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- VOCÊ TEM UM CARRO DISFARÇADO?
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- A maioria dos carros populares brasileiros, foram
desenhados, projetados e fabricados a décadas, já não existem
nos países de origem.
- Os avanços tecnológicos surpreendem, no século XX, os carros
eram 90% mecânica e 10% elétrica, hoje são 50% mecânica e 50%
eletrónica.
- Verdadeiros robôs, a chamada mecatrónica, capazes de
determinar ações em beneficio do ser humano, aumentando o
conforto e salvando vidas.
- Consumidores de países desenvolvidos, alem do conforto,
recebem uma serie de dispositivos de segurança com seus carros
de serie: AIR BAG, sistema de proteção de passageiros,
anticolisão.
- ABS, sistema automático de freios, controla e evita o
bloqueio das rodas.
- ASC, controle automático da suspensão, mantém estabilidade
do carro.
- ATS, sistema automático de tração, distribui potência do
motor nas rodas.
- Nos Estados Unidos e na Europa, não permitem a venda de
carros sem Air Bag duplo, è considerado item de serie e de
segurança mínima.
- Porem, aqui no Brasil, parece que temos a cabeça e os ossos
mas duros, que os cidadãos dos países desenvolvidos, a maioria
dos carros populares não tem Air Bag (porem existe a tampa sobre
o volante e o porta luvas).
- sendo que o valor dos carros é quase igual ao dos
importados.
- Por que as fabricas oferecem carros tão vulneráveis?
- Podem ser três motivos a saber: econômico (custo do
equipamento duplo, aprox. 1.700 reais), falta de legislação ao
respeito, ou preconceito contra o consumidor ( a vida dos
gringos é mais valiosa que a nossa). O certo é que continuam a
fabricar os mesmos veículos, os mesmos nomes, carros antigos aos
que chamam de “novos”, verdadeiros híbridos, matrizes antigas
com motores modernos, enxertos para dissimular um carro velho.
- Que é um enxerto?
- Em botânica ou jardinagem é a utilização de um tronco velho
ao que se adiciona uma planta nova, as fabricas de veículos do
Brasil fazem isso, adaptam um motor de injeção moderno a uma
velha matriz, alem de trocar um plástico, algum vidro ou a forma
de um farol, para “vender” como se fosse “novo” um carro velho.
- No ano de 2.000, o preço da maioria dos carros populares era
de 7.500 dólares, hoje esses mesmos carros (que ainda teimam em
fabricar) ultrapassam os 15.000 ou 20.000 dólares, com o dólar
na mesma cotização, R$1,70.
- Alem disso, temos que assistir a um bombardeio de
publicidade, algumas incríveis, algumas engraçadas ou ridículas:
- “Com 30 reais mais na parcela, leva o Kit visibilidade
(?)...”
- “Com a compra do carro, leva de presente o ar quente e os
tapetes...”
- “De brinde leva o protetor de cárter...”
- “Veja o GPS, acima do tabuleiro, para dar inveja a
concorrência...”
- (muito brega, muito cafona, alem de perigoso o GPS nessa
posição)
- “Veja o “novo” aventura, colocamos esse botão aqui, bacana,
né...”
- Resulta ridículo, hoje, junho de 2008, estão oferecendo
carros 2009, você pode comprar um carro que ainda não existe,
maravilha, as fabricas fazem mágica, futurologia.
- Cadê os item de segurança, o Air Bag pode salvar vidas, cadê
os testes destrutivos para comprovar deformação, absorção do
impacto em colisão?
- Esses carros foram “disfarçados” para que pareçam “novos”,
para vende-los como se fossem um lançamento, porem qualquer
simples mortal percebe que é o mesmo cachorro com distinta
corrente.
- Você tem um carro disfarçado?
- A gente quer novidade, chega de enxertos, chega dos mesmos
modelos.
- Atras da euforia do governo, pelo aumento da produção, dos
recordes das montadoras, na quantidade de carros fabricados,
existe um perigo latente, compramos carros sem a mínima
segurança, frágeis, vulneráveis.
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- As fabricas estão lotadas de carros, do mesmo modo, a
maioria das principais ruas do centro e dos bairros, tem
shopping e lojas cheias de carros.
- O Detran do estado de São Paulo, emplaca mais de 1.000
carros por dia, significa que sai de circulação a mesma
quantidade de carros usados, os chamados “semi-novos”, o assunto
é vender, sem importar de que jeito.
- Haja lugar para estacionar tanto carro, haja estradas, haja
ruas para circular, haja nervos e pulmões que resistam a tanta
poluição.
- A liberdade, o direito de ir e vir esta ficando difícil de
exercitar, o transporte público é a ultima opção dos
brasileiros, somos uma sociedade egoísta, individualista,
consome toneladas de combustível nos engarrafamentos, o carro
parado, gastando tempo e dinheiro, gastando os nervos dos
usuários.
- Assistimos ao aumento da produção, a produção da poluição, a
mortes e doenças respiratórias crônicas, ao estresse da
população.
- Um desperdício, mover o carro para ir ao supermercado, a
farmácia, ao colégio, ao shopping, que ficam a poucas quadras de
sua casa, ir trabalhar num carro que pode levar cinco pessoas,
na maioria dos casos vemos só uma.
- Tem gente morrendo em acidentes, pedestres, motoristas,
acompanhantes, tem gente morrendo pela poluição, mas tem gente
que morre dentro de uma ambulância, que não pode sair ou chegar
ao hospital, bombeiros que não podem chegar a tempo para salvar
vidas.
- A hora do “RUSH” já não é patrimônio de Los Angeles, Tóquio,
México DF, New York ou São Paulo, esta acontecendo em Brasília,
Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, etc..
- As fabricas de carros, descarregam sua produção nas ruas das
cidades, como se fossem uma maquina de lingüiças, fazendo
pressão para encher.
- Chega de fabricar esses carros disfarçados, são figurinha
repetida, todos temos os mesmos modelos, a gente quer qualidade,
não quantidade.
- Sou formado em mecânica, minha paixão, lembro de criança
quando pedi a minha mãe um carro de corrida de brinquedo, foi
uma infância feliz.
- Hoje o carro é um sonho de consumo, a tecnologia nos
surpreende a cada dia, porem aqui no Brasil estamos sendo
enganados, um carro “completo” significa, direção hidráulica,
alarme, ar condicionado, vidros e travas, são opcionais, os
carros de série vem “pelados”, nem ar quente tem.
- O Air Bag de série não existe, alguns veículos que
ultrapassam os 30 mil reais o possuem, raras excepções, depois
só em carros acima de 50 mil.
- A fragilidade dos veículos populares é alarmante, nas
batidas vemos gente presa nas ferragens, carros irreconhecíveis,
partidos ao meio.
- Ficou claro, devemos exigir que carros populares tenham Air
Bag duplo “de série”, básico, para diminuir as mortes no
transito.
- Atenção Brasil, novidade, acaba de sair o “novo” GOLLL...!
Prof. Francisco Emilio
Coutinho Goux
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