A ULTIMA ARVORE
O século XVIII é recheado de
historias e lendas de grandes marinhos, só de imaginar como o
homem navegava em condições tão precárias, da para entender
porque existiam heróis e loucos também.
A ilha de Páscoa fica a 3.760 Km.
das costas de Chile, no meio do oceano Pacífico, descoberta em
1722 :pelo holandês Roggeveen.
Foi “visitada”, saqueada,
colonizada, evangelizada, varias vezes por ingleses, franceses,
espanhóis e ate piratas, os nativos de origem polinésio sofreram
até com doenças desconhecidas para eles como a tuberculose.
E uma formação rochosa de 80 Km.
quadrados, pouca vegetação e escassas arvores, a principal
beleza, os Maoi, (cabeças de pedra), envolvem certo misticismo
sobre a historia da ilha e seus nativos.
Em 1776 o famoso navegante
inglês James Cook chegou a suas praias, ficou deslumbrado com o
espetáculo das enormes cabeças de pedra, porem achou estranho
que não existiam grandes arvores.
Segundo os nativos foram
exterminados para fabricar suas casas, alimentar fogueiras nos
duros invernos, também para cozinhar alimentos.
Quando o capitão Cook foi embora
recebeu dos nativos um presente inestimável, um pequeno cetro de
madeira, feito com a madeira da ultima arvore, a ultima grande
arvore que restou na ilha, era o objeto mais valioso que eles
possuíam.
Hoje essa raridade de madeira em
forma de cabeça humana, foi adquirido por um colecionador
inglês, confirmada sua historia, e sua Antigüidade, representa a
peça mais valiosa de sua coleção.
Sabido é que a Real Marinha da
Inglaterra era famosa pelos atos de bravura e também pela
pirataria.
Para lembrar podemos mencionar a
batalha de Waterloo, onde foi derrotada a poderosa força naval
de Napoleon.
Mas como brasileiros, devemos
levar sempre presente uns dos piores atos de pirataria
perpetrado pela “Real Marinha de Sua Majestade, a Rainha da
Inglaterra”, algo que nunca devemos esquecer, como eles tiraram
do Brasil as sementes das arvores de borracha, com a armadilha
do “baú diplomático da
Rainha”, eles levaram as
sementes para a Índia, Indonésia, Tailândia, e Filipinas, onde
tornaram-se os maiores produtores do mundo.
ILHA DE PÁSCOA UM ESPELHO PARA O
BRASIL
A FEBRE DOS BIO COMBUSTÍVEIS
A Petrobras hoje produz
2.000.000 de barris diários, cada barril contem 159 litros de
petróleo, fazendo as contas são 318.000.000 (milhões) de litros
de petróleo para fabricar combustíveis por dia.
Pergunto aos “cérebros” do
Brasil: como os biocombustíveis podem ser uma alternativa quando
acabe o petróleo?
A planta Soyminas inaugurada
pelo presidente Lula na cidade de Cássia, vai produzir
12.000.000 litros de biodiesel ao ano, jamais esse combustível
poderá substituir aos derivados do petróleo, um milhão de litros
por mês.
O biodiesel requer o dobro de
energia para ser produzido, da energia que ele produz num motor,
isso o faz um combustível caro, segundo as previsões o litro
custará o mesmo que a gasolina.
Hoje a publicidade da Petrobras
mostra a terra sem mata, sem arvores, arada, pronta para ser
esgotada por uma onda de mamona, soja, cana de açúcar e outras
sementes, o pior é que falam do respeito ao meio ambiente e da
ecologia, “energia limpa”, tão limpa que a terra vai ficar
estéril, é uma piada!
Falava com um amigo que é
secretario de desenvolvimento do Estado de Mato Grosso, Cloves
Vettorato, ele contava que não é necessário continuar a desmatar
pois já existem terras suficientes para produzir combustíveis
vegetais.
MT volta a liderar ranking de incêndios
(http://www.mp.mt.gov.br/noticias)
Mato Grosso já está novamente em primeiro lugar em número de
queimadas. No início do ano, perdeu a posição de líder do
ranking para o Pará, que também queima muito e por motivos
semelhantes. Somando os focos captados por satélites da última
quinta-feira (15) até ontem de manhã (19), de acordo com a
Defesa Civil, já são 129. Por enquanto, São Paulo é que está na
segunda posição, com 83 focos.
Estão acontecendo queimadas nos
estados de Piauí, Pará, Amazonas, Goiás, Sergipe, entre outros.
Juntando a produção atual de
álcool e biodiesel no Brasil, não chega ao 5% da demanda diária
de consumo veicular, é uma utopia pensar aumentar a produção,
isso significa aumentar o desmatamento, atentar contra as
medidas de redução do aquecimento global do planeta.
O que aconteceu na ilha de
Páscoa tem que servir de exemplo, que pensamos deixar para o
futuro, para nossos filhos, para as novas gerações?
Somos campeões do mundo em
desrespeito ao meio ambiente, somos os “espertinhos” tentando
tirar proveito do negocio mediático, primeiro foi o café, depois
vieram a cana de açúcar, a madeira, a soja, o milho, o gado,
sempre temos um álibi para continuar a desmatar, desde a época
do império.
Será que ouviremos algum dia que
parou a depredação da amazonas, que parou a perda de mata
atlântica, que as araucárias não correm risco de extinção, como
tantas outras plantas, animais ou insetos?
O alarmante é que existe uma
sorte de sintonia entre o governo, os produtores rurais, os
fabricantes de veículos e motores, nas distribuidoras de
combustíveis, existe entusiasmo ate no jornalismo, com algumas
exceções relevantes como George Monbiot, catedrático e
jornalista de The Gardian, quem denuncio o extermínio de
rinocerontes, orangotangos, tapires, macacos e tigres na
Indonésia, para desmatar e produzir biodiesel a partir do óleo
de palma.
Para Fidel Castro, em 50 anos
vai faltar água e alimentos, segundo ele é um suicídio deixar de
produzir alimentos para fabricar combustíveis, é a palavra de um
velho ditador, o que não desvaloriza uma verdade incontestável.
Que energia vai substituir ao
petróleo quando acabe?
Com o avanço da tecnologia o
hidrogênio é uma realidade, os carros elétricos, num futuro
próximo o domínio da energia nuclear (fusão).
Resulta temerário ouvir que
Brasil quer ser fornecedor dos países desenvolvidos, por
enquanto só assinou parcerias tecnológicas, porem tem muitos
consórcios que já esfregam as mãos.
Como uma alegoria ou uma
caricatura, estamos serrando com entusiasmo a rama onde estamos
sentados, é tragicômico.
“A inteligência do homem é
limitada, mais a estupidez não tem limites”.
Prof. Francisco Emilio
Coutinho Goux