A casa dos grandes pensadores
 
 
 

FRANCISCO EMILIO COUTINHO GOUX

 

 

 

 

PSICOSE? SUBSTANCIA SINTÉTICA DOS PLÁSTICOS IMITA HORMÔNIOS

ALQUILFENOL: PRESENTE EM EMBALAGENS DE ALIMENTOS PRINCIPALMENTE

A ameaça de substancias químicas sintéticas (criadas pelo homem num laboratório), que imitam os hormônios e podem induzir  o crescimento de células cancerígenas, foram descobertas  acidentalmente e provocam surpresa na coletividade científica, pois elas estão presentes onde muita gente nem imagina.

Dois cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade Tufst de Boston, EUA, (Soto e Sonnenschein ), experimentavam com células humanas afetadas com câncer de mama, uma variedade que multiplica-se na presença de Estrógenios.

Utilizando tubos de plástico para laboratório da CORNING, descobriram que as células continuavam a se multiplicar sem eles adicionar Estrógenios, a companhia CORNING negou-se a revelar a formula da “nova resina” dos tubos plásticos argumentando segredo industrial e comercial.

Depois de quase dois anos de quebra cabeças, isolaram a substancia, P-NONILFENOL, a mesma pertence a família de substancias químicas sintéticas Alquilfenoles, os fabricantes adicionam Nonilfenoles ao Poliestireno e ao Cloruro de Polivinilo (PVC), como antioxidante para que o material fique mais estável e menos frágil.

Existe literatura onde foram descobertas contaminações com Nonilfenol na industria da alimentação, que utilizava encanamentos de PVC, também foi detectada um creme anticoncepcional com Nonoxinol-9, curiosamente a mesma depois de absorvida pelo organismo transforma-se em Nonilfenol.

O universo de produtos que utilizam Alquilfenoles e seus derivados e tão grande que pode ser achado em pesticidas, detergentes, embalagens de plástico, embalagens metálicos com revestimento, produtos de cuidado pessoal, produto químicos dos mas diversos usos, aditivos para lubrificantes automotivos e muitos processos industriais, da industria alimentar principalmente.

Ainda hoje existe um mercado mundial que movimenta 800 toneladas de Polietoxilatos  de Alquilfenol, principalmente nos países em desenvolvimento, muitos destes produtos consumidos pela população não são Estrogénicos, mas estudos tem descoberto que as bactérias nos corpos de animais, na vegetação pelos pesticidas ou nas plantas de tratamento de águas e esgoto, degradam estes Polietoxilatos de Alquilfenol e viram substancias que imitam Estrogénios, incluindo Noninfenol.

Na faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, em Palo Alto, California, aconteceu algo similar, esta vez foi um material bem conhecido o POLI CARBONATO (usado para fabricar até garrafas de água, de líquidos e de cremes), o imitador de Estrogénio se chama BISFENOL-A presente na produção deste material.

O mistério dos peixes sem sexo definido aconteceu na Inglaterra, pescadores de rios e lagoas descobrem que perto de usinas de tratamento de águas residuais, nem o mais esperto dos pescadores podia determinar o sexo dos peixes.

Ao contrario de morrer pela contaminação ou falta de oxigênio, os mesmos apresentavam duplo aparelho sexual, a pesquisa suspeitava de algum Estrogénio na água, pois os machos produziam uma proteína chamada Vitelina que só as fêmeas produzem, o fígado delas produz  Vitelogenina como resposta a uma sinal Estrogénica dos ovários, o fígado dos machos também absorvem a substancia e produz mudanças físicas, segundo o pesquisador John Sumpter da Universidade Brunel de Uxbridge, quem liderou a pesquisa.

Concluo-se que a degradação de detergentes que contem Polietoxilatos de Alquilfenol, que combinado com outras substancias dispersas (pesticidas e resíduos líquidos), modificaram o desenvolvimento dos testículos dos peixes.

Dois cientistas da Universidade de Granada, Espanha, Fatima Olea (toxicóloga alimentar) e Nicolas Olea (especialista em câncer Endócrino), tiveram a clareza depois da descoberta na Universidade de Tusft, de estudar a recoberta interna de plástico nas latas de conservas, bebidas e produtos de uso pessoal, foram estudadas 20 marcas de alimentos vendidas nos EUA e na Espanha, na metade delas achou-se BISFENOL-A.

Plásticos ativos com imitadores sintéticos de Estrógenios, em contato direto com alimentos, calcula-se que podem ser a causa necessária e suficiente para provocar um aumento do câncer de mama nas mulheres, também podem afetar os homens mediante um bloqueio dos receptores de Andrógenos que respondem a hormônios masculinos.

 

O Metoxicloro foi desenvolvido para eliminar o DDT, e sabido que ele altera o sistema hormonal, a diferença dos antecessores não deixa rastos reveladores da exposição nas células do corpo humano, rastos destes pesticidas foram achadas na leite produzida nos campos de Egito junto com outras quatro substancias sintéticas.

O mundo inteiro movimenta 2.000.000 de toneladas de pesticidas, mais não só para uso agrícola, plagas como o Dengue entre outras invadem as cidades, e assim são espalhadas substancias químicas perigosas em parques, supermercados, jardines, escolas, hospitais, universidades e condomínios.

E inevitável fazer uma pergunta lógica: quantas substancias sintéticas imitadoras de hormônios consumimos e ainda desconhecemos, que alimento esta livre?

 QUE TEM A VER A PESQUISA COM VEÍCULOS E MOTORES?

 “Autoservicio, compre lubrificante em nossas lojas e troque você mesmo”

Como especialista em mecânica, sou contra a venda de lubrificantes automotivos em lojas e supermercados, pois ninguém fiscaliza a troca, onde se joga o lubrificante usado, com certeza na maioria dos casos vai parar no esgoto ou na terra, contaminando cursos de água e vegetais que logo são parte da corrente alimentar, vindo a parar como nosso alimento, isso se chama  “efeito bumerangue”, jogar esses produtos e considerado crime ambiental grave.

Alguns aditivos sintéticos dos lubrificantes automotivos, veja só: Polimetacrilato (PMA),

Copolimeros (OCP), Ditiofosfatos, Fenòles e Amínas Aromàticas, ALQUILFENATOS, Compostos Polares Alquenilsuccinicos, Bases Mannich, Maleatoestireno, Metacrilatos, Isopreno-Estireno, Estireno-Butadieno, Alquilosalicicato, etc.

Petrobras, Esso, Texaco, Shell, Ipiranga, Repsol, Castrol, Bardhal, entre outros avisam nos envases de lubrificantes: “Manter fora de contato com a pele, produto tóxico”.

Eu acrescentaria, produto cancerígeno, pois a maioria das substancias são formulas complexas de produtos sintéticos, foram desenvolvidas para atuar dentro do motor, como impedir que entrem em contato com o meio ambiente?

O que e muito bom para o motor de seu carro e muito ruim se jogado no meio ambiente.

Pela “santa globalização” as grandes industrias petroquímicas dos países desenvolvidos tem filiais em países pobres (em desenvolvimento), ali elas fabricam e comercializam produtos que já foram proibidos por seus governos, lembre do triste caso da Union Carbide (Everady) onde uma nuvem tóxica matou mais de 3.000 pessoas na India, sorte que essas coisas não acontecem nos EEUU.

Como existem os defensores radicais dos transgênicos que falam “consuma tranqüilo”, também as Câmaras mundiais de fabricantes de plásticos tem gastado milhões de dólares em pesquisas, para demonstrar que o uso generalizado dos plásticos e seguro para os consumidores (lembre que essas empresas lucram na bolsa de New York).

Curiosamente usam a mesma RETÓRICA, “os níveis de imitadores de hormônios nos plásticos e inferior ao produzido pelo corpo humano, isso significa que a possibilidade de produzir câncer ou doenças e muito remota...”, você ficaria tranqüilo com essa explicação?

Acontece que podem existir substancias químicas que alteram o sistema hormonal, e elas podem estar em lugares inesperados, principalmente embalagens de alimentos, o que muitos especialistas afirmam ser níveis seguros sobre certas substancias, pode ser uma verdade a meias, os seres humanos podem estar expostos muito mas alem do informado.

Somos “ratos” do grande laboratório mundial, o pior e que tudo esta fora de controle.

Prof. Francisco Emilio Coutinho Goux

 
Publicação: www.paralerepensar.com.br  28/06/2005