia muito dinheiro.

Longe de ser uma apologia contra os norte americanos, esta matéria procura demonstrar que o homem esta brincando com a natureza e ela sempre prepara uma surpresa, principio de ação-reação.

"A INTELIGENCIA HUMANA E LIMITADA, MAS A ESTUPIDEZ NÃO TEM LIMITES"

Prof. Francisco Emilio Coutinho Goux

www.jornaldamulher.org/radarnacional
emiliogoux@hotmail.com
 
Publicação: www.paralerepensar.com.br  05/07/2005