PSICOSE? SUBSTANCIA SINTÉTICA DOS
PLÁSTICOS IMITA HORMÔNIOS
ALQUILFENOL: PRESENTE EM EMBALAGENS DE
ALIMENTOS PRINCIPALMENTE
A ameaça de substancias químicas
sintéticas (criadas pelo homem num laboratório), que imitam os
hormônios e podem induzir o crescimento de células
cancerígenas, foram descobertas acidentalmente e provocam
surpresa na coletividade científica, pois elas estão presentes
onde muita gente nem imagina.
Dois cientistas da Faculdade de Medicina
da Universidade Tufst de Boston, EUA, (Soto e Sonnenschein ),
experimentavam com células humanas afetadas com câncer de mama,
uma variedade que multiplica-se na presença de Estrógenios.
Utilizando tubos de plástico para
laboratório da CORNING, descobriram que as células continuavam a
se multiplicar sem eles adicionar Estrógenios, a companhia
CORNING negou-se a revelar a formula da “nova resina” dos tubos
plásticos argumentando segredo industrial e comercial.
Depois de quase dois anos de quebra
cabeças, isolaram a substancia, P-NONILFENOL, a mesma pertence a
família de substancias químicas sintéticas Alquilfenoles, os
fabricantes adicionam Nonilfenoles ao Poliestireno e ao Cloruro
de Polivinilo (PVC), como antioxidante para que o material fique
mais estável e menos frágil.
Existe literatura onde foram descobertas
contaminações com Nonilfenol na industria da alimentação, que
utilizava encanamentos de PVC, também foi detectada um creme
anticoncepcional com Nonoxinol-9, curiosamente a mesma depois de
absorvida pelo organismo transforma-se em Nonilfenol.
O universo de produtos que utilizam
Alquilfenoles e seus derivados e tão grande que pode ser achado
em pesticidas, detergentes, embalagens de plástico, embalagens
metálicos com revestimento, produtos de cuidado pessoal, produto
químicos dos mas diversos usos, aditivos para lubrificantes
automotivos e muitos processos industriais, da industria
alimentar principalmente.
Ainda hoje existe um mercado mundial que
movimenta 800 toneladas de Polietoxilatos de Alquilfenol,
principalmente nos países em desenvolvimento, muitos destes
produtos consumidos pela população não são Estrogénicos, mas
estudos tem descoberto que as bactérias nos corpos de animais,
na vegetação pelos pesticidas ou nas plantas de tratamento de
águas e esgoto, degradam estes Polietoxilatos de Alquilfenol e
viram substancias que imitam Estrogénios, incluindo Noninfenol.
Na faculdade de Medicina da Universidade
de Stanford, em Palo Alto, California, aconteceu algo similar,
esta vez foi um material bem conhecido o POLI CARBONATO (usado
para fabricar até garrafas de água, de líquidos e de cremes), o
imitador de Estrogénio se chama BISFENOL-A presente na produção
deste material.
O mistério dos peixes sem sexo definido
aconteceu na Inglaterra, pescadores de rios e lagoas descobrem
que perto de usinas de tratamento de águas residuais, nem o mais
esperto dos pescadores podia determinar o sexo dos peixes.
Ao contrario de morrer pela contaminação
ou falta de oxigênio, os mesmos apresentavam duplo aparelho
sexual, a pesquisa suspeitava de algum Estrogénio na água, pois
os machos produziam uma proteína chamada Vitelina que só as
fêmeas produzem, o fígado delas produz Vitelogenina como
resposta a uma sinal Estrogénica dos ovários, o fígado dos
machos também absorvem a substancia e produz mudanças físicas,
segundo o pesquisador John Sumpter da Universidade Brunel de
Uxbridge, quem liderou a pesquisa.
Concluo-se que a degradação de detergentes
que contem Polietoxilatos de Alquilfenol, que combinado com
outras substancias dispersas (pesticidas e resíduos líquidos),
modificaram o desenvolvimento dos testículos dos peixes.
Dois cientistas da Universidade de
Granada, Espanha, Fatima Olea (toxicóloga alimentar) e Nicolas
Olea (especialista em câncer Endócrino), tiveram a clareza
depois da descoberta na Universidade de Tusft, de estudar a
recoberta interna de plástico nas latas de conservas, bebidas e
produtos de uso pessoal, foram estudadas 20 marcas de alimentos
vendidas nos EUA e na Espanha, na metade delas achou-se
BISFENOL-A.
Plásticos ativos com imitadores sintéticos
de Estrógenios, em contato direto com alimentos, calcula-se que
podem ser a causa necessária e suficiente para provocar um
aumento do câncer de mama nas mulheres, também podem afetar os
homens mediante um bloqueio dos receptores de Andrógenos que
respondem a hormônios masculinos.
O Metoxicloro foi desenvolvido para
eliminar o DDT, e sabido que ele altera o sistema hormonal, a
diferença dos antecessores não deixa rastos reveladores da
exposição nas células do corpo humano, rastos destes pesticidas
foram achadas na leite produzida nos campos de Egito junto com
outras quatro substancias sintéticas.
O mundo inteiro movimenta 2.000.000 de
toneladas de pesticidas, mais não só para uso agrícola, plagas
como o Dengue entre outras invadem as cidades, e assim são
espalhadas substancias químicas perigosas em parques,
supermercados, jardines, escolas, hospitais, universidades e
condomínios.
E inevitável fazer uma pergunta lógica:
quantas substancias sintéticas imitadoras de hormônios
consumimos e ainda desconhecemos, que alimento esta livre?
QUE TEM A VER A PESQUISA COM VEÍCULOS E
MOTORES?
“Autoservicio, compre lubrificante em
nossas lojas e troque você mesmo”
Como especialista em mecânica, sou contra
a venda de lubrificantes automotivos em lojas e supermercados,
pois ninguém fiscaliza a troca, onde se joga o lubrificante
usado, com certeza na maioria dos casos vai parar no esgoto ou
na terra, contaminando cursos de água e vegetais que logo são
parte da corrente alimentar, vindo a parar como nosso alimento,
isso se chama “efeito bumerangue”, jogar esses produtos e
considerado crime ambiental grave.
Alguns aditivos sintéticos dos
lubrificantes automotivos, veja só: Polimetacrilato (PMA),
Copolimeros (OCP), Ditiofosfatos, Fenòles
e Amínas Aromàticas, ALQUILFENATOS, Compostos Polares
Alquenilsuccinicos, Bases Mannich, Maleatoestireno, Metacrilatos,
Isopreno-Estireno, Estireno-Butadieno, Alquilosalicicato, etc.
Petrobras, Esso, Texaco, Shell, Ipiranga,
Repsol, Castrol, Bardhal, entre outros avisam nos envases de
lubrificantes: “Manter fora de contato com a pele, produto
tóxico”.
Eu acrescentaria, produto cancerígeno,
pois a maioria das substancias são formulas complexas de
produtos sintéticos, foram desenvolvidas para atuar dentro do
motor, como impedir que entrem em contato com o meio ambiente?
O que e muito bom para o motor de seu
carro e muito ruim se jogado no meio ambiente.
Pela “santa globalização” as grandes
industrias petroquímicas dos países desenvolvidos tem filiais em
países pobres (em desenvolvimento), ali elas fabricam e
comercializam produtos que já foram proibidos por seus governos,
lembre do triste caso da Union Carbide (Everady) onde uma nuvem
tóxica matou mais de 3.000 pessoas na India, sorte que essas
coisas não acontecem nos EEUU.
Como existem os defensores radicais dos
transgênicos que falam “consuma tranqüilo”, também as Câmaras
mundiais de fabricantes de plásticos tem gastado milhões de
dólares em pesquisas, para demonstrar que o uso generalizado dos
plásticos e seguro para os consumidores (lembre que essas
empresas lucram na bolsa de New York).
Curiosamente usam a mesma RETÓRICA, “os
níveis de imitadores de hormônios nos plásticos e inferior ao
produzido pelo corpo humano, isso significa que a possibilidade
de produzir câncer ou doenças e muito remota...”, você ficaria
tranqüilo com essa explicação?
Acontece que podem existir substancias
químicas que alteram o sistema hormonal, e elas podem estar em
lugares inesperados, principalmente embalagens de alimentos, o
que muitos especialistas afirmam ser níveis seguros sobre certas
substancias, pode ser uma verdade a meias, os seres humanos
podem estar expostos muito mas alem do informado.
Somos “ratos” do grande laboratório
mundial, o pior e que tudo esta fora de controle.
Prof. Francisco Emilio Coutinho
Goux