A casa dos grandes pensadores
 
 
 

FRANCISCO EMILIO COUTINHO GOUX

 

 

 

 

METANO E O AQUECIMENTO GLOBAL DA TERRA

A Agencia Espacial Europea (ESA) criou o primeiro Mapa Global de Emissões de Metano, esse gás junto com o Dióxido de Carbono (CO2) (entre outros gases), são responsáveis do chamado “efeito invernadero” na atmosfera da terra.

O interesse acadêmico permite observar a evolução deste gás a partir de 2003 por meio do Envisat e o sensor SCIAMACHY (Scanning Imaging Absorption SpectroMeter for Atmospheric Chartography), um satélite ambiental desenvolvido exclusivamente para esse fim, em órbita a 960 Kmt. da terra.

Envisat utilizou uma técnica revolucionaria para detectar o Metano na Terra, a chamada "absorção espectroscópica diferencial", que mede a absorção ou pegadas dos gases que refletem o transmitem na atmosfera terrestre, nas regiões do espectro ultravioleta, visível e infravermelho.

Os danos ao meio ambiente, feitos pelo homem desde o começo da era industrial são irreversíveis, dois séculos de “pilhagem” sem controle.

Hoje a natureza esta passando a conta, a maioria dos países do mundo esboçam uma reação com a criação do Protocolo de Kyoto e o Grupo Rio, isto determina aos assinantes regras e obrigações.

Faltava assinar só dois países, ao fim Rússia assinou em setembro de 2004, o revoltante e que Estados Unidos é o único país do mundo a não assinar, eles são responsáveis pelo 15% da contaminação do mundo, parece uma piada.

Educando com o exemplo, Estados Unidos quer nos ensinar “Democracia” e “Liberdade” e por outro lado envenena o ar do planeta, a impunidade dos poderosos, dos donos da guerra.

A “santa globalização” e a Bolsa de Valores de New York permitem instalar fabricas multinacionais com patente para poluir, lembre o triste exemplo da Union Carbide (Eveready), uma explosão de gás letal provocou uma nuvem sobre Mombay, uma cidade da Índia e matou 3.000 mil pessoas.

Porque não aconteceu lá nos Estados Unidos?

A natureza também tem “ajudado” ao aumento de Metano, sempre da mão do homem e as atividades de produção globalizadas, um exemplo são as grandes áreas de produção de arroz e gado na China e Índia.

As selvas tropicais também emitem grandes quantidades de Metano, segundo os cientistas e pelo aumento da atividade orgânica (larvas, insetos, animais) que aceleram o processo de decomposição das plantas.

Brasil e um caso especial pois utiliza álcool como combustível, alem da contaminação de veículos a Diesel e gasolina, tem aumentado os níveis de “aldeídos” no ar das cidades pelo aumento nas vendas de carros a álcool.

Como especialista em veículos e motores reconheço os cheiros dos motores, principalmente nos engarrafamentos da cidade de São Paulo, ao respirar nosso sistema respiratório e invadido por varias substancias, em particular um gás muito ácido e irritante, “aldeído”, resultado da combustão de carros com motores bi-combustível, não e necessário ser especialista para experimentar isto, ate as crianças reagem quando respiram a sujeira dos escapamentos dos veículos.

A inversão térmica e um efeito particular do inverno sobre as grandes cidades, produz uma camada invisível sobre os prédios acumulando a poluição na atmosfera, evitando a dispersão dos gases nocivos, isto provoca o aumento das doenças respiratórias, também aumentam abortos e óbitos relacionados com a contaminação.

Um fato indiscutível, uma criança que mora na cidade tem pulmões de fumador passivo, esta comprovado que meninos do interior dos estados tem 12% mais capacidade respiratória que a mesma que mora na cidade.

“Essa pessoa morreu de câncer de pulmão e nunca fumou.” A realidade de morar nas grandes cidades, escapar as estatísticas, parece que o meio ambiente esta convertendo-se em algo hostil para o ser humano, triste realidade.

Durante varias décadas as profecias dos ecologistas foram tomadas com burla e silencio, hoje a realidade chuta nossa cara e pode ser tarde demais, o dano esta feito.

www.jornaldamulher.org

emiliogoux@hotmail.com

Prof. Francisco Emilio Coutinho Goux
 

Publicação: www.paralerepensar.com.br  29/07/2005