A casa dos grandes pensadores
 
 
 

FRANCISCO EMILIO COUTINHO GOUX

 


 

 

 

IPTU, IPVA, PEDÁGIOS E ZONA AZUL CONTRA O POVÃO!
 
O povo não tem pão!
Maria Antonieta falou, que comam “brioches” tirando sarro da fome do povo.
E o povo tirou a cabeça dela na guilhotina o que foi justo.
Através da democracia colocamos os políticos para dirigir as cidades, os estados e o governo federal. Todos eles são uma espécie de “monarquia”, uma classe social diferente dos simples cidadãos, são julgados por foros especiais, têm imunidade e evitam a humilhação que sente o cidadão comum ao ser preso.
Uma vez que tomam posse, passam a atuar como “imperadores” com um séqüito de aduladores do mesmo partido ou fruto de alianças com interesses escusos.
E o povo aceita calado e assiste a partilha do dinheiro público diante de seu próprio nariz. Aqueles que são filmados roubando não são presos e nem tampouco caem.
As margens do rio Tietê foram invadidas pelos carros, mas a natureza insiste em ocupar seu lugar histórico, ainda assim os políticos continuam a destruir o meio ambiente, ao invés de eliminar as marginais aumentam dobrando a quantidade de pistas, isso se chama suicídio coletivo e a gente aceita sem ser convidado.
O IPTU é o tributo que o cidadão paga para ter direito a morar em sua casa, porém, os políticos cobram o imposto até onde as casas ficam submersas na primeira chuva do ano, aumentam 20% nos bairros nobres e 60% na periferia, um despropósito.
O IPVA dá ao contribuinte o direito de usar as ruas da cidade e, segundo sua filosofia, ele serve para manutenção das mesmas, sinalização e segurança no trânsito.
Aqui se apresenta o primeiro paradoxo, a Zona Azul, você paga para ter direito a estacionar nas “ruas” pelas que já paga o IPVA. Hoje em São Paulo a tarifa é de três reais a hora, quase dois dólares, para deixar seu carro sem vigilância, à intempérie e sem seguro contra roubo ou danos. Perdão a vigilância existe, existe para multar aquele que esquece de colocar a papeleta a cada hora, resulta tragicômico que até alguns estacionamentos privados são mais baratos que parar na rua, e ainda eles tem seguro.
Os pedágios privilegiam as classes “A e B” que podem ter um bom carro e pagar por essa comodidade, mas penalizam as classes “C e D” encurralando-as nas periferias às margens das rodovias privatizadas, negando a livre circulação, um direito garantido na Constituição do Brasil, e pior, ainda temos de aguentar a propaganda política dos partidos onde se gabam de ter feito tais rodovias tal qual autopistas.
Ainda não faz um ano que as motos não pagavam pedágio, as concessionárias fizeram pressão sobre os políticos de turno sob o pretexto de que as motos produziam custos nos acidentes, eles estavam de olho no aumento da quantidade de motos, um filão onde tirar muita grana, isso, ONLY BUSSINESS.
Parece brincadeira, para ir ate Araraquara (270 Km.) paga-se 30 reais de pedágio e 25 reais de combustível, faça as contas quantos veículos fazem esse trajeto por dia.
O pobre não pode ter carro nem moto, já é suficiente com que consiga comer cada dia.
Onde se viu?

Prof. Francisco Emilio Coutinho Goux

Publicação: www.paralerepensar.com.br  06/01/2010