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- QUE TEM A VER A ÉTICA E
OS BONS COSTUMES?
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- Você já tirou meleca da nariz ou dos olhos?
- Você já foi no banheiro e não lavou as mãos?
- Você já espirrou forte sem cobrir sua boca num lugar
público?
- Você acabou de comer e não lavou seus dentes?
- Você joga envases de refrigerante, ou lixo na rua?
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- Esses são exemplos claros, verdadeiros, atuais e reais, que
retratam as costumes da grande maioria de nós, os brasileiros.
- Porem existe um denominador comum, todos, todos, sofremos
com as conseqüências desses atos, incluso nossa própria família.
- O que é a falta de ética?
- Saber que esta fazendo algo errado e ainda assim fazê-lo!
- Micróbios, bactérias, germes, vírus e doenças, são
transmitidas entre seres humanos, os fluidos do corpo passam
eles a nossas mãos, dai espalhamos eles por todo canto, tocamos
e contaminamos todo.
- Contaminamos os ambientes de nossas casas, nosso trabalho, e
nos lugares públicos onde a gente convive dia após dia.
- Assim, aparecem como mágica, doenças comuns, conjuntivite,
gripe, rubéola, sarampo, herpes, resfriado, diarréia, gastrite,
micose, etc..
- Também, outras doenças perigosas e não menos comuns,
hepatite A, hepatite B, tuberculose, lepra, cólera, meningite,
etc..
- Foram transmitidas, só porque alguém, como você ou como eu,
espirrou, ou teve contato com seus fluidos e não lavou suas
mãos.
- Imagine essa situação, milhares de pessoas pegando o
corrimão de uma escada, ou no transporte público, ou usando um
telefone, ou um computador, cada uma delas deixando um rasto,
imagine a soma da contaminação, a superposição de elementos
tóxicos, é assustador.
- Inconsciente coletivo, tocamos, pegamos, apoiamos e mexemos
sem saber quem pegou antes, uma verdadeira loteria, a cada mil,
um cai, o seguinte posso ser eu.
- Para estar a salvo, teríamos que viver numa borbulha,
isolados, sem contato, mas isso é impossível, pior ainda, aqui
nos países em desenvolvimento, onde falta investimento em
esgoto, educação e saúde.
- Então o que resta a fazer?
- Melhorar nossas costumes, adotar boas costumes, melhorar
nossos hábitos, compreender isto é a chave para diminuir o
contagio, saber reconhecer nossa burrice, ter consciência de
nossos atos, ter ética, ser éticos nos pequenos atos cotidianos.
- Uma forma prática de ser éticos é enxergar as pessoas que
circulam do lado, como se elas fossem membros de nossa família.
- Você, tira meleca e acaricia a cara de seu filho?
- Você, vai ao banheiro da sua casa, não lava as mãos e
cozinha assim?
- Você, espirra perto da nariz ou da boca de seu filho?
- Você, come e não lava seus dentes, pensa que isso é perda de
tempo?
- Você, joga papéis, garrafas ou lixo no chão da sua casa?
- Acontece, as vezes, vamos ao banheiro de uma loja ou
lanchonete, não tem sabonete, ou falta papel para secar as mãos,
ou não tem água sequer, então fica por isso, e isso é errado,
assim, a gente leva comida na boca com as mãos sujas, sujas de
xixi, de bacilos das fezes, de muco da nariz, de meleca dos
olhos, o pior que a gente sabe que esta errado, ainda assim o
faz.
- Esse é o pensamento do avestruz, esconder a cabeça num
buraco no chão e pensar que esta a salvo de qualquer dano,
quando a verdade tem todo o corpo a vista, nós fazemos isso,
ignoramos o perigo.
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- O pensamento é: “o que pode acontecer se não lavar as mãos
uma vez”. Isto é um problema coletivo, a maioria das pessoas
desta sociedade, segundo estatísticas, só 17% da população, no
trabalho, no estudo, nas ruas, lava suas mãos com freqüência,
falta consciência coletiva, falta educação coletiva, falta
solidariedade coletiva.
- A gente não enxerga, é um problema de saúde pública, você
não lavou suas mãos, que se ferre quem bem atrás e pegou onde
você deixo sua marca, só que quem bem atrás pode ser seu filho,
sua mãe, seu pai, ou
- um ente querido, você deseja que aconteça algo com eles?
- Somos promíscuos, essa é a verdadeira definição, esse tipo
de conduta, promíscuos, porque passamos restos de xixi ou outros
fluidos, a outra pessoa a sabendas, com plena consciência do que
estamos fazendo.
- Existe solução para isto?
- È muito difícil, difícil por tratar-se de uma questão
cultural, de formação, o único jeito é fazer campanhas
extensivas, fomentar hábitos coletivos.
- A chave são nossas crianças, como é ensinado a ler e
escrever, a escovar os dentes, também teríamos que ensinar
obrigatoriamente a lavar as mãos nas escolas, ensinar os perigos
latentes que podem evitar.
- Nada melhor que começar por nosso lar, a base da boa
educação é a própria família, os bons exemplos devem começar em
casa, falar e ensinar nossos filhos, eles levaram gravado para o
resto de suas vidas, as costumes saudáveis, as boas costumes,
assim no futuro, seremos reconhecidos como uma sociedade
organizada, ética, nos pequenos detalhes, hábitos coletivos que
fazem a diferença.
- Veja o que esta acontecendo com a dengue, teve que morrer
muita gente para começar a reagir, estamos correndo atrás do
prejuízo.
- Nós, os adultos, podemos ser um caso perdido, mas com um
pouco de compromisso de nossa parte, um pouco de atitude,
podemos deixar um mundo melhor para as futuras gerações.
- Fale com seu filho, sente junto com ele e explique, segundo
os pedagogos, o tempo certo para ensaboar as mãos é cantando o
parabéns ate o fim.
- Devemos imitar as boas costumes de outras culturas, os
muçulmanos lavam as mãos e os pés antes de rezar, e nós
cristãos?
- Gente, alem de um pouco de vergonha na cara, sejamos éticos.
- Pensem nisso!
Prof. Francisco Emilio
Coutinho Goux
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