|
|
-
CAMINHANTES DO
TEMPO I
Todos nós caminhamos pelo tempo
calcorreando quilómetros sem par
ansiando sempre mais o bem chegar
na mira de crescer cada momento.
A terra que pisamos é tormento
e nem sempre armas temos p' ra lutar
que o nosso sonho teima em se ausentar
e a vida que se esvai não tem provento.
Há segredos e abutres nos caminhos,
e há dores infinitas com espinhos
qu' à alma já faz chagas dolorosas.
Mas o que há mais são negros horizontes
que se projectam nas humanas frontes
em angústias perenes lacrimosas !...
Frassino Machado
In ODISSEIA DA ALMA
*
CAMINHANTES DO TEMPO II
Nunca sabemos bem ao certo o que nos toca
que as distâncias que temos são intransponíveis
e as incertezas com suas leivas e desníveis
cavam largo horizonte que em nós se enfoca .
As forças naturais são óbvias e madrastas
e não podemos ter com elas concordância
resta-nos, pois, unir nas asas da distância
aqueles belos sonhos sem peias nefastas.
Abatam-se os segredos e os abutres caiam
nos abismos e neles com dores se afoguem
para que as dolorosas chagas da alma saiam.
As portas e as janelas se abram largamente
e qu' às humanas frontes os sorrisos voltem
para que o sol da esp' rança venha finalmente!
Frassino Machado
In ODISSEIA DA ALMA
Publicação:
www.paralerepensar.com.brr
04/12/2007
|
|
|