A casa dos grandes pensadores
 
 
 

FRANCISCO EMILIO COUTINHO GOUX

 


 

 

QUE TEM A VER A ÉTICA E OS BONS COSTUMES?
 
Você já tirou meleca da nariz ou dos olhos?
Você já foi no banheiro e não lavou as mãos?
Você já espirrou forte sem cobrir sua boca num lugar público?
Você acabou de comer e não lavou seus dentes?
Você joga envases de refrigerante, ou lixo na rua?
 
Esses são exemplos claros, verdadeiros, atuais e reais, que retratam as costumes da grande maioria de nós, os brasileiros.
Porem existe um denominador comum, todos, todos, sofremos com as conseqüências desses atos, incluso nossa própria família.
O que é a falta de ética?
Saber que esta fazendo algo errado e ainda assim fazê-lo!
Micróbios, bactérias, germes, vírus e doenças, são transmitidas entre seres humanos, os fluidos do corpo passam eles a nossas mãos, dai espalhamos eles por todo canto, tocamos e contaminamos todo.
Contaminamos os ambientes de nossas casas, nosso trabalho, e nos lugares públicos onde a gente convive dia após dia.
Assim, aparecem como mágica, doenças comuns, conjuntivite, gripe, rubéola, sarampo, herpes, resfriado, diarréia, gastrite, micose, etc..
Também, outras doenças perigosas e não menos comuns, hepatite A, hepatite B, tuberculose, lepra, cólera, meningite, etc..
Foram transmitidas, só porque alguém, como você ou como eu, espirrou, ou teve contato com seus fluidos e não lavou suas mãos.
Imagine essa situação, milhares de pessoas pegando o corrimão de uma escada, ou no transporte público, ou usando um telefone, ou um computador, cada uma delas deixando um rasto, imagine a soma da contaminação, a superposição de elementos tóxicos, é assustador.
Inconsciente coletivo, tocamos, pegamos, apoiamos e mexemos sem saber quem pegou antes, uma verdadeira loteria, a cada mil, um cai,  o seguinte posso ser eu.
Para estar a salvo, teríamos que viver numa borbulha, isolados, sem contato, mas isso é impossível, pior ainda, aqui nos países em desenvolvimento, onde falta investimento em esgoto, educação e saúde.
Então o que resta a fazer?
Melhorar nossas costumes, adotar boas costumes, melhorar nossos hábitos, compreender isto é a chave para diminuir o contagio, saber reconhecer nossa burrice, ter consciência de nossos atos, ter ética, ser éticos nos pequenos atos cotidianos.
Uma forma prática de ser éticos é enxergar as pessoas que circulam do lado, como se elas fossem membros de nossa família.
Você, tira meleca e acaricia a cara de seu filho?
Você, vai ao banheiro da sua casa, não lava as mãos e cozinha assim?
Você, espirra perto da nariz ou da boca de seu filho?
Você, come e não lava seus dentes, pensa que isso é perda de tempo?
Você, joga papéis, garrafas ou lixo no chão da sua casa?
Acontece, as vezes, vamos ao banheiro de uma loja ou lanchonete, não tem sabonete, ou falta papel para secar as mãos, ou não tem água sequer, então fica por isso, e isso é errado, assim, a gente leva comida na boca com as mãos sujas, sujas de xixi, de bacilos das fezes, de muco da nariz, de meleca dos olhos, o pior que a gente sabe que esta errado, ainda assim o faz.
Esse é o pensamento do avestruz, esconder a cabeça num buraco no chão e pensar que esta a salvo de qualquer dano, quando a verdade tem todo o corpo a vista, nós fazemos isso, ignoramos o perigo.
 
O pensamento é: “o que pode acontecer se não lavar as mãos uma vez”. Isto é um problema coletivo, a maioria das pessoas desta sociedade, segundo estatísticas, só 17% da população, no trabalho, no estudo, nas ruas, lava suas mãos com freqüência, falta consciência coletiva, falta educação coletiva, falta solidariedade coletiva.
A gente não enxerga, é um problema de saúde pública, você não lavou suas mãos, que se ferre quem bem atrás e pegou onde você deixo sua marca, só que quem bem atrás pode ser seu filho, sua mãe, seu pai, ou
um ente querido, você deseja que aconteça algo com eles?
Somos promíscuos, essa é a verdadeira definição, esse tipo de conduta, promíscuos, porque passamos restos de xixi ou outros fluidos, a outra pessoa a sabendas, com plena consciência do que estamos fazendo.
Existe solução para isto?
È muito difícil, difícil por tratar-se de uma questão cultural, de formação, o único jeito é fazer campanhas extensivas, fomentar hábitos coletivos.
A chave são nossas crianças, como é ensinado a ler e escrever, a escovar os dentes, também teríamos que ensinar obrigatoriamente a lavar as mãos nas escolas, ensinar os perigos latentes que podem evitar.
Nada melhor que começar por nosso lar, a base da boa educação é a própria família, os bons exemplos devem começar em casa, falar e ensinar nossos filhos, eles levaram gravado para o resto de suas vidas, as costumes saudáveis, as boas costumes, assim no futuro, seremos reconhecidos como uma sociedade organizada, ética, nos pequenos detalhes, hábitos coletivos que fazem a diferença.
Veja o que esta acontecendo com a dengue, teve que morrer muita gente para começar a reagir, estamos correndo atrás do prejuízo.
Nós, os adultos, podemos ser um caso perdido, mas com um pouco de compromisso de nossa parte, um pouco de atitude, podemos deixar um mundo melhor para as futuras gerações.
Fale com seu filho, sente junto com ele e explique, segundo os pedagogos, o tempo certo para ensaboar as mãos é cantando o parabéns ate o fim.
Devemos imitar as boas costumes de outras culturas, os muçulmanos lavam as mãos e os pés antes de rezar, e nós cristãos?
Gente, alem de um pouco de vergonha na cara, sejamos éticos.
Pensem nisso!

Prof. Francisco Emilio Coutinho Goux

Publicação: www.paralerepensar.com.br  11/08/2008